
Frenético! Os Red Devils, que não vencem duas partidas consecutivas na Premier League desde Janeiro, continuam a revelar muitas carências e hoje o sector defensivo voltou a sentir muitas dificuldades (Phil Jones foi aposta numa linha de 3 atrás e comprometeu) perante um Sheffield moralizado e com um futebol muito agressivo sem bola e objectivo com a mesma. Fleck esteve nos dois golos, marcando e assistindo, mas o herói acabou por ser McBurnie, que evitou o desaire. Já o United conseguiu o mais difícil, isto é, virar um 2-0 em menos de 10 minutos quando estava por baixo na partida (muita qualidade dos jovens), mas voltou a baquear na fase decisiva do encontro (a entrada de Tuanzebe, que fez recuar a equipa nos minutos finais, também não deu o melhor sinal a partir do banco).
Jogo épico no Bramall Lane, com o Manchester United a empatar 3-3 com o Sheffield United. Os Red Devils estiveram a perder por 2-0 até aos 70 minutos, conseguiram a reviravolta, mas acabaram por perder a vantagem nos minutos finais. O Sheffield adiantou-se no marcador por Fleck aos 19 minutos, num lance em que Phil Jones fica mal na fotografia, tendo Mousset ampliado a abrir o 2.º tempo. No entanto, os “miúdos” dos Red Devils iniciaram a reacção e conseguiram uma reviravolta em menos de 10 minutos. Aos 72′, Brandon Williams reduziu, tendo Greenwood empatado aos 77′, poucos minutos depois de ter entrado em campo. Aos 79′, Rashford aproveitou a assistência de James e fez o 2-3 com a baliza deserta, mas McBurnie empatou aos 90′ e garantiu um ponto para o Sheffield, que continua à frente do United na classificação (18 pontos contra 17).


8 Comentários
Pedro Miguel S.M. Rodrigues
Ora…
Primeira parte inenarrável. Horrível, abysmal, humilhante, dolorosa. Até ao segundo golo do Sheffield não havia dúvida da melhor equipa em campo. Absolutamente horroroso.
Depois… bem… veio a qualidade individual superior do Utd acima e eis que marcam três golos em três boas jogadas. Há que dar mérito a esta reviravolta, pelo acreditar. Mas isso não apaga o que aconteceu nas dezenas de minutos anteriores – uma exibição horrível que insulta a história do Man Utd. E depois veio o empate, resultado mais justo e condizente com o que aconteceu em campo. Aliás, a vitória do Sheffield não ficaria nada mal no final. Mas como se viu ontem na Libertadores e em tantos momentos, futebol é mesmo isto. Sempre imprevisível. E, na verdade, uma vitória hoje do Sheffield seria a pérola perfeita, neste momento, para um trabalho muito bom neste regresso à Premier.
Uma última palavra para a tabela da Premier neste momento. Wolves em quinto, Sheffield em sexto e Burnley em oitavo. Os três beneficiam da história de horror de Man Utd e Arsenal e o esgotar do fenómeno Pochettino, mas isso não apaga a competência e qualidade de trabalho destas três equipas. O que só atesta a qualidade que existe fora dos big six…
Rodrigo Ferreira
Bissaka (21), Andreas Pereira (23), Daniel James (22), Williams (19), Rashford (22), Martial (23) e ainda entraram Tuanzebe (22) e Greenwood (18). Incrível a média de idades do United neste jogo, sendo que o Lindelof (25), Maguire (26), Fred (26) ou Jones (27) quase parecem veteranos aqui. De Gea tem 29 e foi o mais velho dos utilizados. Por aqui se percebe que há um projecto que pode ser interessante se for encontrado o treinador correcto e encaixadas mais 3-4 peças de bom nível.
Cossery
Espero que seja esse o caminho. Para o ano contratarem um treinador à séria, cimentarem esta aposta com contratações cirúrgicas mas de topo (bastam duas) com o objectivo de ficar nos 4 primeiros. No ano seguinte, com novas contratações de topo (mais duas) e podem sonhar.
André Dias
Duas partes completamente distintas hoje em Bramall Lane.
O Man Utd foi completamente dominado no primeiro tempo e a responsabilidade tem que ser totalmente atribuída a Solskjaer, que cometeu um erro natural da sua inexperiência. Com Pogba, Matic e McTominay ausentes por lesão, o colega de Fred tinha que ser James Garner. Ole decidiu jogar pelo seguro, baixar Pereira no terreno e alinhar num 3-4-3 que na prática se transformou num 5-2-3 sem rotinas e sem ideias. Não se percebe a utilização de um esquema próprio para enfrentar equipas teoricamente superiores, uma táctica que consiste em dar a iniciativa ao adversário e apostar nas transições rápidas, quando o adversário é a melhor defesa da liga, não deixa praticamente espaço nas costas e ataca precisamente em transição sem se arriscar demasiado. O Sheffield Utd com o seu 3-5-2 bem enraizado e rotinado fez o que quis e foi com naturalidade que chegou à vantagem. Também não faz sentido Solskjaer alinhar com 3 centrais e não obrigar os laterais a subir no terreno, foi penoso ver a incapacidade da equipa para fazer três passes seguidos no miolo fruto da nossa inferioridade númerica naquela zona do terreno e do mau desempenho de Andreas Pereira, que hoje estava claramente fora do seu habitat natural. O seu lugar é à frente do duplo pivot de médios onde pode jogar entre linhas e ao jogar fora de posição foi completamente engolido por Lundstram, Norwood e Fleck e falhou passes atrás de passes.
Felizmente Solskjaer soube reconhecer o seu erro e ao intervalo substituiu Phil Jones (erro enorme no 1º golo do SU) por Lingard para regressar ao habitual 4-2-3-1. O resultado foi um Man Utd mais solto, com mais consciência do que devia fazer para subir no terreno e a trocar a bola com mais facilidade e dinâmica nas movimentações ofensivas. O SU marcou o 2º golo numa fase em que estava a ser inferior e os índices anímicos quebraram até que o jovem Brandon Williams protagonizou um excelente remate e devolveu a esperança à equipa. A partir daí houve 10 minutos daquele que foi provavelmente o melhor Man Utd da época em termos exibicionais e a vitória parecia já não escapar. Infelizmente Solskjaer regressou ao 3-4-3 (5-2-3 na prática) e desperdiçou a vitória, embora se possa dizer que o Sheffield Utd tenha tido alguma felicidade no lance do seu 3º golo.
RLuz
Por este andar Poch ficará por pouco tempo desempregado!
Manchester Is Red
Manter o Ole até final da temporada (que já não irá dar em nada), apalavrar já um contrato com o Pochetino para 20/21 e entretanto (e acima de tudo) reflectir internamente aquilo que o clube quer para o futebol do United nos próximos 5 a 10 anos.
Porque se for para continuar a esbanjar dinheiro sem nexo e sem qualquer critério, podem deixar um pino qualquer no banco de suplentes.
RLuz
Por este andar Poch, não estará por muito tempo no desemprego!
T. Pinto13
Mauricio ou Allegri por favor…
Tenho pena do Sir Alex que esteve a ver este jogo…
O Phil Jones é péssimo