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Ser ou não ser, eis a questão

Muito se tem discutido sobre a falta de qualidade e de competitividade da Liga Portuguesa. Os argumentos são mais que muitos, as evidências são demasiado óbvias, mas no entanto os números parecem indicar o contrário. E traçando um paralelismo com a dúvida existencial de Shakespeare em Hamlet, será que a Liga Portuguesa é ou não é má?

Vamos a factos.
– O nível qualitativo dos jogos da Liga Portuguesa tem descido abruptamente. Isso é por demais evidente.
É quase torturante assistir a um jogo da nossa Liga. Conseguir faze-lo durante 90m sem adormecer a meio, é um exercício de sofrimento. O tempo útil de jogo tem descido para níveis baixíssimos e o pecado parece compensar. Voltamos aos anos 80 em que a tendência geral era de mais vale não perder do que tentar ganhar… A responsabilidade é em grande parte dos treinadores, mas também nossa enquanto adeptos…

– A questão dos treinadores é pertinente.
Porquê abordar essa questão, quando a cotação dos treinadores portugueses está cada vez mais alta, e isto numa semana em que Jorge Jesus conquistou dois títulos inéditos e fantásticos, e na mesma semana em que a grande referência dos bancos portugueses, José Mourinho, voltou ao ativo com efeitos práticos imediatos? Por um motivo simples. Os bons estão fora, e quem cá está, pouco ou nada tem contribuído para  crescimento da qualidade do jogo. Olhamos para o estrangeiro e vemos duas correntes de treinadores, todas com resultados e sucesso comprovados, e outros a chegar a essa consagração. De um lado uma corrente que privilegia os aspectos tácticos (onde o treinador português é fortíssimo) e de gestão, com Mourinho como principal representante, mas onde podemos encaixar, Leonardo Jardim (único treinador  conseguir romper o domínio do todo poderoso PSG em França), Vítor Pereira (atual campeão chinês), Nuno Espírito Santo (campeão do Championship há duas épocas e criador de um dos projectos mais sólidos na Inglaterra), o próprio Marco Silva (com curriculum na Grécia e em Inglaterra) , Carlos Queiróz e Paulo Bento (enquanto Selecionadores da Colômbia e da Coreia do Sul) e Abel Ferreira e Pedro Martins (um deles será certamente campeão grego) e por fim o próprio Seleccionador Nacional, Fernando Santos que com esse registo já conquistou um Europeu e uma Liga das Nações. Por outro lado, temos os treinadores que têm como matriz base, os planos técnicos, o conforto com bola, e equipas ofensivas e dominadoras, onde Jorge Jesus sobressai. Mas para além do actual treinador do Flamengo, temos Luis Castro com a mesma filosofia a dominar o futebol ucraniano, Paulo Fonseca que depois desse mesmo domínio no Shakthar tem agora na sua Roma, um dos projectos futebolísticos mais interessantes da Série A, e temos que citar obrigatoriamente (e com toda a justiça, apesar de o feito passar quase ao lado da maioria dos portugueses) André Villas Boas, em primeiro lugar (pós PSG) no pior Marselha da década em termos de condições, e Paulo Sousa em zona Champions e com um trabalho belíssimo em Bordeus. Só aqui estão 15 nomes de imensa qualidade, mas os bons estão fora… Por estes lados, apesar de alguns bons exemplos como Ivo Vieira e João Pedro Sousa, o que assistimos é a um descaracterizar do futebol português e da sua matriz base, com responsabilidade directa nos representantes dos dois maiores clubes portugueses. A entrada de Sérgio Conceição no Porto, aliada ao seu sucesso e impacto iniciais, trouxeram um novo paradigma ao futebol português. Bruno Lage, mesmo no auge do sucesso na época passada, nunca escondeu a sua admiração pelo tipo de futebol praticado pelo rival (mesmo quando a sua equipa jogava de uma forma totalmente diferente e para melhor) e deu vários sinais de o querer replicar. E se é perigoso definir uma floresta pelo tamanho de duas árvores, o que é certo é que neste momento podemos catalogar o futebol da Primeira Liga por aquilo que Benfica e Porto, não jogam… As equipas estão a definir-se para serem mais físicas, com jogadores mais fortes, beneficiando esse factor em prol do factor técnico. Esses treinadores preferem cada vez mais um futebol verticalizado, mas sem critério, uma chegada rápida ao ataque sem qualidade na construção, e um meio campo de combate em vez de estimular a criatividade. Basta ver que o Porto jogou frente ao Young Boys com Danilo e Loum como dupla no miolo e o Benfica já replicou isso várias vezes também. As equipas amassam em Portugal, porque são fisicamente mais intensas e sofrem no estrangeiro porque não têm qualidade com bola, ou variantes tácticas que permitam inovar e surpreender. Somos actualmente os reis da procura da profundidade! E esse mau futebol é replicado ao longo de toda a liga. Basta ver que Boavista e Tondela estão neste momento em 6º e 7º lugares na antecâmara dos lugares europeus a jogar dessa forma, e à frente do Braga de Sá Pinto, ele também um seguidor dessa corrente…

Se a isso juntarmos:
-Um modelo competitivo totalmente desajustado da nossa realidade onde não faz sentido ter 18 equipas, devendo o mesmo baixar para as 16, número optimizado para a nossa realidade e com o qual fizemos mais sucesso nas campanhas europeias para além dos benefícios na calendarização.
– A pior Liga de Clubes de que há memória em Portugal com um nível de passividade atroz, liga essa eleita via forcing por dois dos grandes portugueses, e que até à data fez zero para combater os males do nosso futebol, e zero para o promover e melhorar.
– Um nível baixíssimo na arbitragem. Com VAR ou sem VAR, o nível nunca foi tão baixo e basta ver quantos árbitros portugueses são de elite mundial neste momento, ou quantos estão as cogitações para apitar nas grandes competições internacionais (resposta: nenhum). A forma portuguesa de apitar mantém-se, ou seja dualidade no tratamento dos grandes e dos outros, apitar todas as faltinhas a meio campo, serem permissivos com simulações e anti jogo, e com isto contribuírem para um cada vez menor tempo útil de jogo.
– A comunicação social. Os jornais e televisões associados ao futebol, compreenderam há muito que face ao tribalismo social que o futebol faz despertar, que mais do que promover o jogo, precisam de promover as polémicas, porque isso é o que é vendável. Proliferam programas de televisão sobre futebol, com advogados e políticos e pasme-se…onde não se fala de futebol…um verdadeiro lixo televisivo que se mantém porque há vasta audiência, porque cada vez mais o adepto de futebol está estupidificado, sendo um seguidista da sua tribo, e não um fã do jogo capaz de o analisar.
– O dirigismo desportivo que não há maneira de acertar o passo. São muito maus os nossos dirigentes! Agora disfarçam melhor porque podem pedir aos seus gabinetes de comunicação para fazerem o seu trabalho sujo, podendo assim manter a postura de Estado…

Tudo isto parece apontar para um cenário negro.

Mas há salvação!

Como já referido, o nível dos nossos treinadores é acima da média. Já se escreveu sobre os que estão fora, mas mesmo dentro de portas há desde algum tempo a preocupação de melhorar o jogo e melhorar o treino. A nova vaga de treinadores  formação é muito boa e preparada e isso nota-se na cada vez maior compreensão do jogo por parte dos jovens atletas, mas assiste-se igualmente a um fenómeno curioso. Se antigamente se dizia que a qualidade do jogo melhorava à medida que se ia subindo de divisão, o fenómeno pelo menos em Portugal alterou-se. O que têm em comum nomes como Álvaro Pacheco, Rúben Amorim, Sérgio Machado, João Ferreira, Vasco Faisca, Vasco Matos e alguns outros? São treinadores de equipas do Campeonato de Portugal, e cujas equipas sabem e gostam de jogar futebol. Aliás não se pense que os resultados obtidos nesta edição da Taça de Portugal são obra do acaso… É hoje bem mais prazeroso assistir a um jogo do CP do que da Primeira Liga! E em claro contraste com a direcção da Liga de Clubes, como e bom ver que pelo menos na FPF, existem pessoas com qualidade e com ideias para promoverem o bom do futebol. O Canal 11 é uma iniciativa de louvar, o marketing e promoção das competições da FPF são igualmente exemplares.

Ou seja respondendo à dúvida de Hamlet, o futebol português está mal, mas está bem longe de ser mau…

Haja vontade dos seus intervenientes.

Flávio Trindade

20 Comentários

  • MM
    Posted Novembro 29, 2019 at 7:29 pm

    Na minha opinião há uma alteração que se devia implementar para combater o anti-jogo, porque o crime não pode compensar.
    Na minha opinião empate sem golos não devia valer pontos, as equipas eram obrigadas a fazer no mínimo um golo por jogo, o que podia eliminar muitos autocarros.

  • Knox_oTal
    Posted Novembro 29, 2019 at 7:19 pm

    Muito escrutinado, como habitualmente Flávio! Excelente análise!

    Numa de tentar – ênfase no tentar – acrescentar, acho que o sucesso recente dos escalões jovens da selecção nacional e mesmo na equipa principal, com a conquista do Euro 2016 e Liga das Nações à cabeça, foi-nos mais prejudicial do que benéfico na potenciação e desenvolvimento do nosso futebol! Aliás, historicamente os tugas NUNCA lidam bem com o sucesso, desde os Descobrimentos diria!

    E porquê? Porque, na minha modesta opinião, simplesmente se “embandeirou em arco” e muita gente criou a ilusão duradoura que afinal o desporto-rei por aqui praticado estava saudável, pujante e sustentável! Pois, mas o grande problema é que esse tal sucesso em espaço de selecção e federativo em NADA ou muito pouco pelo menos terá haver com é feito ao nível das ligas profissionais em Portugal!!! O grande suporte dos resultados recentes foi, sem dúvida alguma, o bom trabalho que a Federação está a fazer junto dos mais novos (que depois esbanja na insistência em Rui Jorge nos sub-21, mas isso seria outro tema a explorar) desde alguns anos este parte (basicamente desde que Queiroz regressou como seleccionador… pelo isso correu bem! eheheh). Esse trabalho federativo foi o complemento perfeito para o maior investimento e critério na formação por parte de alguns clubes nacionais, o que potenciou de forma exponencial a qualidade e a profundidade das “fornadas geracionais”!

    Então, numa linha lógica de pensamento e evolução, seria de esperar que os clubes das ligas profissionais se virassem de vez para o produto da formação local e os valorizassem, dando meios par sustentabilidade financeira e condições para se afirmar cada vez como Liga “viveiro” ao estilo da francesa num primeiro plano, mas também da holandesa e mesmo a belga! E neste “viveiro”, para quem tem urticária em ouvir falar em aposta e protecção dos jovens portugueses, seria igualmente importante um scouting além fronteiras precoce, cirúrgico e complementar ao talento local. Mas o que aconteceu de facto?!? Os clubes de maior dimensão perdem-se em polémicas que nada têm haver com futebol, lutasse nos bastidores para ver quem consegue colocar os emprestados estrategicamente nos clubes-alvo a controlar e intensificou-se a política de eucalipto, cujo objectivos são estes reinar na mediania e comprar antes que os outros o façam!!! Os melhores treinadores saíram para o estrangeiro e os que ficaram são os do costume ou algo insuficientes! E a Liga vai perdendo tempo em campanhas de marketing palermas sobre o Campeão de Inverno, quando há assuntos bem mais importantes e primordiais a discutir!

    Ah e as tais “fornadas geracionais” de talento luso que deveriam ser a base deste suposto “viveiro à beira mar”?!? Onde ficam neste panorama? Bem, salvo raras excepções, esses jovens são condenados às equipa b’s, liga sub-23 e Campeonato de Portugal, para se reforçar uma prática já antiga em Portugal: aposta em dezenas e dezenas de jogadores brasileiros de 3º e 4º plano, muitos dos quais de qualidade duvidosa! Numa média geral a percentagem de estrangeiros deve estar entre os 60 e os 70%, o que em si não é um problema, mas vamos a ver a maioria dos jogadores em questão e percebemos o porquê da fraca qualidade e competitividade da Liga! Mais, digam outra liga que, como é o caso na nossa em vários clubes, alguns planteis são constituídos por mais de 50% de jogadores de uma só nacionalidade estrangeira (brasileira no caso)?!? Isto tira compromisso e identidade às equipas, sobretudo pela já referida qualidade duvidosa de muitos deles e igualmente pelos interesses de empresários que MUITAS destas contratações encerram! E mesmo quando descobrem uma pepita, o que acontece obviamente pois há muito talento no Brasil, quem lucra com essa descoberta são os empresários que de depressa fazem o leilão da ordem aos “eucalipteiros”, e os clubes mais pequenos são servidos com migalhas!!!

    Com isto não quero entrar em afirmações patrióticas bacocas e no limite da xenofobia, obviamente é vital termos estrangeiros na nossa Liga e os brasileiros por diversas razões são jogadores apetecíveis para o nosso futebol! O que me preocupa é que muitos clubes têm por projecto desportivo somente esta via, dezenas e dezenas de brasileiros sem a mínima capacidade de I Liga chegam todas as épocas! Não há CRITÉRIO, não há PLANEAMENTO, não há nada!

    Mais, a Liga sub-23 e equipas B’s foram claramente boas medidas, na sua essência, que é ajudar os jovens na sua transição para seniores providenciando-lhes um contexto competitivo para esse salto necessário! O problema é que como não planeamento ou aposta à posteriori, vemos dezenas de jovens estagnaram nesses mesmos contextos! Por exemplo, tem lógica um jogador com potencial reconhecido aos 18/19 anos andar a rodar numa equipa B até aos 23/24 anos?!? E o melhor é o argumento que se segue, “oh afinal era hype”! Pudera, por muito talento que haja perante uma gestão tão displicente muitos vão obviamente estagnar! Gonçalo Paciência ia se perdendo com essa brincadeira por exemplo! Outro entrave é o facto de os clubes terem muita dificuldade em deixar os jogadores seguir as suas carreiras, muitas vezes por medos e inseguranças ligadas as rivalidades doentias!

    Culpados neste panorama, a Liga desde logo que é um mero fantoche de quem proporciona e quer perpetuar este “Reino de Mediania”, os treinadores da Liga (o texto do Flávio explica bem os “pecados” dos técnicos), os adeptos no geral (aqui mais um vez merecia uma reflexão à parte!) e, por fim mas talvez os culpados principais, os fraquíssimos dirigentes! Estes últimos, na sua generalidade (passando pequenos, médios, médios-alto ou ditos grandes), são de visão curta, só pensam no negóciozinho de esquina (quanto mais obscuro melhor) e alimentam o clima de ódio que desagua nos nossos estádios, enquanto que se vão instalando como autoproclamados “senhores de Estado” (tenho vergonha alheia ao ver certas intervenções de PdC, LFV ou Salvadores desta vida, já para não falar desse ícone, para muitos pelo menos, Bruno de Carvalho). Enfim… muito há fazer e a mudar!

    Gostava de ser optimista, e já o fui durante largos anos (defendia com “dentes cerrados” a nossa Liga), mas a experiência e os últimos acontecimentos no nosso futebol fazem-me pensar ao contrário do Flávio que essa mudança para melhor ainda estará longe, pois não vejo um pingo de vontade em querer mudar seja o que for! A começar na maioria dos adeptos, porque a verdade nua e crua é esta: em Portugal não se gosta de futebol, gosta-se de se falar de bola e quanto maior a peixeirada e azedume nas rivalidades melhor!

    Rectifico: é mentira que este “ambiente de café” à volta do nosso futebol não cessa, peço desculpa, amiúde TUDO pára, não para discutir de forma racional o estado das coisas e encontrar soluções, mas sim para prestar homenagem só porque sim, para bajular sem fim nem bom-senso e para iludir os mais susceptíveis perante a nossa Trindade Sagrada da actualidade do nosso futebol! Nem vale a pena avançar nomes, todos sabemos quem são! É verdade, de qual deles é a entrevista hoje à noite?

    Saudações Desportivas

  • JoaoPRibeiro
    Posted Novembro 29, 2019 at 3:09 pm

    Espetacular.

  • Andre A
    Posted Novembro 29, 2019 at 3:05 pm

    Concordo com a maioria de texto, apesar de achar que colocar o Benfica no mesmo lote de equipas fisicas seja muito errado.
    O qualidade de jogo do Benfica pode andar por niveis abismais, mas dizer que é futebol fisico e utilizar como exemplo “BL elogiou a forma de jogar do Porto” e “o Benfica replicou a forma de jogar do Porto varias vezes” são bastante vagos e vão contra a realidade na minha opinião. Obvio que há jogos e momentos em que o jogo directo é utilizado mas sem entrar muito em detalhe, parece me claro que o Benfica passa muito mais tempo em construção e posse, que a lutar por bolas diretas. Aliás a maioria dos jogadores ofensivos nem sequer tem estatura ou força acima de média, e vê-se bem a diferença pela quantidade de segundas bolas que o Benfica perdeu no jogo com o Porto.
    Nas causas para a baixa de qualidade, só queria acrescentar que grande razão dos arbitros serem “maus” é culpa nossa que promovemos arbitros que apitam por tudo e por nada, fruto da cultura desportiva terrivel que temos em Portugal. Para um arbitro mais vale apitar, parar o jogo e deixar o lance cair no esquecimento, do que esse lance dar golo e ser analisado de todos os angulos possiveis a 0.1x a velocidade e descobrir que 3 atomos da chuteira arrancaram uma fibra de tecido da meia e era claramente falta. A culpa é mais nossa (adeptos, liga, clubes, comunicaçao social) que os colocamos lá de forma indireta porque a grande maioria não quer saber de futebol, o que interessa é ganhar.

    • J Silver
      Posted Novembro 29, 2019 at 4:37 pm

      Concordo com a tua visão sobre os árbitros, no fundo é todo um ciclo. Os programas televisivos que analisam esses lances são um nojo por isso mesmo. Sinceramente penso que bastava os árbtros pararem de apitar tanto essas faltas da tanga para a competitividade subir bastante. O jogo não pára, os jogadores começam a adaptar-se a esse ritmo e voilà: deixa de haver gajos no chão a pedir falta de 3 em 3 minutos, marcam-se mais golos, adormece-se menos, etc.

      • Tiago Silva
        Posted Novembro 29, 2019 at 5:52 pm

        Exato isso iria aumentar a competitividade também e o anti-jogo e essa questão dos árbitros são dos maiores problemas do nosso futebol.

  • Rodrigo Ferreira
    Posted Novembro 29, 2019 at 2:35 pm

    Bom texto Flávio. Apenas discordo da conclusão final porque acho o futebol português mau e dada a pouca capacidade de investimento dos clubes, a medíocre qualidade da maioria dos dirigentes e o desinteresse da Liga em melhorar a competição a tendência é para isto continuar assim.

  • Pipo
    Posted Novembro 29, 2019 at 2:04 pm

    Muito bom texto Flávio, parabéns ;)

  • VieiraT
    Posted Novembro 29, 2019 at 1:49 pm

    Na prática, a entidade “Liga” não existe em Portugal. Existe um avatar chamado Pedro Proença que salvaguarda os interesses de uma minoria de clubes, e que é o mais inoperante possível.
    Liga é o que existe em Inglaterra: uma entidade que age sempre em nome do melhor interesse comercial da competição que organiza.
    Defendo já há muito tempo a extinção da LPFP e consequente entrega da organização do campeonato à FPF.

  • CarlosSL
    Posted Novembro 29, 2019 at 1:48 pm

    O maior problema é mesmo o anti jogo sinceramente, isso é o que destrói o ritmo e torna os jogos uma tortura.
    Apenas uma critica construitiva para o futuro, por favor, utiliza pontos paragrafos. Sem eles parece o folheto informativo dum medicamento e a leitura torna-se muito mais complicada.

  • MM
    Posted Novembro 29, 2019 at 1:39 pm

    Percebo e em boa parte concordo, mas o artigo tem como certezas muitas consideracoes pessoais.
    Digo apenas isto: com centralizacao dos direitos televisivos e aumento don. De descidas e subidas o nosso futebol dara um salto.
    Deve se tb penalizar mais o anti jogo, apitar menos faltinhas da treta e punir a reincidencia de amarelos (talvez 5 => 3=>2).
    Mas no fundo isto nao muda porque os grandes nao querem, e os pequenos preferem manter se subservientes para herdar algum emprestimo do que defender plenamente os seus interesses a medio prazo.
    Claro que o centralismo que ha em portugal e a procura de solucoes faceis dos portugueses tb contribui para isto (basta ver que votamos logo em quem promete mais e somos dos paises da UE que mais gasta no Euromilhões)…

  • Hirok "The Truth"
    Posted Novembro 29, 2019 at 1:29 pm

    Excelente artigo, devo dizer que a maior culpa é dos 3grandes, que querem tudo para eles e vão destruindo tudo a sua volta..
    A FPF tem feito um trabalho brutal e acho que se deviam chegar a frente para tomar conta da liga, Pedro Proença é um autêntico bibelô uma figura Pop-UP que está lá só por estar e abanar a cabeça aos do costume..
    Mesmo a nível de distrital eu trabalho nas transmissões em direto de jogos da divisão de honra e tem sido uma aposta muito boa de todas as Associações com parceria da FPF.. Na liga de clubes, não se faz nada, regulamentos da década passada, não se discute nada naquela liga de clubes é uma vergonha..

  • DYI
    Posted Novembro 29, 2019 at 1:03 pm

    Não vejo nem segunda liga nem campeonato de Portugal por isso não posso comentar esse aspecto. Mas em conversas de amigos pus me a pensar num modelo de 12 clubes como a Escócia penso eu, e ter uma primeira fase de campeonato normal e depois partia se a tabela e fazia liga entre os primeiros 6 para ser campeão e entre os 6 últimos para não descer. Haveria menos clubes portanto maior concentração de receitas e diria até que haveria mais probabilidades de haver um campeão inesperado tipo o Braga ou o Vitória ou mesmo um Famalicão. Na teoria parece me bom, não sei como seria na prática

    • Tiago Silva
      Posted Novembro 29, 2019 at 4:30 pm

      Defendo exatamente a mesma ideia.

      • DYI
        Posted Novembro 29, 2019 at 5:17 pm

        Teríamos um campeonato a 30 jornadas (20 fase regular e 10 da segunda fase) mais jogos interessantes, poderiam haver 4 jogos Sporting Benfica por exemplo e diria que era capaz de ajudar os clubes nas competições europeias pelo menos nas fases de grupos.

        • Tiago Silva
          Posted Novembro 29, 2019 at 6:00 pm

          Exato e haveriam bastantes jogos mais interessantes, seria mais interessante de se seguir e aumentaria a competitividade sem dúvida, não teremos que assistir a goleadas dos grandes aos pequenos mesmo não fazendo nada.

          E deveria já começar a ser implementado na época 2021/2022. Este ano e para o ano ainda seria como está, para ver se as equipas que lutam pela permanência conseguem preparar um projeto desportivo mais interessante para poderem competir para ficarem na liga, porque assim desceriam 8 clubes (para manter os 2 de Segunda Liga a subirem).

          • DYI
            Posted Novembro 29, 2019 at 7:01 pm

            Concordo completamente, infelizmente não vejo isso a acontecer por dois motivos, esta velha guarda não quer aumentar competitividade mas sim expremer o dinheiro até aos ossos, e depois porque imagino que os pequenos clubes da liga e muitos da segunda se oporiam a este formato. Mas como dizem, sonhar é de graça portanto talvez um dia se perceba que não temos dimensão para ter 18 clubes na primeira liga que é o que a Alemanha (3/4 vezes o nosso tamanho e 8 vezes a nossa população) tem

  • Bujard
    Posted Novembro 29, 2019 at 1:00 pm

    Pôr abel ferreira ou VP na mesma “corrente” de Paulo Bento ou FS é caricato…
    sao treinadores de posse, de domínio, claramente.

  • mcthespecialone
    Posted Novembro 29, 2019 at 12:48 pm

    Resolvam a questão dos direitos televisivos e depois falamos.

  • Marega
    Posted Novembro 29, 2019 at 12:44 pm

    Também dá para ver os jogos da 2ºliga, na sporttv Match Player,acho eu.

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