
Ponto muito valioso para o Sporting, que deixa os Leões mais próximos do objetivo de seguir em frente (pode ficar já virtualmente atingido na próxima jornada frente ao Brugge). Os Leões tiveram uma entrada em campo auspiciosa, que fazia antever uma noite memorável, mas rapidamente levaram um banho de realidade e tiveram de se agarrar a Rui Silva para se manterem no jogo. A equipa de Rui Borges pareceu surpreender a Juve com uma pressão muito alta e intensa, que permitiu recuperar várias bolas no meio-campo adversário e mandar nos minutos iniciais, mas também deu muito espaço aos italianos para atacarem, principalmente pelo flanco direito leonino (Vagiannidis e Quenda deram via verde). Rui Silva foi o principal destaque e provavelmente terá feito mesmo a melhor exibição de verde-e-branco, conseguindo várias defesas de qualidade, só não conseguindo parar o remate à queima-roupa de Vlahovic. Maxi Araújo voltou a perder algumas bolas fáceis, mas fez uma boa finalização, enquanto Pote teve uma noite para esquecer. Já Trincão esteve uns furos acima das últimas exibições, mas longe de fazer a diferença, ao passo que Ioannidis tem participação decisiva no 1-0 com um toque de muita classe, mas fora isso viu-se apenas pelo que combateu. Hjulmand também melhorou e a dupla Inácio/Diomande esteve coesa e forte nos duelos, apesar do nervosismo na parte final com alguns passes falhados. Nos bianconeri, destaque para a exibição de Vlahovic, que marcou e mostrou uma facilidade na finalização notável, com qualquer pé ou de cabeça. Conceição tentou desequilibrar através do drible, teve um par de cruzamentos perigosos e ainda ficou perto do golo, mas foi no outro flanco que surgiram as melhores jogadas da Juventus, com a sociedade Yildiz-Cambiaso-Thuram a fazer mossa. Nota positiva para Kalulu, que ganhou tudo defensivamente e ainda esteve perto de ser herói.
Juventus 1-1 Sporting (Vlahovic 34′; Maxi Araújo 12′)
O Sporting resgatou um empate na deslocação ao campo da Juventus e chegou aos 7 pontos na Liga dos Campeões. A equipa de Rui Borges teve uma entrada de leão e adiantou-se numa grande jogada coletiva finalizada por Maxi Araújo, sendo que pouco depois ainda teve uma grande oportunidade para fazer o 2-0 num remate à trave de Trincão. No entanto, após esses momentos a Juventus reagiu e começou a colocar muito perigo nas suas ações e acabou por chegar ao empate por Vlahovic, já depois de Rui Silva ter fechado a baliza com várias grandes defesas. No 2.º tempo, o jogo equilibrou novamente, tendo a fase de maior aperto para os Leões chegado mesmo na reta final, onde Rui Silva voltou a fazer a diferença.
XI Juventus: Di Gregorio; Kalulu, Gatti, Koopmeiners; Cambiaso, Locatelli, Khéphren Thuram, McKennie; Francisco Conceição, Kenan Yıldız, Vlahović.
XI Sporting: Rui Silva; Vagiannidis, Diomande, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo; Hjulmand, João Simões; Geovany Quenda, Trincão, Pedro Gonçalves; Ioannidis.


34 Comentários
Mike-UK
Tanta falta de cabeça na fase final… podíamos ter voltado a sair de Itália com outro resultado.
Borges leu bem o jogo, e foi mexendo onde tinha de mexer. Acredito que faltem 6 pontos, mas 3 deles vão ser caríssimos…
filipe19
este ano dez pontos devem chegar. Tens ainda muitas equipas com três ou menos pontos. Essas equipas todas teriam que fazer agora sete ou mais pontos na “segunda volta” – não acredito
Nickles
Sporting com resultados esperados até agora
filipe19
Não tem já sete pontos a mais?
justocomentador
O historial do Sporting Itália não é nada famoso, este ponto é muito bom. Desta vez as substituições não correram bem, mas valeu o resultado. Bora lá, 7 pontos.
Lopes da Silva
Se houve algo que correu bem neste jogo foram as substituições. Talvez tirando o Alisson que se atrapalhou todo, mas o Pote estava de rastos. Então aquela ala direita foi do dia para a noite
justocomentador
Eu não acho. Morita não conseguiu segurar o jogo e tranquilizar a equipa, Geny entrou péssimo, Allison idem, e Suarez nao conseguiu segurar a bol a frente.
Neville Longbottom
Sporting precisa de ser mais arrogante nestes jogos. Respeitinho é bonito mas é na escola. Mas na foi um mau dia. Boa entrada do Quaresma.
Francisco Ramos
Genuinamente não sei de onde vem a expressão Rui da Tasca mas o jogo interior do Sporting é de estrela Michelin. A maneira como conseguiu manietar a Juventus é digna de ser recordada!
Se vejo muito jogo exterior nos jogos do Porto, o Sporting é precisamente o oposto. E com a qualidade certa penso que seja mais eficaz.
Negativamente soube ler o jogo mas sempre reativo e não proativo. Se queria defender com linha de 5 (como Sérgio fez no Porto) as escolhas tinham que ser Quaresma que sabe fazer de 3.º central e tem qualidade técnica em momento ofensivo (tanta que até se perde) e Catamo que defende muito melhor que Quenda e o Sporting não perdia velocidade. Quando o conseguiu fazer devia ter logo colocado Alisson na ponta oposta porque se atraí de um lado é para esticar no outro. Mas falta um extremo mais maduro para estes momentos que pedem mais qualidade tática do que técnica (um Trincão daquele lado, por exemplo), algo que Alisson nunca conseguiu para a equipa respirar ou criar (tanto que Suarez até se irritou).
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Individualmente, dois nomes. Maxi está um senhor jogador. Nunca pensei que daria para lateral numa defesa a quatro tal o seu pendor defensivo mas aquele sangue na guelra aliado à sua qualidade está feito num lateral para outras dimensões. Negativamente, Inácio. Além de mal posicionado em alguns momentos como os cabeceamentos que deram ou golo ou perigo, a bola hoje queimou. Falhou demasiados passes e não foi só longos, no final um deles até deu calafrios.
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Não vi muitos jogos do Sporting esta época (2 completos e alguns momentos) mas se for sempre como hoje, é para mim o principal candidato a vencer a Liga Portuguesa.
ZeNando
Veio de comentários da Sofia Oliveira na CNN sobre umas declarações do RB na época passada, que segundo ela foram comentários de pessoas na tasca.
Flavio Trindade
Óptimo apontamento Francisco, que partilho na íntegra.
O Sporting é a melhor equipa portuguesa em jogo interior e isso é uma marca muito vincada do Rui Borges.
O Sporting do Amorim já fazia isso mas era preferencialmente uma equipa que utilizava a profundidade quer pelos alas quer por Gyokeres.
Este Sporting de Rui Borges a jogar por dentro é muito forte, quer pela deslocação dos alas em movimentos interiores quer pelo facto de Suarez ser bem mais associativo do que o sueco.
Francisco Ramos
Flávio, um treinador é aquilo que os jogadores deixam que ele seja. Com Gyokeres era impossível este tipo de jogo, ele entendeu isso e voltou à tática de Amorim. Com pré-época e outros intervenientes (Suaréz é perfeito para isto, como seria Pavlidis), a melhoria é significativa. E a vantagem do jogo interior é que puxa Pote para zonas de finalização (como mostram os 8 golos e 7 assistências) sem perder a largura que é dada por Maxi (e daí pedir Mangas para alternativa) visto que Inácio consegue construir a partir da esquerda (a vantagem de um bom central canhoto aqui).
Assim, e sem ter dados que comprovem (há mas não fui confirmar) acho que é das equipas que mais volume ofensivo cria, não em termos de toques no último terço, mas de oportunidades criadas.
Ricardo F.
Excelentes 15 minutos iniciais. Se a bola do Trincão tem entrado, podíamos ter trazido a vitória. Depois, a Juventus acertou melhor as marcações e deixámos de conseguir sair com qualidade, ao mesmo tempo que começámos a baixar os níveis de concentração nas marcações (o lance da enorme defesa de Rui Silva à cabeçada de Vlahovic é de uma passividade do Pote que não se compreende…dá-se demasiado espaço para os cruzamentos) e a perder o controlo do jogo. Na segunda parte, foi-se controlando, sem criar grande coisa e sem permitir grande coisa. Exceção feita a estes lances nos descontos, que nascem de mais passividade na marcação e na saída ao homem que vai cruzar (desta vez Alisson) e de uma paragem cerebral do Maxi.
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No geral, é um bom ponto. O próximo jogo é crucial para aquilo que serão as aspirações na qualificação. Deixar uma nota para o Geny. Obviamente, também se relaciona com a sua pobre capacidade física nos duelos, mas tem de ter ali algum complexo mental com a Champions. É impressionante como é sempre menos um, exceção feita ao golo na jornada passada.
Antonio Clismo II
O jogo nos Açores vai ser dificílimo. Tal como se viu no ano passado, a equipa do Vasco Matos vai jogar com a faca nos dentes
Veridis Quo
Não é habitual o Sporting sair com pontos na europa fora de casa (especialmente na Champions) depois de consentir tanto. Valeu Rui Silva e valeu a boa entrada, tanto com bola como sem bola, até ao remate na barra do Trincão. Depois disso foi aguentar.
Notar mais uma vez o quão curto é o Vagiannidis. Tem mais conforto com bola que o Fresneda, mas 15M por isto… há laterais destes por aí ao pontapé, inclusive o Sporting tem um nos quadros que dificilmente é inferior. Super passivo, pouco atlético, poucas noções defensivas (seja 1×1, seja controlo do espaço, seja cruzamentos do lado oposto) e mesmo ofensivamente… dando mais do que o Fresneda (difícil é dar menos), também não é um suprassumo que justifique a contratação. Mais ainda quando o melhor dele é na largura e na chegada ao último terço e tem andado constantemente com posicionamentos de 3 centrais. Viu-se bem a diferença de quando entrou Quaresma.
A questão tática do RB é indiferente e tem muito pouco a ver com Amorim, mas o Sporting está preso à ideia de ter que ter um lateral direito em campo… quando são todos um nível abaixo da equipa. Esta equipa dificilmente vive melhor com Vagiannidis/Fresneda do que viveria com Debast/Quaresma e depois Quenda/Geny na ala. Os posicionamentos já são praticamente iguais, dado que ambos os laterais pisam mais vezes baixo do que subidos e não oferecem nada com bola cá atrás (ao contrário de Debast e Quaresma) e não oferecem nada de especial no último terço que justifique estarem ali em vez de Quenda ou Geny. Estamos a enfiar alguém ali por decreto, quando a qualidade é mais baixa. Não há problema com querer laterais, convém é que sejam do nível da equipa. Não sendo…
Em sentido contrário, o Ioannidis mostra-se bem mais interessante do que imaginava e o Maxi, mesmo fartando-se de perder bolas fáceis hoje em zona perigosa (algo raro nele), é fantástico. Estranho ver aqui comparações de que o Moura estaria perto do nível dele.
Outra nota é a questão habitual dos duelos das equipas portuguesas contra equipas da big 5. Fisicamente, há sempre malta que não é deste nível nas equipas portuguesas e isso nota-se bem nestes jogos. A parte atlética conta muito e Geny, Pote, Trincão, Vagiannidis, Inácio, Bragança, (quando está), Debast… é muito pese leve e gente a quem se faz bullying nos duelos com facilidade. Ioannidis, Suarez, Diomandé, Maxi, Quaresma (nos duelos pelo chão) e Hjulmand são quem tem o nível para isto e consegue segurar a equipa.
O-melhor-ser-humano-de-todos-os-tempos
Venho aqui fazer só um call back à conversa com o Flávio no início da época. Tenho ideia que era ele que dizia que o Sporting iria defender melhor este ano. Eu, que sou daqueles que torço sempre contra o Sporting e Porto, o que tiro de mais positivo deste jogo é mesmo a fragilidade defensiva do Sporting sobretudo nas transições. Diomande é muito lento e o Vagiannidis é muito soft. O espaço entre eles deu N ocasiões só na primeira parte. O golo que a Juve marcou muito dificilmente aconteceria contra o Sporting de há 1 ano.
Quando o trincão (tão mal amado) se cansar esta equipa vem abaixo (wishful thinking).
Mike-UK
O Trincao é extremamente mal amado, por adeptos e comentadeiros adversarios.
Em Alvalade, para que não haja dúvidas, Trincao é venerado.
O-melhor-ser-humano-de-todos-os-tempos
Eu que adoro derrotas dos rivais vou volta e meia (tem acontecido pouco infelizmente) à Tasca do Cherba e o Trincão é mais insultado lá do que o próprio Varandas quase.
SportingFan1906
A Internet está cheia de pessoal que diz mal de tudo e mais alguma coisa, mas no mundo real são uma minoria. O Trincão e o Pote devem ser os jogadores do Sporting mais insultados por sportinguistas na Internet, mas na realidade são ídolos da maioria dos sportinguistas.
Tiago Silva
Percebo o teu argumento e por isso é que acho que em jogos mais exigentes deveria jogar o Fresneda ou mesmo o Quaresma como lateral direito. O Vagiannidis é um lateral muito ofensivo mas tem fragilidades a defender e tendo o Maxi que é praticamente um extremo do outro lado, faz sentido o Sporting ter um lateral mais seguro defensivamente do lado direito. O Vagiannidis será um belo titular nos jogos do campeonato onde a equipa passa mais tempo a atacar.
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Quanto à questão Diomande, concordo que é um pouco lento em relação ao exigível, mas tem qualidades defensivas incríveis, em relação aos duelos e leitura de jogo e ainda é forte com bola. Um excelente central, mas que também precisa de ser protegido e acho que fica um pouco exposto quando há espaço nas costas do lateral direito. Por isso é que ele rende muito num sistema com 3 centrais jogando pelo meio, mas tem alguma dificuldades jogando como central pelos lados, e essa dinâmica do lateral mais consistente e seguro defensivamente pela direita dá para formar claramente uma linha de 5 e o Sporting é mais forte defensivamente nesse sistema.
O-melhor-ser-humano-de-todos-os-tempos
É exatamente isso o que eu acho. São centrais talhados para jogar a 3 mas muito mais frágeis neste sistema. Mesmo que o Quaresma jogasse na lateral não é igual ao que o SCP fazia no início do ano passado porque tenho a ideia que dificilmente esses 3 jogadores se desposicionavam e abriam espaço entre eles.
_Mushy_
Haverá equipa com mais bolas ao poste que o Sporting??
Já o ano passado fartou de acertar nos postes, este ano vai pelo mesmo caminho..
Já não basta falharem com fartura as oportunidades, agora querem ver quem acerta mais vezes no poste..
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Estou esperando pelos arautos da desgraça que cascam no Fresneda, o que tem a dizer do “deus grego” a defender, uma autêntica autoestrada e no campeonato também já mostrou essas lacunas.
Sim Fresneda pode não ter técnica necessário para um grande para atacar, mas a defender e a compensar erros dos colegas, tem sido excelente e ninguém dá o devido valor.
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Pote ganhar o prémio de jogo?1? Acho que o estagiário enganou-se, nem foi dos 3 melhores do Sporting em campo muito menos do jogo e não dar ao Rui Silva, é algo que não compreendi.
_Mushy_
Para liga portuguesa este jogo tinha acabado 8 para 8, tal é a forma como choram a forma de Diomande jogar com o corpo os lances ou dos simples pisões e encosto de braços na disputa de bola, aos 5min já o Sporting tinha levado com um cotovelo na cara e um pisão e siga jogo, mas em Portugal é o choradinho e os adversários atirar-se para o chão ao mínimo toque.
É o futebol que queremos vender para fora, depois admiram-se as equipa portuguesas quando se joga jogos europeus da intensidade e choque em lances e o árbitro manda seguir
oMeuUserName
Sim, só os adversários é que se atiram para o chão…
_Mushy_
Se deixares de ver futebol pela rádio, começas a perceber o que está escrito, e sim as equipas mais pequenas contra os grandes estão sempre procurando os pequenos toques para faltas e faltinhas para parar o jogo e terem um lance de bola parada que permite chegar à área, já que em futebol jogado é mais complicado.
MyOpinion
De acordo. Agora só falta manteres essa coerência (que não existe) quando falas dos rivais diretos do Sporting.
_Mushy_
Devias relembrar essas palavras a cada post que fazes…
Quando fala de situações na liga é em comparação a outros lances e as dualidades de critério e do choradinho que fazem principalmente do Diomande, e ontem com a Juventus havia 4 “Diomandes” na defesa da Juventus e outro no meio campo e durante o jogo não houve dualidade, foi um jogo “agressivo” e “intenso”, coisa que em Portugal é assinalado amarelo por tudo e por nada.
Se no joga A ou B de diretos adversários existe um critério e para outros não, sim critico e refiro-me aos critérios que existe na liga.
Mas é algo que tens dificuldade em compreender
MyOpinion
Confesso que tenho, até pq tu próprio deves ter …
Facilmente se constata através do que escreveste aqui e o que escreves em relação a lances do Benfica … Contradição total e gratuita onde a coerência fica em casa.
Se conseguires ter essa imparcialidade fica mais fácil eu entender.
E não estou a fazer um autoretrato…
Mantorras
As dificuldades naturais em separar o que sao lances de falta com duelos justos. Para o Sporting, nunca é nada, para os outros é tudo falta. Menos lata precisa-se.
_Mushy_
Precisas de ler o que escreveste sempre que vieres falar de arbitragem também…
Paulo Roberto Falcao
Ponto precioso em Turim, que simplifica e muito as contas do Sporting. Agora é fundamental vencer o Brugges em casa, encarar as duas partidas seguintes contra PSG e Bayern com a perspectiva de perder por poucos. E se se mantiver o padrão de 2024/25 11 pontos vão chegar para passar, pelo que na última ronda teremos que empatar em San Mames. Isto quanto a contas.
Quanto ao jogo foi começar bem, e acabar a pedir a hora, a mariquice clássica no Sporting de Rui Borges. Gostei do Ioannidis, do Rui Silva e de uma exibição de gala de Hjulmand contra a equipa que o queria. No reverso Vagiannidis cheira cada mais a flop, e Diomonde continua a ter dificuldades de posicionamento e aquela brutalidade a jogar, em que arrisca demasiado ir para a rua em todos os jogos. Sinceramente precisávamos de um central para comandar a equipa como Coates o fazia, e o costa marfinense não dá sinais de evoluir, continua igual, e esta semana digamos que teve muita sorte com as arbitragens.
LeaoDoNorte1906
Claro, nao podia faltar a boquinha ao RB ahah. Consegues-me dizer onde é que ele foi “maricas” hoje? Era suposto estarmos o jogo todo em cima da Juventus? Quem te ouvir falar parece que os Italianos são um Tondela ou assim.. não só não são fracos como têm melhor plantel e muito mais soluções ofensivas que nós. Apesar disso, fizemos uma primeira parte muito conseguida, mesmo com aquela ala direita a ser uma via verde. De resto, concordo com o comentário.
ManuelFAlbuquerque_
Como disse há semanas e fui criticado, o Sporting se tiver juízo tem de acarinhar o Fresneda percebendo as suas características, deixando o jovem de 21 anos evoluir o que tem de bom e melhorando algumas lacunas.
Normalmente os grandes portugueses não têm laterais mesmo laterais porque apostam sempre, e até com alguma naturalidade, em jogadores ofensivos. Até os jogadores da formação são normalmente miúdos que tentavam fintar este mundo e o outro e foram para a defesa.
Ora isso é muito bonito contra os pequeninos do costume, mas depois nestes jogos sofrem um pouco.
No borderline por exemplo os 4 laterais são na minha opinião jogadores ofensivos e por isso o mister jogou com Araújo na esquerda.
Acho o Dahl um jogador com qualidade, claramente o Benfica tem ali jogador para muitas épocas se assim quiser, mas num Newcastle com aquele nível o Benfica não tem condições para jogar de peito feito.
Com Araújo e Fresneda o Sporting consegue ter uma defesa mais compacta, adoptando em certas situações a postura de 3 centrais com Inácio na esquerda, Fresneda na direita e Diomande/Debast no meio.
Depois é a questão tática, se tens um lateral mais ofensivo no banco é uma arma para lançar e mexer com a partida caso seja necessário.
Muitas vezes vão dizer epa mas o grego quando entra mexe com o jogo e tem de ser titular, fez muito mais que o Fresneda.
Claro que fez mais que o Fresneda, entrou num momento em que se pedia um lateral mais ofensivo. Mas podem fazer o exercício contrário, metam o grego num momento em que é preciso defender. Na minha opinião, só se for para ser um extremo de características mais defensivas, não tem tanta necessidade de não falhar no posicionamento.
Mas hey eu sou o tio benfiquista e o ivermelhudo portanto tenho inveja do Sporting e não liguem a isto que eu digo, não liguem porque o Sporting se for por este caminho vai perder muitos pontos.
Estou pelo mister Mourinho mas também gosto de ver o que se passa no viúvas clube de Portugal até porque o Borges coitado tem sido massacrado.
Esta Juventus está longe mas mesmo longe do que já foi mas sacar de lá um ponto é positivo como é óbvio portanto parabéns.
Bruno Cunha
Concordo com boa parte deste comentário, menos com a parte da opção do Tomás frente ao Newcastle.
Na minha opinião foi completamente ao lado e Tomás fez uma má exibição e com algumas abordagens estranhas ( sim não tem rotinas como lateral esquerdo, mas um central não saber que um lateral não pode fechar fora é de distrital).
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Mourinho usou os duelos aéreos como justificação – tudo válido mas poderia ter feito as coisas de outra maneira.