Os senegaleses não foram brilhantes ao longo do torneio (também, à exceção da Costa do Marfim na fase de grupos, ninguém foi) mas já mereciam este título e na final foram os únicos a tentar vencer. Valeu ao Egito o guardião Gabaski, que somou várias excelentes defesas e levou mais um jogo para os penáltis. No entanto Queiroz, que parecia que queria vencer a CAN “à moda de Portugal no Euro’2016” (apenas 4 golos em toda a prova e 3 dos 4 jogos a eliminar nos penáltis, sendo que o outro foi decidido no prolongamento), tendo apostado sempre numa postura defensiva, cínica, a dar a iniciativa, desta vez não teve a estrelinha do seu lado e aumenta o jejum de títulos que dura desde a Supertaça que venceu pelo Real em 2003.
O Senegal venceu a CAN pela primeira vez ao bater o Egito, treinado pelo português Carlos Queiroz, por 4-2 nas grandes penalidades depois do nulo no tempo regulamentar. Sadio Mané até podia ter marcado logo aos 7′ mas viu Gabaski travar-lhe o penálti. O craque do Liverpool no entanto redimiu-se nas grandes penalidades ao converter a que deu o título aos Leões de Teranga. Já Salah não chegou a bater a sua (ia tentar converter a 5.ª dos egípcios). A nível individual Mané foi eleito o MVP da competição, Mendy (Senegal) o melhor guarda-redes. já o ex-FC Porto Aboubakar (8 golos) recebeu o prémio de melhor marcador.


6 Comentários
cratera
o Egipto jogou ao estilo “portugues moderno”, ou seja, foi defensivo mas defendeu mal, concedendo varias oportundidades, com o guarda-redes Gabaski a salvar sempre.
Depois, ao estilo Portugal 2012, deixou o Salah para ultimo nos penaltis, tal como Paulo Bento deixou Ronaldo, o resultado foi que os colegas falharam tantos que Salah, como Ronaldo, nem chegou a chutar.
Ficava feliz por mais um titulo para um treinador portugues, mas a verdade e que este mito ridiculo de que ser defensivo e o mesmo que defender bem tem de morrer, bom mesmo era o Senegal, merecidamente, ganhar nos 90 minutos com margem de 2 ou 3 golos.
Pela enesima vez, se uma equipa defensiva, como foi o Egipto de Queiroz hoje, ou o Portugal de Fernando Santos, concede 10-15 boas oportunidades ao adversario, pura e simplesmente defende mal. Ou seja, o futebol nao so e feio, como e mau.
Nome sem Caracteres Ilegais
cratera
Esse seu segundo parágrafo não faz sentido. O Senegal fez praticamente o mesmo que o Egipto (deixou o último penálti para o melhor jogador) e não foi por isso que correu mal.
Já com os parágrafos seguintes eu concordo muito mais!
cratera
Nome sem Caracteres: Tens toda a razao, mas foquei no Egipto para tracar os paralelos com Portugal. No caso do Senegal correu bem, mas nao deixo de achar pessima ideia.
Ate se pode dizer “ah, mas o quinto penalti se for decisivo, queres ter o teu melhor jogador a marcar”, parece que faz sentido mas nao faz. Se os restantes nem a conseguem meter la dentro, o tal melhor jogador pode nem poder chutar!
Nome sem Caracteres Ilegais
cratera
Sim, com isso eu concordo. Também acho que, 9 em cada 10 casos, deixar o melhor para o quinto penálti é andar na corda bamba. É só que, como o cratera escreveu “o resultado foi que”, pareceu-me que estava a dar a entender uma causa-efeito. Mas como o Senegal provou, deixar o melhor para o último não é garantia de dar barraca.
j. chamberlin
Completamente de acordo!
Atualmente, treinadores portugueses são sinônimo de mau futebol (salvo raras excepções).
GoldenFCP
Senegal ja merecia. Melhor equipa do torneio, apesar de uma fase de grupos medonha.
O Egito eliminou 3 candidatos(Costa do Marfim, Marrocos e Camaroes) e foi limpando o caminho para o Senegal que ficou num lado bem mais tranquilo(Cabo Verde, Guine Equatorial, Burquina Faso), mas que na final foi muito melhor. Carlos Queiroz tem merito na caminhada mas tambem teve muita sorte(Gabaski fartou-se de o salvar nos jogos todos).
MVP do torneio para mim seria Gabaski. Se o Egito esteve na final foi graças a ele e mesmo na final defendeu tudo o que havia para defender.Muro autentico