Igualou os quatro ouros numa só edição de Larissa Latynina (1956), Vera Caslavska (1968) e Ecaterina Szabo (1984) mas ficou um sabor amargo já que tinha tudo para conseguir um inédito penta na história da ginástica artística. Mesmo assim sai do Rio de Janeiro com 5 medalhas (4 de ouro e uma de bronze) e com um mediatismo a nível mundial. E com apenas 19 anos, e dada a maior longevidade das ginastas contemporâneas, tem tudo para ultrapassar as 18 medalhas de Latynina.
A norte-americana Simone Biles venceu a final de solo, último evento da ginástica artística feminina, terminando a sua participação nos Jogos Olímpicos com quatro medalhas de ouro, às quais juntou um bronze. Ao contrário do que acontecera na trave, Biles fez um exercício livre de falhas e voltou a demonstrar que quando assim acontece, a concorrência não tem grandes chances, como comprova a diferença de quase meio ponto para a segunda classificada, a compatriota e campeã em Londres, Alexandra Raisman. O lugar mais baixo do pódio foi para a britânica Amy Tinkler.


12 Comentários
cards
Memorável a prova de sola da Biles. tem 19 anos prevejo domínio delas nas duas próximas olimpíadas.
Kafka
Esta menina promete, grandes jogos Olimpicos da Biles
No entanto a grande luta vai começar agora, e será uma luta não só contra as adversárias mas contra ela mesma, pois as tentações extra-ginástica vão aparecer agora todas (tem 19 anos e esta no topo do Mundo, num País como a América os milhões vão começar a cair na conta, porque os patrocinadores vão aparecer em catadupa)…
Ora dinheiro, amigos, vida social, namorados etc etc…tudo isto vão ser tentações muito difíceis de dizer que não aos 19/20 anos…vamos ver como se comporta daqui em diante, estou a torcer para que se mantenha na linha e se o conseguir terá tudo para chegar a pelo menos umas 15/20 medalhas na carreira…veremos
Nota ainda para uma curiosidade, a ginástica feminina nos Estados Unidos tem o “absurdo” número de 4 milhões de praticantes (cerca de 13% da população Americana…será que Portugal tem 13% da sua população como ginastas? obvio que não…) …é uma rede BRUTAL de recrutamento, aliada a uma cultura desportiva completamente diferente e que com os melhores métodos e treinadores, só podia terminar neste domínio avassalador
Já agora, volto a reforçar que muitas destas “meninas” ginastas Americanas também estudam, também andam na escola e na faculdade e isso não as impede de estarem ao mais alto nivel e porquê????
Porque na América existe uma ligação directa do desporto escolar com as federações desportivas, o que permite aos atletas das várias modalidades conciliar desporto e estudos, algo que em Portugal é impossível, pois o desporto escolar em Portugal é uma completa anedota
josevilela
Kafka diziam o mesmo da Gabby Douglas que ganhou 2 ouros salvo erro com 16 anos em Londres e agora nem veio a estes JO, nao sei se foi lesao ou se perdeu ou nao quis.
Kafka
Jose Vilela
Teve nestes jogos, tendo ganho a medalha por equipas, mas sim baixou o nivel…
É muito complicado resistir a todas as tentações extra-ginástica
josevilela
Por isso é que eu digo que nao se deve fazer projeçoes assim tao grandes, porque em 4 anos muita coisa muda.
Lembro-me que a Gabby no fim dos JO já tinha 2 ou 3 contratos de milhoes prontos para ela assinar e isso quer se queira ou nao mexe e muito com uma pessoa.
Kafka
Concordo
Joaquim Ortiga
Segundo o comentador da RTP, os States têm 4 milhões de ginastas federados.
Tiago
Kafka, isso não chega a 2% da população americana…
Kafka
Sim têm razão, enganei-me, evidentemente é 1,3 e não 13% :) obrigado
idasbiste
Kafka,
Concordo com tudo o que disseste, excepto um ponto: 13% da população americana são cerca de 40 milhões de habitantes – querias dizer 1,3%? Independentemente, não creio que existam 150 mil (aproximadamente 1,3% dos 11 milhões) praticantes de ginástica feminina (não sei estes números incluem rítmica e trampolins…) em Portugal.
Saudações desportivas.
David Dop
13740 praticantes de ginástica em Portugal. Dados de 2014, não deve andar muito longe disso!
Nuno R
Coitada da suíça que teve de entrar a seguir…
Nos dias de hoje, será “fácil” para a Biles para no mínimo mais duas olimpíadas. Ou mesmo três. Aquelas metodologias de treino que rebentavam as atletas ao fim de meia dúzia de anos já lá vão, bem como a disciplina militarizada. Embora sendo um desporto estupidamente agressivo para o corpo (e em que não dá para “poupanças”, se for para a vitória), é possível gerir uma carreira a longo prazo. Claro, também dá jeito não começarem a competir a sério com 14 anos…
Quanto a Portugal, foi a participação possível (até porque a atleta foi limitada), num país onde as (e os) ginastas são 100% amadores, os clubes pobres ou remediados, e a organização reduzida e arcaica. Um clube a sério precisa de espaço (muito!), aparelhos (custam uns tostões), e claro, treinadores específicos para cada um destes. Todos a ganharem do bom. Claro, se forem bons. Se for na base da carolice… aspiramos a isto, e nada mais que isto.