Não estão em causa as suas capacidades técnicas ou táticas, mas basta conhecer a história para perceber que este tipo de treinadores no Sporting não sobrevive a vergonhas como a que aconteceu contra o Torreense. A tendência é sempre para aumentar a espiral negativa, ainda por cima quando, antes do Jamor, os sinais da sua incapacidade para reagir às adversidades já eram evidentes, como se viu contra o AVS ou o Tondela, duas equipas que até desceram. Neste sentido, surpreendeu que Varandas, conhecendo o histórico do clube, tenha insistido nesta ideia, quando era tão fácil prever este péssimo arranque de época.
O problema é que os erros não se ficaram por aqui. O dossiê das saídas continua por perceber, principalmente as de Trincão e Diomande, que eram determinantes e foram vendidos por valores que o clube podia perfeitamente conseguir daqui a um ano. Mas o que matou esta época, além da questão do treinador, foram claramente as entradas. Não se percebe como é que um clube olha para os atuais centrais e considera que seriam suficientes. Mas quem acha que pode ser roubado e, mesmo assim, a política é estar calado — era impossível o Porto e o Benfica terem empatado contra o Estrela, Famalicão e Arouca; com o que se passou, o banco tinha entrado todo em campo — talvez não esteja muito preocupado com a inércia dos defesas a nível físico, no jogo aéreo e até em termos de personalidade.
Também quem anda há anos a tentar contratar um extremo esquerdo e olhou para o Irankunda, que claramente tem deficiências técnicas e prefere jogar na direita, e achou que era solução, como já tinha considerado o Biel, Derry e Faye, dá a entender que alguém no clube ou é muito incapacitado ou tem uma noção errada do que é o Sporting.
Visão do Leitor: Luís Esteves


3 Comentários
onetimeuser
Continuo a achar que a derrota na final da taça é dos jogadores. Mesmo que o treinador trocasse a equipa toda, algo que não fez, estes tinham de dar muito mais. O que se pode apontar ao Rui Borges, foi não saber incentivar e puxar pelos jogadores para ganhar esse jogo.
O Rui Borges tem o mérito de preparar muito bem os jogos, a maioria pelo menos, mas depois quando começam as adversidades é do mais apático que já vi.
Fica sentado com o adjunto, a olhar para o tablet, com cara fechada e nunca o vi (e posso estar enganado porque não vou ao estádio) a puxar pelas equipa.
As vezes é preciso alguém cá de fora a meter ordem, a bater palmas, a dar um grito.
Mas parece que isso é sintomático desta equipa, começa bem, baixa o ritmo e depois sofre. Quando sofre, raramente consegue voltar ao jogo.
Achar que estar a ganhar 2-0 ao Arouca em casa aos 60-70 minutos é suficiente, e começar a baixar a equipa, é mentalidade de treinador mediocre. Mesmo a jogar com 10, em casa, e não conseguir passar do meio campo é vergonhoso.
Falta não só um líder ao Sporting no banco, algo que Rui Borges não consegue ser, mas falta também um líder dentro de campo. Perdemos referências que não foram devidamente corrigidas, a nossa defesa é medonha e dos reforços, apenas Altimira está a bom nível.
Fui defensor do Rui Borges até aqui, mas é por demais evidente neste momento que não pode continuar como treinador do Sporting.
Mike-UK
Parafraseando o sujeito: “é tão simples como isso”.
Ontem, na flash, disse “é tão simples como isso” 4 vezes.
É um incapaz. É tão simples como isso.
SportingFan1906
Para mim acima de tudo o Sporting está a pagar por ter feito uma revolução sem sentido no plantel. Toda a gente sabia que o Hjulmand e o Morita iam sair, mas era preciso saírem também o Diomande, Trincão, Pote e Bragança todos ao mesmo tempo? 5 habituais titulares, peças fundamentais nas últimas épocas do Sporting, e um suplente muito útil. Foi uma reação extremamente exagerada à derrota na final da taça e as consequências estão à frente de todos