Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Sporting empurra pressão para os rivais; Geny bisou; Bragança marcou no regresso; Debast também voltou à competição

Exibição de serviços mínimos da turma de Rui Borges que, face às lesões, teve de improvisar na linha defensiva adaptando Fresneda a lateral esquerdo, e viu o Sporting entrar com pouca energia e inspiração, mas acabou por desbloquear em dois grandes lances de Geny Catamo e partir para uma noite tranquila, também devido ao baixo nível da oposição. O regresso do moçambicano deu uma vida nova ao flanco direito leonino, sendo o habitual diabo à solta no 1×1 e desta vez contribuindo com duas finalizações para golo. Os regresso de Daniel Bragança (entrada de sonho) e de Debast são outras boas notícias para Rui Borges, que viu ainda João Simões (jogo de trabalho), Inácio (grande assistência) e Reis (seguro defensivamente) deixarem boas indicações. Por outro lado, Luís Guilherme (jogou a extremo esquerdo) não esteve feliz na estreia a titular, mostrando-se algo trapalhão e com algumas más decisões. Vagiannidis também esteve aquém (nota-se a falta de confiança) e Suárez fez a exibição mais discreta dos últimos tempos. Já o Casa Pia acabou por ter 10 minutos de pesadelo, com a lesão de José Fonte e os dois golos sofridos, que acabaram por decidir o rumo do jogo. No entanto, a estreia de Álvaro Pacheco revelou que o técnico tem muito trabalho pela frente. A equipa até tem elementos técnicos, que sabem ligar e sair a jogar, mas a presença ofensiva é escassa (os poucos remates foram todos de fora da área) e defensivamente, apesar de defenderem com muitos, abriram vários buracos. Livolant foi o mais perigoso e Nhaga destacou-se pela irreverência.

Sporting 3-0 Casa Pia (Geny Catamo 38′ e 43′ e Daniel Bragança 78′)

O Sporting recebeu e bateu o Casa Pia, por 3-0, e colocou pressão nos rivais. O jogo foi tranquilo para os Leões, que não precisaram de ser brilhantes para vencerem confortavelmente. Geny Catamo foi a figura ao bisar em dois lances individuais (a assistência de Inácio para o 2-0 é sublime), enquanto Daniel Bragança regressou à competição 11 meses depois e fechou o resultado de pé direito.

XI Sporting: Rui Silva; Fresneda, Gonçalo Inácio, Matheus Reis, Vagiannidis; Morita, João Simões; Geny Catamo, Trincão, Luís Guilherme; Luis Suárez.
XI Casa Pia: Sequeira; João Goulart, José Fonte, David Sousa; Larrazabal, Sebastián Pérez, Renato Nhaga, Abdu Conté; Livolant, Nsona, Cassiano.

VM-Desporto
Author: VM-Desporto

14 Comentários

  • goncalo888
    Posted Janeiro 17, 2026 at 1:18 pm

    A diferença para pior do Morita dos ultimos anos, para o Morita desta época é surreal, o que se passará com ele?

  • _Mushy_
    Posted Janeiro 17, 2026 at 7:35 am

    Não admira haver tanta lesão traumática…
    Os jogos contra Sporting por vezes parecem UFC com o patrocínio da arbitragem..
    Geny levou apenas 3 pisões, um deles capaz de lesionar e em nenhum dos casos foi falta..
    Continua-se a dar porrada nos jogos do Sporting porque é jogo de homens de barba rija, enquanto em outros jogos dos rivais, é um chá das 5, onde não se pode tocar nas bonecas de porcelana que sai logo um amarelo..

  • PapiLion93
    Posted Janeiro 17, 2026 at 5:51 am

    Analise errada a cerca do Luis Guilhermo, o rapaz cada vez qué tocava na Bola deu outro perfume e quase fez Uma grande assistencia para golo, nao perdeu a Bola, e metia a Bola sempre jogavel, EU gostei mas nota-se qué na esauerda fica demasiado Escondido.

    • Ze da Europa
      Posted Janeiro 17, 2026 at 2:40 pm

      Também acho. O Luís Guilherme sofre do mesmo problema do Geny, o jogo deles é essencialmente diagonais, e não têm pé direito para conseguir replicar esse jogo na esquerda. O Quenda, por exemplo, já funciona na esquerda (nãotãobem como na direita, claro), porque não depende só dessas diagonais. Não tenho dúvidas que o Luís Guilherme na direita vai ser muito interessante.

  • Héber Principe
    Posted Janeiro 16, 2026 at 10:52 pm

    Geny de um lado, Maxi do outro, não há que enganar.

    • pg1960
      Posted Janeiro 16, 2026 at 10:58 pm

      Concordo

      Onde a defesa seria:

      Fresneda
      Debast
      Inácio
      Reis(contra equipas mais fortes) / mangas (contra equipas mais acessíveis)

      • ZeNando
        Posted Janeiro 16, 2026 at 11:59 pm

        Essas laterais era para meter medo…. ao próprio Sporting. O Reis já não tem andamento para ser lateral do Sporting, só rende a central e o Fresnada não serve para ser lateral do Sporting.

  • pg1960
    Posted Janeiro 16, 2026 at 10:35 pm

    O jogo do Sporting acaba por ganhar um significado especial com o regresso de Daniel Bragança à competição, depois de uma lesão longa e ingrata. Mais do que o simples retorno, o que entusiasma verdadeiramente é vê-lo finalmente colocado na posição onde, para muitos, pode ser claramente mais impactante, atrás do ponta de lança, como médio ofensivo central no quarteto da frente.
    É aí que Bragança consegue potenciar aquilo que tem de melhor. A sua visão de jogo, a capacidade de decisão em espaços curtos, a leitura dos momentos do jogo, a simulação, o passe curto e longo e, sobretudo, a facilidade em associar-se com jogadores de enorme qualidade técnica como Francisco Trincão, Pote e Soares. Com estas dinâmicas, o Sporting tem tudo para melhorar significativamente o seu jogo interior, algo absolutamente crucial frente a equipas que defendem em bloco baixo, onde o talento entrelinhas faz a diferença.
    Com Bragança em campo, o Sporting ganha algo que nem sempre teve, inteligência coletiva. Não por falta de qualidade noutros jogadores, mas porque Daniel é um futebolista que pensa o jogo a um nível diferente. Mesmo reconhecendo que o Trincão pode cumprir a função de médio ofensivo, a verdade é que o seu maior rendimento aparece claramente como extremo direito. Ao libertá-lo para essa zona e colocar Bragança no centro do processo criativo, a equipa fica mais equilibrada e mais perigosa.
    Falamos de um jogador que sabe quando pausar e quando acelerar, que entende o timing do passe de rutura, que consegue criar desequilíbrios no drible e que, na grande maioria das ações, toma a melhor decisão. Isso torna o Sporting uma equipa ofensivamente muito mais forte. Um ataque com Trincão, Bragança, Pote e Soares, a funcionar em jogo associativo, coloca os leões vários patamares acima da média da liga em criatividade, execução e capacidade ofensiva.
    Durante o percurso com Rúben Amorim, Bragança ganhou também uma dimensão defensiva importante, fruto do papel mais box-to-box que lhe foi pedido. Essa aprendizagem não se perde, pelo contrário, acrescenta valor. Agora, numa posição mais central e ofensiva, com maior liberdade criativa, pode finalmente mostrar aquilo que sempre prometeu desde a formação, ser um craque absoluto com bola, capaz de quebrar linhas de várias formas, seja pelo passe, pelo remate ou pela inteligência na ocupação de espaços.
    Se Rui Borges realmente percebeu que é nesta zona do terreno que Bragança pode ter o maior impacto, então podemos estar prestes a ver algo que ainda não vimos no Sporting, Daniel Bragança a afirmar-se de forma contínua, saudável e decisiva, exatamente na posição que melhor potencia as suas qualidades ofensivas.
    Resta esperar que o corpo acompanhe o talento, que as lesões não voltem a travar o seu crescimento. Porque, se isso acontecer, o Sporting pode muito bem ter encontrado no próprio plantel o grande reforço da época, um jogador que eleva o jogo da equipa não só pela técnica, mas pela inteligência que acrescenta a cada posse de bola.

  • Jeco Baleiro
    Posted Janeiro 16, 2026 at 10:34 pm

    Demoramos a criar algo de jeito até fazer o primeiro mas depois foi um jogo tranquilo. Bonito o regresso do Bragança e logo com um golo (ele bem tentou). Já não deve ter arcaboiço físico para jogar na dupla de meio campo (são já duas lesões gravissimas), os minutos que for tendo deverão ser ali na posição atrás do PL (ele que nos sub 21 que foram à final do Europeu até jogava a 6).

    Vagianidis voltou a não marcar pontos.

    • Ze da Europa
      Posted Janeiro 17, 2026 at 2:48 pm

      A minha única dívida quanto ao Bragança jogar mais subido prende-se com a questão de ele muitas vezes não estar a ver o jogo de frente, e sempre me pareceu que ele decidia mal quando rodeado de defesas. No entanto, hoje fez umas combinações muito interessantes a vir do meio da defesa, e sinceramente comecei a partilhar dessa opinião

    • Mike-UK
      Posted Janeiro 16, 2026 at 11:05 pm

      Terrível linguagem corporal do Dani. Absolutamente terrível….
      Ver a “corrida” dele quando recepcionou para o golo partiu-me o coração. São duas lesões gravíssimas que inevitavelmente o deixam condicionado. Mas tão bom tê-lo de volta!

      • Niall joaQuinn
        Posted Janeiro 17, 2026 at 12:22 pm

        Também reparei nisso, mas pareceu-me mais o desconforto de ver a bola a fugir para o pé direito do que um resquício da lesão.
        Mas vai precisar de alguns meses para recuperar.

    • pg1960
      Posted Janeiro 16, 2026 at 10:47 pm

      Mas onde brilhou mais no Estoril foi a “10”

Deixa um comentário