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O Swansea City, tal como muitos clubes galeses,
tentou a sua sorte no quadro competitivo do futebol inglês, já lá vão 93 anos
(1920). Desde então, os “swans” apenas por 4 vezes disputaram o principal
escalão de “terras da sua majestade” (1981/82, 1982/83, 2011/12 e 2012/13),
tendo conquistado a Taça da Liga no último fim de semana. Esta temporada, a equipa liderada por
Michael Laudrup tem apresentado uma consistência interessante e
um futebol de grande qualidade, não surpreendendo o 9º lugar na Premier League
até ao momento. Os dirigentes têm revelado uma excelente visão de mercado, como
provam as contratações de Michu, Pablo Hernandez, Nathan Dyer, Routledge e Ki
Sung-Yueng ou as valorizações de Scott Sinclair (saiu por 8 milhões de libras),
Danny Graham (saiu por 5 milhões de libras) e Joe Allen (formado no clube e
transferido por 15 milhões de libras). O clube galês, anteriormente denominado
de Swansea Town (quando Swansea foi elevada a cidade, o clube trocou “Town” por
“City”), vive o seu melhor momento da história, apesar de já ter conquistado um
6º lugar na I Divisão (logo na estreia, em 1981/82), num campeonato onde até
lutou pelo título. Nesse período, o Swansea tinha vivido uma ascensão
meteórica, passando do IV escalão até ao 6º lugar em apenas 4 anos. No ano
seguinte, os “swans” não aguentaram financeiramente e caíram numa espiral de
despromoções (regresso ao IV escalão em apenas 4 anos). O clube arrastou-se
pelo III e IV escalões no campeonato inglês, até que em 2002/03, quase bate no
fundo (o Swansea ficou perto de descer à divisão da Conferência). A quase
despromoção parece ter acordado o clube, pois nos anos seguintes, assistiu-se à
recuperação do clube, com uma garantia de estabilidade (a ascensão meteórica do
final dos anos 70 não foi repetida). Em 2004/05, o Swansea foi promovido à
League One (III escalão), onde permaneceu durante 3 temporadas (6º lugar, 7º
lugar e 1º lugar). Em 2007/08, o clube galês foi promovido ao Championship (II
escalão), onde novamente permaneceu durante 3 temporada (8º lugar, 7º lugar e
3º lugar). Em 2010/11, os “swans” derrotaram o Reading no playoff de promoção
para a Premier League, e no ano seguinte, obtiveram um excelente 11º lugar (em
princípio, será melhorado este ano). O Swansea City tem uma grande
particularidade, pois 20% do clube está na posse de um grupo de sócios,
bastante envolvidos na gestão do clube (“The Swansea City Supporters Society
Ltd”). Com a conquista da Taça da Liga, o clube galês ganhou direito a
participar na Liga Europa, mas se pensam que os “swans” vão fazer a estreia
europeia, estão muito enganados. O facto de pertencerem ao País de Gales, fez
com que o clube disputasse durante anos a Taça local (em 1995 a UEFA acabou com esta
benesse, dos clubes de uma associação diferente, poderem disputar as taças do
seu país), na qual o Swansea venceu por 10 vezes. O clube galês participou por
7 vezes na Taça das Taças, onde até encontrou e eliminou o Sp. Braga (1982/83).
No mesmo ano, aplicou uma goleada histórica ao pobre Sliema Wanderers de Malta
(12-0 e 5-0), mas nas restantes edições caiu sempre à 1ª eliminatória (na
última vez que participaram, perderam por 8-0 frente ao Mónaco). Em 2013/14, o
Swansea City vai participar novamente nas competições europeias, mas desta vez
com mais qualidade e experiência, e em representação da… Inglaterra! Até onde podem chegar os “swans” na Premier
League 2012/13? Será um projecto para crescer ainda mais, assegurado na
estabilidade (11º lugar em 2011/12, 9º lugar em 2012/13 e… LE em 2013/14)? O
que poderá fazer o Swansea City na Liga Europa?



7 Comentários
GIL
Seria interessante ver se já existiram outros clubes que tenham representado dois países nas competições europeias. Além se lembra de algum?
Pedro Miguel Garcia
Mas que grande artigo, e um exemplo de clube para muitos outros em todo o mundo.
O Swansea é o caso de como uma gestão bem feita, de como quando as coisas são trabalhadas se pode ter um óptimo projecto. Obviamente que não chega para ser campeão ou lutar pelos primeiros lugares, porque isso pode servir numa ou duas épocas mas a longo prazo são precisos muitos milhões. No entanto, este é o caminho que se deve seguir:
– Uma gestão sustentada onde não se dão passos maiores que as pernas, financeiramente falando;
– Uma boa visão na compra de jogadores, misturando o talento da casa com jogadores para posições nevrálgicas;
– Apoiar grande parte das decisões do clube na opinião e vontade dos sócios.
Joel Lopes
aqui ta um brilhante exemplo de gestão a todos os níveis. o sporting com as devidas diferenças devia por os olhos :). um bem haja VM
jocaa
Acompanho esta equipa! gosto de os ver jogar tem jogadores de muita qualidade. podem chegar bem longe digo ja … podem começar a lutar por um lugar na champs isto Se não venderem maior parte da base desta equipa, para o ano o swansea vai dar que falar.
Rui Sancho
Eu só sei que o Michu é incrível!
Pina
Excelente artigo. Continuem com o bom trabalho!
xKORDSx
SWANN, SWANN WILL TEAR YOU APART, AGAAAIN