Desde que Ronaldo e Messi se erigiram como os melhores da sua geração, dividindo entre si a maioria dos galardões individuais, a “rivalidade” entre ambos transfigurou a forma como futebolistas, adeptos e o universo do futebol em geral encaram a Bola de Ouro. Nesse sentido, o Visão de Mercado irá mensalmente indicar num ranking aqueles que mais fizeram para conseguir o prémio de melhor jogador do Mundo de 2018 com critérios bem ponderados, ilustrando uma espécie de corrida entre as várias estrelas do futebol mundial. A ideia passa por atribuir uma pontuação aos jogadores que mais se destacaram nesse mês para que no final deste ano civil seja possível, de uma maneira justa, eleger aqueles que foram verdadeiramente os melhores. E como estamos em constante evolução e queremos oferecer aos leitores um método de avaliação cada vez mais justo, este ano, cada vez que um jogador repita a presença no Top, ser-lhe-á adicionado mais 4 pontos.
Um mês com vários jogadores em destaque (nomes como Haller, Benzema, Bernardo, Koulibaly, Alexander-Arnold, Kimmich, Thorgan Hazard, Firpo ou Thauvin também podiam ter figurado neste Top). Mas tendo em conta a maneira como o individual contribuiu para o sucesso coletivo, este é o “Rumo à Bola de Ouro’2018” de Novembro:
1.º David Silva (Manchester City) – O mago espanhol apareceu com tudo em Novembro, marcando 4 golos em 5 jogos (a este ritmo vai bater facilmente a sua melhor marca em golos) e fazendo também uma assistência, números importantes para consolidar o 1.º lugar na Premier League e no grupo da Liga dos Campeões.
2.º Raheem Sterling (Manchester City) – O inglês, atual melhor marcador e melhor assistente do campeonato, juntou aos 4 golos, três assistências, tendo sido indiscutível para Guardiola.
3.º Aymeric Laporte (Manchester City) – Tem sido, provavelmente, o melhor central da temporada, acumulando exibições seguras e muita influência no modelo de jogo do City. Marcou ao Lyon na Champions.
4.º Harry Kane (Tottenham) – Fez 4 golos pelo Tottenham, instrumentais para uma sequência de 5 vitórias consecutivas, mas foi na Nations League que mais fez a diferença, colocando a Inglaterra no playoff.
5.º Robert Lewandowski (Bayern Munique) – Apesar do momento conturbado do Bayern, o polaco apontou 6 golos (aos quais juntou ainda um passe para golo), tendo bisado na goleada frente ao Benfica.
6.º Leroy Sané (Manchester City) – O alemão, que apontou 2 golos nos dois jogos pela Mannschaft na pausa para as seleções, esteve em destaque no City, com 3 golos e duas assistências, tendo brilhado na goleada na deslocação ao terreno do West Ham.
7.º Cristiano Ronaldo (Juventus) – Marcou 3 golos e fez duas assistências em 5 jogos, continuando a ser muito importante para o grande arranque de temporada da Vecchia Signora (a derrota frente ao Man Utd foi a única nota negativa).
8.º Kun Agüero (Manchester City) – Mais 3 tentos decisivos e dois passes para golo em 4 jogos, tendo apontado o golo que evitou a derrota frente ao Lyon, no embate da 5.ª jornada da Liga dos Campeões.
9.º Dries Mertens (Nápoles) – Marcou 5 golos em apenas 3 jogos (fez também uma assistência), tendo sido o melhor jogador de um Nápoles que se quer aproximar da Juventus na Serie A e confirmar a passagem aos oitavos de final na Champions, num grupo com PSG e Liverpool.
10.º Leo Messi (Barcelona) – Fez apenas 3 jogos, mas ainda foi a tempo de apontar uns impressionantes 3 golos e duas assistências. Aliás, nos últimos 10 jogos a Pulga tem 11 golos e 5 assistências pelo Barça.
11.º Luka Jović (Eintracht Frankfurt) – Juntamente com Haller, tem “desfeito” os adversários, quer na Bundesliga, quer na Liga Europa, onde o Eintracht só sabe vencer. Em Novembro apontou 5 golos e fez duas assistências. O seu clube venceu os 5 jogos que disputou.
12.º Neymar Jr. (Paris Saint-Germain) – Tem feito mais uma grande temporada, aparecendo na Liga dos Campeões, nos grandes jogos, para, mais do que decidir, ser influente na forma de jogar do conjunto de Tuchel. Fez 3 golos e uma assistência em 4 jogos durante o mês.
13.º Hugo Lloris (Tottenham) – Em 4 jogos sofreu apenas 3 golos, manteve a baliza a zeros por duas vezes e foi um dos destaques do mês 100% vitorioso da formação orientada por Mauricio Pochettino.
14.º Memphis Depay (Lyon) – Para além dos 2 golos e 5 assistências em cinco partidas pelo Lyon, o excêntrico avançado foi o grande obreiro pelo feito que a seleção holandesa conseguiu alcançar na Nations League, apurando-se para o playoff final, num grupo onde também estavam França e Alemanha, os últimos dois campeões do Mundo.
15.º Marco Reus (Borussia Dortmund) – Fez 3 golos e uma assistência ao longo de Novembro, com destaque para a vitória sobre o Bayern, para o campeonato, onde bisou. O Dortmund, com ele em destaque, segue na liderança da Bundesliga com 9 pontos do que o grande rival.



9 Comentários
Francisco Torgal
Devia existir o FIFA Ballon d’or e o VM Ballon d’or, sendo que o segundo seria o mais prestigiado e exigente! hehe
Khal Drogo
Top dos mais bem elaborados que já vi. A France Football e a FIFA podiam consultar o VM!
Tiago Silva
Tantos jogadores do City! Isto prova o quanto eles têm dominado no campeonato. Concordo com o David Silva em primeiro, mas acho que o Jovic e o Depay deveriam estar mais acima.
Mike The Kid
Ronaldo à frente do Messi
Hum ?.
Mas impressionante a quantidade de jogadores do city presentes na lista
Oldasity
Sem grande sentido; Ronaldo tem estado um pouco apagado, e Messi em menos jogos fez as mesmas estatísticas. It’s life tho
psychomantis
Tem estado um pouco apagado? Isso não é de todo verdade, Ronaldo tem sido dos melhores na Juventus, tem estado bem mais activo e dinâmico no ataque da Juve.
Bio
O vencedor da Bola de Ouro vai ser um jogador que nem no top 10 deste ranking figura. Espectacular!
Tiago Peixoto
Ver esta pontuação total e depois pensar que o Módric venceu o “The Best” e provavelmente vai vencer a Bola de Ouro e o Messi nem pódio esteve/vai estar é tão ridículo.
Fallen Angels
A forma que o VM está a calcular isto é medindo a consistência dos jogadores durante o ano. Mas o futebol pela forma que está estruturado e pela importância que as diferentes competições têm é um desporto que não valoriza a consistência