
Sem espaço?
Sandro Nascimento é reforço do Torino. O médio de 19 anos deixa o Sporting em definitivo, rumando à Serie A. O angolano somava 10 jogos e 2 golos nos sub-23 dos Leões. Os italianos, que foram eliminados ontem pelo Inter da Taça de Itália (2-1), recrutaram ainda no fecho de mercado o defesa Marianucci, por cedência do Nápoles; Enzo Ebosse, cedido pela Udinese, e Matteo Prati, internacional sub-21 por empréstimo do Cagliari.


7 Comentários
filipe19
É deste tipo de transferências que eu não percebo. Os Santa Claras e Rio Aves desta vida trazem camiões de jogadores de fora enquanto este jogador tem que ir para a Italia. Será que não tinha espaço num clube da nossa primeira divisão? É uma questão monetária? Uma questão dos outros clubes não quererem pescar nas camadas jovens dos grandes?
Sair da zona de conforto pode ser bom, ganhar experiência, crescer, tudo bem, mas essas mudanças também se pode fazer dentro do país. Enfim. Vamos lá ver se não é só mais outro que depois segue o seu caminho para o Chipre, Hungria ou Letónia.
Antonio Clismo II
Jogada de empresário apenas. Atirou o barro à parede para ver se o Sporting lhe dava o salário inflacionado que queria e ameaçou com “propostas de clubes estrangeiros” para aumentar poder negocial.
O Chris Grombahi e o Denílson Santos também estiveram quase quase a ir na mesma cantada…
Clubes italianos são muito usados como “isco” por empresários de jovens jogadores porque tal como em Portugal, não existe regulamentação apertada no futebol de formação italiano, basicamente costumam aceitar tudo, por isso é que vemos equipas de formação com imensos estrangeiros em Itália, daí o futebol italiano ter decrescido tanto nos últimos 20 anos, desde que começaram a tratar o futebol como brinquedo de grupos e interesses em lavagem de dinheiro.
O Sporting não cedeu e lá foi o jogador parar a Itália. A maior parte destes jogadores vão iludidos pelos empresários que deveriam promover a sua evolução (dos jovens) e não tentar sacar umas dezenas de milhares de euros rápidas e fáceis como se fossem a sua “exit liquidity”…
Olhamos para inúmeros casos como o Afonso Freitas, Pedro Justiniano, Ricardo Campos, Zé Turbo, Leonardo Buta, Pedro Neto, Sana Fernandes, Bruno Jordão, Pedro Delgado, Tiago Dias, Pedro Pereira, Herculano Nabian, Vasco Oliveira, Jorge Silva, Ricardo Matos etc etc
Poucos são aqueles que conseguem realmente evoluir, porque vão para lá e são deixados ao abandono e sem qualquer rede de suporte…
Tudo porque os empresários quiseram forçar negociações e renovações de contrato a pedir 10 ou 20 mil euros por mês quando clubes nacionais no limite lhes davam 2 ou 3 mil por mês (o real valor deles), mas com uma evolução mais progressiva e sustentada no tempo.
manel-ferreira
Ou se calhar, muitos desses jogadores noa deram em nada porque não eram grande coisa, não porque foram desencaminhados. Eu sei que é difícil para ti admitir isto, mas é verdade. Não vai dar tudo craque.
E nem sei o que é que o Pedro Justiniano está a fazer nessa lista. Ele quando saiu do Porto foi para um clube português, onde não se impôs (era a Académica, que terminou em último), e depois lá foi para as Finlândias e tal, que é o nível dele.
Antonio Clismo II
Como em qualquer sistema piramidal, obviamente que nem todos podem chegar ao topo.
Mas tu e outros são a favor de substituir completamente a base, e nesse caso, aí teremos a garantia que nenhum dos nossos lá vai chegar
Chama-se abrir as pernas para o que vem de fora.
A expressão popular “Estragador de farinha, aproveitador de farelo” também se adequa.
Artur Trindade
António, confirmo essa percentagem elevada de jogadores que foram desviados para Itália e fracassaram, caso do avançado Paulo Costa que nos idos anos 90 o Sporting recrutou ao Odivelas, já internacional jovem, e que era uma grande esperança.
O Pedro Neto ia acabando a carreira nessa jogatana que referes, e reabilitou-se já em Inglaterra.
Muito interessante e pertinente a ligação que fazes entre a queda do “jogador italiano” (vulgo seleção), e essa desregulamentação da formação em Itália.
manel-ferreira
O que não falta são jogadores a irem da formação dos grandes para outros clubes portugueses. Ainda agora o Gil Vicente foi buscar um jogador à equipa B do Porto .
Não é preciso estar sempre a fazer dos clubes pequenos os maus da fita.
Sim, às vezes são os jogadores que querem ir lá para fora. Ou porque são encaminhados pelos empresários, ou porque vêem como uma vergonha ir para.um clube pequeno/médio português (sim, acontece), enquanto ir para uma equipa dos principais campeonatos lhes dá mais prestígio ou porque simplesmente vão ganhar mais lá fora (perfeitamente legítimo). Há vários motivos.
JoaoGama
O Rio Ave não o ia querer porque ele não é brasileiro ou grego… Ficar em Portugal não é opção porque, além do salário ser mais baixo cá, os clubes portugueses não pagam aos empresários o que estes clubes pagam…. Para o empresário é um excelente negócio e para o jogador difícilmente não será péssimo a nível desportivo.