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Vale a pena ver este vídeo de Aimar a falar sobre a falta de jogadores criativos

55 Comentários

  • TOPPOGIGGIO
    Posted Abril 8, 2021 at 11:50 am

    Muito enganadinho o nosso querido Pablito. O que é bom é pôr-lhes a acartar sacos de cimento, se possível correr com eles às costas de forma a tornarem-se não só uns armários mas também mais velozes e depois argumentar que “o futebol é mais físico e por isso uma besta física é melhor do que um que dá dois toques seguidos na redondinha”. Não que a parte física não seja importante mas hoje em dia é vista muitas vezes como a vertente principal e isso é que é a “morte do artista”…

    • Deco10
      Posted Abril 8, 2021 at 12:50 pm

      Isso é assim porque a formação cada vez mais é orientada a ganhar do que a formação. É verdade que incutir nos miúdos as ganas de ganhar é importantíssimo, mas deve ser ainda mais importante formar homens de qualidade, quer socialmente quer tecnicamente.

      Já há uns anos quando andava na formação, reparava que os meus treinadores preferiam muito mais apostar em crianças com menos capacidade técnica desde que tivessem mais capacidade física, na altura o treinador lá cumpriu o objetivo e tivemos uma boa classificação, mas na verdade nenhum dos jogadores atingiu sequer os júniores, por essa altura foi-se buscar um contentor de africanos que fisicamente eram ainda mais superiores a qualquer um de nós.

      A formação está a ir por um caminho bastante estranho, e acredito mesmo que se algum clube com capacidade financeira não se deixe levar por esta tendência e realmente se foque em formar jogadores de qualidade, no futuro poderá se criar mais uma dinastia, um pouco à imagem do Barça de há uns anos quando apareciam bons jogadores da La Masia todos os anos. Por exemplo, o Ajax se tivesse mais poder econômico e conseguisse ter segurado aquela fornada que chegou às meias da Champions, juntando mais umas peças que vão saindo da escola deles, eram capazes de se terem tornado crónicos candidatos à Champions durante uns anos pelo menos.

      Acho que é uma boa oportunidade para os clubes portugueses também, pelo menos de fazerem dinheiro já que manter é complicado, o Benfica já aproveitou com o Félix por exemplo, apostou num miúdo que fisicamente era débil, mas que nos pés tinha imensa qualidade, abdicou de um armário que até podia ter trazido melhores resultados a curto prazo e desenvolveu um jogador já de si dotado, o resultado está à vista, um campeonato e 126 milhões em 6 meses. O Porto na formação tem melhorado nesse aspeto, com jogadores como Baró, Vitinha, Fábio Vieira, mesmo o Francisco Conceição, a serem aposta durante o processo de formação apesar da menor capacidade física, agora falta é o último passo que é integrá-los na equipa A, algo que, na minha opinião, está a tentar ser feito, apesar da teimosia excessiva do SC às vezes. O Sporting também tem algumas apostas interessantes, à cabeça o Daniel Bragança. É pena é não termos um campeonato com força o suficiente para manter estes jogadores assim que começam a render, mas pelo menos é bom ver uma mudança de paradigma no nosso país.

      • TOPPOGIGGIO
        Posted Abril 8, 2021 at 1:57 pm

        Pois, o ponto “ganhar” acaba por fazer aqui toda a diferença. Como dizes e bem é importante a mentalidade competitiva (que eu acredito possa ser trabalhada e melhorada mas quem a tem já vem com ela; ou naturalmente ou porque a adquiriu ainda em tenra idade seja porque motivo for) mas no periodo formativo não deve ser o essencial. O que não falta contudo são relatos de guerras e bocas ainda com os miúdos nas escolinhas porque o pai de A não gostou que que B tivesse jogado mais tempo quando na realidade os putos além de adquirir competências técnicas também têm de se divertir uma vez que uma criança alegre, com mente sã, parece-me que desenvolver-se-á melhor em condições normais.

        Quanto à formação em PT, além dos grandes vão haver outras boas escolas, Braga, Estoril, Vitória de Guimarães, o Rio Ave não sei como está mas tinha qualidade , etc., e há condições para, mesmo com população reduzida, captar e desenvolver muito talento. Os que têm pais 2menos competitivos” acho que preferem até ter os miúdos num “não grande” mas mais perto de casa para ter também o acompanhamento humano, familiar e, se as coisas evoluírem pensar num plano para ele. Outros são mais gananciosos e querem num futuro próximo viver à custa do filho e por isso tem de ir logo para um grande para aumentar as hipóteses uma vez que, logo na formação, alguns já ganham balúrdios…

        Outra coisa relativamente aos grandes é a mentalidade reinante que vê suspeitas em tudo. Creio não estar a dizer nenhum disparate se disser que, em condiçõs normais, SLB, FCP e SCP, conseguem formar em mais quantidade pelo menos, uma vez que têm melhores infraestruturas e conseguem albergar mais formandos; mas se formarem muito e quiserem enquanto ainda não estão maturados, emprestar a outro clube da 1ª liga já surge a questão dos complots ou dos do jogar sujo porque é para garantir 6 pontos, etc., etc., tanto que se teve de regulamentar os empréstimos. Com isso não estou a efender que não houvesse regulamentação mas em vez da lei surgir para “obrigar” os clubes a apostar nos miúdos, surgiu, creio eu, pelos motivos errados ainda que se camufle a verdade por detrás. Lá fora falaste do Ajax e o próprio Dortmund nas alturas em que manteve muitos jovens da formação foi quando teve melhores resultados. Ter que vender é uma realidade mas quando há um projecto sustentado, quando vendes 2 ou 3 já terás outros 2/3/4 para subir na hierarquia. Em Portugal é tudo para ontem e quem tiver um mínimo de planeamento pode dar cartas.

        • Deco10
          Posted Abril 8, 2021 at 3:36 pm

          Concordo totalmente com o segundo parágrafo, falei apenas nos 3 “grandes” porque são as 3 equipas com maior capacidade financeira para manter os jovens ou vendê-los por preços exorbitantes. Se aparecer um “Félix” no Rio Ave, Estoril, etc, de certeza que acabaria por sair para um grande por menos de 20 milhões, dependendo em que clube aparecesse. O poder negocial é muito inferior infelizmente.

          Quanto ao terceiro parágrafo, tens toda a razão, mas aí também acho que o problema vai muito além do futebol. Em Portugal os salários nominais são baixos comparativamente ao resto da Europa, ou seja, em tudo o que gera muito dinheiro acaba por ser mais fácil “comprar” pessoas, seja em bancos, política, futebol, etc., isto aliado a uma mentalidade horrível que se vive por cá do “ah, se fosse outro tenho a certeza que fazia também, por isso vou aproveitar”, cria-se todo um ambiente horrível em todo o lado onde rode muito dinheiro, sendo o futebol o pico cá na tuga. No outro dia li uma frase que dizia “A maneira como vês os outros é o teu reflexo”, e pus-me a pensar em como se vive por cá, a maioria das pessoas acha que o próximo se quer aproveitar dela, e por isso acha que também se tem de aproveitar do próximo, vivemos num país que isto está tão enraizado que a maioria das pessoas são pessimistas por natureza, e isto depois leva a que realmente as pessoas se “queimem” umas às outras, dando “confirmação” ao julgamento que tinham e continuando o ciclo vicioso. Isto no futebol é ampliado porque deixa de ser uma pessoa por si, juntam-se milhares ou milhões de pessoas para criticar outro grupo, amplificando a voz de cada um. Sinceramente acho que enquanto não se resolver o problema social que existe em Portugal, o nosso futebol não vai mudar.

          Peço desculpa pelo bocado de off-topic, mas, na minha opinião, tudo está ligado, são coisas inseparáveis.

          • TOPPOGIGGIO
            Posted Abril 8, 2021 at 5:55 pm

            Está certo, está tudo ligado e faz sentido incluir aqui a questão social/mentalidade. A ideia reinante e que é prática muitas vezes é a seguinte: tens dois indivíduos, A e B. O A num determinado negócio pode ganhar 1000 sozinho mas se envolver o B pode chegar as 1200 e o B também ganha uns 500. Na 1ª situação seria 1000 – 0 (pois o B nada ganharia) = 1000 (seria o quanto A ganharia “a mais” que o B) na segunda seria 1200 – 500 = 700. Na perspetiva de muita gente (e digo-o por ter constatado isso numa linha de apoio), no lugar do A prefere ganhar 1000 aos 1200 uma vez que assim o fosso para o B é maior. Pode parecer (e é) ridículo, mas acontece mais vezes do que se imagina. Ainda há dias usei este exemplo com a minha namorada a propóisto do uso das palavras “egoísta” e “invejoso” :) Enquanto isso os que têm um olho…vão reinando :)

    • Fut765
      Posted Abril 8, 2021 at 1:17 pm

      Totalmente de acordo. Adoro futebol porque, para mim, é arte em movimento! A partir do momento em que passar a ser apenas um desporto físico, perde todo o interesse para mim

    • Abbas
      Posted Abril 8, 2021 at 1:18 pm

      Isso tbm é importante. O Zidane era muito mais imponente fisicamente do que aquilo que lhe dão crédito. Um dos problemas do Aimar foi não trabalhar o corpo, só teve 2 anos de auge na carreira e acabou muito novo para o futebol europeu.

      A principal questão aqui é a formação, enquanto são miúdos é deixa-los ser criativos. Mais tarde podem trabalhar a tática e o físico.

  • Totti
    Posted Abril 8, 2021 at 11:59 am

    Continuo a achar que há espaço para os dois, porque um pode ser trabalhado e outro já nasce assim

    • Joga_Bonito
      Posted Abril 8, 2021 at 3:58 pm

      Isso não está em causa, aliás, apesar de eu defender o que Aimar diz e de adorar o futebol bonito, admiro também e muito jogadores com raça, jogadores com alto sentido tactico porque acho que o futebol se faz de tudo um pouco. Nem se podem ter 11 Maradonas nem se podem ter 11 Costinhas.
      Mas o que se debate aqui é a tentativa de excluir os jogadores mais artísticos, não se está a defender que todos têm de ser assim, mas apenas que não se pode querer apenas jogar com jogadores fortes ou certos tacticamente.

  • Littbarski
    Posted Abril 8, 2021 at 12:17 pm

    Sempre gostei de ouvir o Pablo Aimar falar e acho está completamente certo.
    Estamos a formatar os jogadores para defender, quem arrisca duas fintas e perde a bola, vou dar o exemplo extremo do Taraabt, é logo crucificado.
    O futebol está, cada vez mais, a evoluir para um desporto táctico onde as diferenças são feitas nas bolas paradas ou através da exploração dos erros na saída de bola, existem cada vez menos jogadores que assumem o risco de inventar uma jogada fora do planeado e não sei até que ponto isso será benéfico para o futuro do desporto, no que diz respeito ás audiências.
    Pelo menos em Portugal, tenho a sensação que a maior das pessoas que conheço ainda segue o por habituação, porque muitas delas comentam que não vêm um bom jogo à muito tempo, ou que já não têm o mesmo entusiasmo que tinham há anos atrás. E os mais novos, simplesmente, estão mais numa onda dos E-games do que no desporto em si.

    • DM
      Posted Abril 8, 2021 at 1:51 pm

      Isso do dos e-sports é muito porque o desporto escolar em Portugal é uma porcaria, não dão condições às escolas para haver um campeonato de futebol escolar, os miúdos se queres jogar num contexto competitivo têm que ir jogar para um clube o que às vezes é complicado para os pais porque não têm o tempo necessário para tal. Se os tempos livres na escola fossem preenchidos por desporto escolar a sério, com competição semanal aposto que ia haver muitos mais miúdos interessados

      • zZou
        Posted Abril 10, 2021 at 1:04 pm

        Este é o ponto chave no que diz respeito a formação. Ausência completa de desporto escolar e universitário. Nesse aspeto temos muito a aprender com os americanos.

  • Mantorras
    Posted Abril 8, 2021 at 12:34 pm

    Vi uma entrevista de Guardiola (recente), em que ele aborda a posicao do Cancelo e faz o paralelo com o seu Bayern, explicando porque sentiu essa necessidade no Bayern (do lateral se posicionar como medio em posse). A ideia base e a posse, e ter mais um ajuda, ponto, mas surgiu do facto de na Alemanha ele ter de preocupar-se muito mais com as transicoes do adversario. E com o lateral longe do centro do jogo, era menos um na pressao para matar a ofensiva adversaria.

    E porque e que no Barcelona nao precisava disso? Diz Guardiola (sobre Messi, Iniesta, Busquets e Xavi), que no Barcelona tinha 4 jogadores que para lhes tirar a bola “precisavas de 3 pistolas e 100 balas”… e por isso nao sentia essa necessidade que sentiu depois.

    Como ensinas alguem a ser tao confortavel com bola e tao capaz de a manter? Isso e criatividade ou outra coisa? Ser criativo depende da posicao em que se joga/treina, ou e algo que “todos os jogadores” tem? E podem trabalhar isso?

    • Kafka
      Posted Abril 8, 2021 at 2:00 pm

      Mantorras

      A minha teoria é que a criatividade é uma coisa que se trabalha

      Senão vejamos, por norma em termos gerais os jogadores Brasileiros e Argentinos são mais creativos que regra geral um jogador nascido em Oslo ou Copenhaga

      E isso é genética?? Para mim NÃO….

      Para mim isso acontece devido ao treino, somente isso, nada tem de genético

      Simplesmente o Brasil e Argentina fruto de serem países pobres, têm muitas favelas, bairros etc onde se pratica diariamente futebol de rua, que te obriga a seres criativo, a teres “ginga” para fugires com a bola das crianças mais velhas e mais fortes que tu, e isto nas ruas e favelas de Buenos Aires ou Rio Janeiro é treinado pelos milhões crianças que lá vivem durante milhares e milhares de horas da sua juventude

      Por sua vez em Oslo não existe nada disto, não só não existe pobreza extrema, como não existem favelas com cultura de futebol de rua desde que se acorda até se ir dormir, como tal essas crianças não desenvolvem essa criatividade, não precisam de o fazer, porque o seu jogo se resume a algo pre-formatado que é dado nas academias de futebol

      (óbvio que haverá sempre excepções a esta norma, de ambos os lados, mas eu falo da maioria como é óbvio)

      Posto isto se tu agarrasses em todos os “Jakobsens” de Oslo e os pusesses no contexto da favela da Rossinha no Rio Janeiro e ao mesmo tempo agarrasses em todos os “marquinhos” dessa favela e os pusesses a viver no contexto de Oslo, provavelmente seriam os Jakobsens os criativos e os Marquinhos não teriam criatividade

      Como tal a criatividade para mim é essencialmente algo que se treina

      No contexto dos países ocidentais torna-se mais difícil de ser treinada, porque felizmente há menos pobreza que nos países pobres do hemisfério Sul do Planeta

      Cabe portanto aos clubes do hemisfério norte e das economias ricas, contornarem isso e dentro das suas academias, criarem condições de treino que repliquem esse treino natural de criatividade das favelas do Rio Janeiro e de Buenos Aires

      Como se faz essa réplica dentro de um contexto de clube?
      Não sei, não me pagam para pensar nesse tipo de soluções

      • Mantorras
        Posted Abril 8, 2021 at 2:56 pm

        Estou de acordo. Tudo isso e trabalho, por muito que possa nao ser visto como tal.. brincar e treinar, aprender, e repetir “exercicios” durante horas no pico de criatividade do ser humano (em crianca) e treinar. Concordo em absoluto.

        A minha questao e mesmo como replicar isso num ambiente de treino. Porque para mim a criatividade surge quando nao existe um caminho definido, nem a hora do treino existe, porque ninguem tem um “switch” criativo, que liga e desliga.

        Certamente havera montes de exercicios que permitem replicar algo, mas serao sempre incompletos (como a aprendizagem na rua tambem sera, imagino eu).

  • atum
    Posted Abril 8, 2021 at 12:38 pm

    Percebo perfeitamente o argumento, mas quantos de nós, quando éramos miúdos, não tínhamos um amigo ou colega que só queria a bola para ele e ou levava a equipa às costas ou era a causa de sofrerem golos?
    Uma coisa é um ‘criativo burro’ e mais individualista que não sabe largar a bola depois de usar a sua criatividade, outra é o ‘criativo inteligente’ que após ser criativo, sabe jogar para o colectivo.
    O que é preciso é saber mostrar e ensinar aos miúdos que, sem dúvida podem errar, mas que devem jogar para o colectivo e não apenas para eles próprios.
    Eu não percebo nada de futebol de formação, mas um bom treinador, para mim, é aquele que é capaz de potenciar as qualidades natas de um miúdo e ainda desenvolver outras. Muitas vezes ouvimos a palavra ‘craque’ para descrever um miúdo que saiba jogar com a bola no pé, mas saber jogar sem bola é tão ou mais importante e nunca ouvimos chamar esses de ‘craque’.
    A preparação física, técnica e a táctica são os 3 fundamentos do desporto. Um treinador só tem que saber potenciá-las. Do que é que vale um criativo se não sabe posicionar-se? Do que é que vale um criativo se for mau fisicamente? Não é fundamental, o criativo ou outro qualquer dominar essas 3 componentes?

  • Kacal
    Posted Abril 8, 2021 at 12:44 pm

    Para mim tem que ser equilíbrio. Dar liberdade tactica e criativa aos jovens talentos, mas também trabalhá-los do ponto de vista físico e tactico sem sacrificar essa parte criativa. Depois podemos ter também jogadores mais físicos e defensivos na zona mais recuado do meio-campo metendo jogadores deste perfil no último terço, é tudo uma questão de equilibrar as coisas. Agora que há treinadores hoje em dia que limitam em demasia estes jovens, há.

  • Goncalo Silva
    Posted Abril 8, 2021 at 12:49 pm

    Espero mesmo ver Aimar um dia a assumir um cargo de treinador de formação no Benfica (se calhar o ideal até seria os sub-23 onde há menos pressão de resultados). Vê-se que é uma pessoa muito inteligente e apaixonada pelo futebol, e a componente tática não é assim tão importante nestes escalões. Não se quer neste nível um treinador com ideias vincadas, até porque a ideia é sempre prepará-lo para a equipa principal onde jogariam de forma completamente diferente. É necessário alguém que ensine os básicos de cada posição (coisas que não mudem com as diferentes formas de jogar), ajude o jogador em termos mentais, físicos e motivacionais para jogar ao mais alto nível.
    Agora também depende do escalão em que estás, dos sub-19 para baixo é a parte técnica que deve ser prioritária, depois disso já se sabe se um jogador tem potencial técnico para chegar longe, e aí deve ser dado prioridade à parte mental e física.

  • Sobe Alges
    Posted Abril 8, 2021 at 12:53 pm

    Percebo o que diz, mas vejamos por exemplo o caso da Alemanha. Nunca tiveram propriamente um jogador criativo do estilo Messi, Neymar, Ronaldo, Figo, etc… E no entanto são dos melhores do mundo, tanto a nível de campeonato como de seleções.

    Jogadores criativos como Neymar ou Messi é o que faz de facto as pessoas pagarem o bilhete para ir ver os jogos, ainda assim, podemos verificar que a componente física, tática e técnica são igualmente importantes. E jogadores criativos vão sempre aparecer, mas se não souberem usar esse talento e criatividade para a equipa, de pouco vai servir.

  • Abbas
    Posted Abril 8, 2021 at 1:16 pm

    Felizmente este é um homem de futebol. Caso contrário, ainda levava reprimenda do treinador do Leixoes sub-23.

    É um problema na formação, sem dúvida, Aimar. Basta ver que os melhores jogadores do mundo atualmente vêm da única zona do mundo ocidental onde ainda se pratica futebol de rua em massa, subúrbios de Paris. Que sonho seria ter Aimar na equipa B do Benfica e depois na equipa A.

    • DM
      Posted Abril 8, 2021 at 1:57 pm

      Acho que deste um mau exemplo porque em França se dá bastante enfase ao treino fisico, não é por acaso que eles são todos uns mostros fisicamente, depois calha de alguns também terem bastante criatividade

      • Abbas
        Posted Abril 8, 2021 at 5:09 pm

        Os jogadores franceses e nascidos em França que jogam por outros países são quase na totalidade oriundos dos subúrbios de Paris. Todos mencionam a importância de jogarem na rua. Vês um filme suburbano dessa zona (La Haine, Les Miserables de 2019) e dá para ver facilmente o quanto os miúdos jogam à bola nas ruas. Sendo a maioria africanos vão maturar fisicamente uns dois anos mais cedo e depois trabalham o físico, mas já vêm com as bases técnicas de trás. Todos mencionam isso.

    • Kafka
      Posted Abril 8, 2021 at 2:13 pm

      Mas há uma diferença, o Aimar é mesmo um Homem do Futebol, jogou num dos maiores clubes da América do Sul onde a pressão é quase ao nível da vida e da morte, jogou ainda na melhor liga de futebol do Mundo na altura num dos melhores Valências da história, onde jogou uma final da Champions, jogou ainda no maior clube de Portugal….

      Aimar é efectivamente um Homem do futebol

      Essa tal Sofia é uma Zé ninguém futebolisticamente falando, a única coisa que ela tem de futebol é fazer comentários no canal 11, nada mais

      Portanto não se pode queixar se a acusarem de não ser uma pessoa do futebol, eu que tenho mais experiência de futebol que essa tal Sofia, pois já joguei futebol federado dos iniciados aos Juniores não me considero uma pessoa do futebol, nem fico ofendido quando dizem que não sou uma pessoa do futebol, quanto mais essa tal Sofia que nem futebol federado deve ter alguma vez jogado

      Apenas comenta num canal porque fica bem ser uma Mulher a comentar, nada mais

      • DM
        Posted Abril 8, 2021 at 2:57 pm

        Os comentadores em Portugal são por norma maus, não é por ser homem ou por ser mulher, são maus! Parece que se interessam mais sobre factores que nada têm a ver com o jogo como todos os clubes por onde o jogador X já passou do que pelo jogo em si. Ainda ontem os comentadores da TVI fizeram um circo sobre um suposto penalty não assinalado quando a haver falta e com VAR seria sempre fora da área, há uns anos ainda estava o Ederson no Benfica e depois de um golo que saiu de um passe de 70m do pontapé de baliza estão os comentadores a discutir a posição do jogador que recebe o passe, isto é perceber 0 do que se faz profissionalmente, no minimo deviam saber as regras do futebol já que o trabalho deles é comentar futebol. Ainda há pouco tempo no canal 11, num jogo de futebol feminino, uma suplente toca a bola em jogo dentro da área e é assinalado penalty e estão os comentadores 5 min a tentar perceber o que se passou, porque é que é penalty, o que aconteceu?!

        Se o treinador do Leixões dissesse aquilo sobre, por exemplo, a Cláudia Neto era de facto um caso de misogenia grave porque a Claudia é muito mais no mundo do futebol que ele, sobre a comentadora do canal 11 é só constatar um facto, como seria se falasse do comentador do canal 11

      • Abbas
        Posted Abril 8, 2021 at 6:01 pm

        De resto, o ad hominem é óbvio. Ou seja, a mesma opinião proferida pelo Aimar é legítima, mas pela Sofia não.

      • Vegeta
        Posted Abril 13, 2021 at 12:28 pm

        Exatamente Kafka

    • Wey
      Posted Abril 8, 2021 at 2:19 pm

      Na mouche. O futebol de rua esta caminhar a passo largos para o seu desparecimento, e a Franca vai impondo o seu dominio a nivel mundial porque ainda e dos poucos paises ( com relevo futebolistico) que combina o futebol de antiguamente/de rua com a exigencia fisica do futebol dos dia de hoje.
      Estranho o caso dos paises sul americanos onde me parece que o futebol de rua ainda existe mas nao entanto o talento produzido tem vindo a ser escasso. Sera que mal os miudos demonstram talento na rua sao logo metidos em clubes para acabaram a ser formatados tacticamente e fisicamente como os demais ?

      • Joga_Bonito
        Posted Abril 8, 2021 at 3:54 pm

        Na América Latina um dos problemas do declínio da técnica terá que ver com a academização excessiva do futebol. Isso gerou dois problemas: um é a robotização excessiva dos jogadores, decerto modo pensando em vendê-los á Europa para grandes vendas. Isso gera uma orientação da formação para interesses comerciais do momento (ou seja jogadores formatados) porque na Europa hoje se quer jogadores altos, fortes e formatados, que não arrisquem, usando eufemismos como “jogadores seguros”.
        Um outro problema que é mais complexo de falar é que a academização em si exclui muitos miúdos pobres. Nem sempre isto sucede, é facto, mas em muitos casos pedem-se mensalidades elevadas para os miúdos jogarem. Ou seja, paga-se para jogar o que num continente com muita pobreza exclui logo à partida uma boa parte da camada social, diminuindo a base de recrutamento. Por isso sou completamente contra pagar para jogar. Além de ser um absurdo que reduz drasticamente a base de recrutamento é também um factor que exclui o futebol de rua. Este fenómeno não é ainda massivo de dominante, mas está a crescer na América Latina e a gerar uma elitização do futebol. Isso poderá explicar o declínio do futebol de rua nos sul-americanos, aliado sem dúvida ao facto de que os poucos com ginga que entrem nos clubes sejam logo formatados para serem troncos ou para fazerem 500 passes inconsequentes entre si.

        • Wey
          Posted Abril 8, 2021 at 9:27 pm

          Bem visto Joga Bonito, a monetizacao desde cedo em camadas jovens do futebol acaba por retirar do campo de accao muitos jovens sem capacidades economicas para pagar para jogar futebol, ficando desde logo em desvantagem.

      • Abbas
        Posted Abril 8, 2021 at 5:15 pm

        Honestamente acho que se joga mais à bola nos subúrbios de França do que nas ruas dos países da América do Sul. Nas zonas suburbanas francesas, há mesmo essa cultura e há imensos campos de futebol públicos. Não conheço a fundo a realidade de Brasil e Argentina, mas duvido seriamente que seja igual. Depois, França tem excelentes academias para aproveitar esse talento.

        • Fantantonio
          Posted Abril 8, 2021 at 7:28 pm

          O Brasil tem literalmente o maior campeonato de futebol de rua do mundo, patrocinado pelo Neymar. Têm também imensos campos públicos e nas favelas não há mais nenhum escapismo minimamente saudável. Na Argentina, e na América do Sul em geral, o panorama é semelhante, no entanto é uma problemática presente no futebol deles também porque há standards táticos e físicos que não eram tão urgentes há 15, talvez 10 anos atrás, que os jogadores têm que assimilar cada vez mais cedo, e é disso que o Aimar fala neste vídeo.

        • Wey
          Posted Abril 8, 2021 at 9:29 pm

          Vi uma entrevista do Mahrez onde explica como o jovens crescem no futebol de rua em Franca, onde foi determinante para desenvolver a sa tecnica apurada.

    • BenDover
      Posted Abril 9, 2021 at 9:56 am

      Mais de metade da selecção francesa é composta por magrebinos com o porte físico do Marega ou semelhantes. Até podem jogar muito futebol de rua mas são cavalões!

  • Joga_Bonito
    Posted Abril 8, 2021 at 1:46 pm

    Grande Pablito, disse tudo.
    Acrescento que a obsessão por resultados está também a matar os jovens jogadores, que estão a ser pressionados para desde muito jovens darem resultados, algo que não interessa ao seu desenvolvimento, mas sim a treinadores carreiristas que esperam brilhar com taças ganhas na formação para assim terem mais chances de se lançarem na carreira do futebol profissional. Há também uma preocupante obsessão com o físico que está a afastar muitos miúdos de poderem jogarem, em prol de troncos autênticos.
    A isto acrescento também que os salários cada vez mais elevados na formação colocam uma pressão inédita nos jovens, que até há bem pouco tempo não ganhavam balúrdios na formação e a geração do Aimar é das últimas que conheceu um futebol mais puro e normal nesse sentido.
    Se hoje há miúdos com 16 anos a ganahrem mihares de euros por mês, a pressão neles aumentou e os clubes querem ver resultados, o que é logo um erro, porque a obsessão com resultados na formação mata o seu desenvolvimento.
    Só que ganhando muito dinheiro, há miúdos que se protegem das críticas escondendos-se atrás do futebol de corrida ou da posse à Guardiola dos 500 passes antes de rematar â baliza (ok, nem sempre as equipas de Pep são assim, mas têm por vezes essa tendência). Porque sem arriscarem não erram e se não erram não ficam mal na foto. Cresci a ver um futebol onde um mago fazia uma borrada numa jogada e logo a seguir fazia magia em outra. Era isso o futebol, hoje quer-se 500 passes infinitos, posse de bola infinita, zero risco e alguém se surpreende com o declínio das audências e do interesse dos mais jovens pelo futebol? Não é que os mais jovens não possam gostar de futebol, é que este futebol actual está demasiado robótico e chato e não entusiasma.

  • DICAS
    Posted Abril 8, 2021 at 2:21 pm

    Tal e qual ! Para mim a beleza do futebol esta a morrer !

    Já não há aquela magia de Beckham, Ronaldinho, Rivaldo, R Carlos, Deco, Berkamp, Rui Costa, Lucho esqueçam …

    Agora bom é comprar os cavalos de corrida tudo Adamas ou os monstros fisicamente tipo Lukakus … Mas vais a ver e o que eles realmente jogam para mim é um nível MUUUITOO abaixo das referências da posição em gerações passadas.

    O Futebol é beleza e criatividade, é a cabeça fazer aquele passe mágico (Kross, Bruyne) é mentalmente pensar como controlar o ritmo (Moutinho) é derrotar o outro com a cabeça e arte.

    Cavaloes de corrida para mim só vem estragar o desporto que amo e ainda me incomoda mais quando nos escalões de formação dão primazia a estes rapazes que biologicamente tem um crescimento muscular mais cedo que os demais e que por causa disso tem mais oportunidades que o franzinos que podiam ser absolutamente artistas !

    O nível técnico e criativo do jogo tem vindo a descer vertiginosamente …

    • El Pipito
      Posted Abril 8, 2021 at 3:50 pm

      Os cavalões de corrida sempre existiram também. E acho muito injusto mencionares o Lukaku quando é um jogador que também conseguiria fazer a diferença há uns anos atrás. Lukaku não é só físico!

    • Abbas
      Posted Abril 8, 2021 at 6:09 pm

      Adama e Lukaku não são só físico. O Adama no Barça destacava-se até pelo drible curto e o Lukaku é muito mais do que isso. Curioso que esses dois são cavalos de corrida, mas o Roberto Carlos não era.

  • Macaco
    Posted Abril 8, 2021 at 2:49 pm

    A culpa não é dos treinadores.
    A culpa do “desaparecimento” dos criativos é da falta de futebol de rua e dos tempos em que os campos de treino eram pelados e não sintéticos.
    Falta o futebol de rua onde os jogadores inventavam sem ter a pressão dos treinadores ou dos pais, onde podiam inventar, onde podiam falhar e voltar a tentar sem ter ninguém a criticar.
    Faltam os pelados pois neles os jogadores evitavam cair senão, escarrapachavam se todos e arranhavam se, faltam os pelados para sobre passar adversários e ganhar força nos apoios, para não haver simulações.
    E ha excesso de treinadores de bancada (pais ) que pressionam os seus filhos a ter mais responsabilidade em idades muito jovens onde tudo é aprendizagem e pouco são as vitorias.
    Por estas razoes o futebol esta a perder criativos e a ser mecanizado.
    Um atleta apesar de ser mecanizado, se tiver vivido o criativo saberá sempre fazer algo diferente e inovador, no entanto se isso lhe for cortado desde novo… ai será mais um mecanizado.
    Isto para os jogadores criativos sobre tudo mas aplica se de forma diferente para os outros.

    Visca Barça

    • Kafka
      Posted Abril 8, 2021 at 3:39 pm

      Macacao

      Concordo em absoluto contigo, o futebol dos pelados é FUNDAMENTAL para o desenvolvimento da creatividade… Em criança então evoluis muito mais num campo pelado que num relvado

      Considero esse um dos grandes erros da formação actual, o fim dos campos pelados, é um erro tremendo quanto a mim

      • Macaco
        Posted Abril 9, 2021 at 9:29 am

        As crianças de hoje só querem playstation e afins e não sair ao fim da tarde para uma jogatana de futebol. ai esta a diferença.
        Ai aparecia a criatividade e vontade.
        Enfim… velhos tempos

    • Fantantonio
      Posted Abril 8, 2021 at 4:22 pm

      Não concordo inteiramente com a questão do futebol de rua. Sim, a diminuição do futebol de rua como prática lúdica contribui bastante, mas os criativos aparecem sempre, independentemente da geração e do background, há sempre alguém com formas fora da caixa de abordar o jogo. Além disso, estamos a falar no contexto argentino de Aimar, que não é igual ao europeu, por exemplo, há bastante futebol de rua na América do Sul, mas já não aparecem Riquelmes, Banegas, Redondos, Gagos, Aimares, Ortegas a nível sénior, pelo menos, aparecem com muito menos frequência porque há uma formatação do modelo atual industrial do futebol, e é essa a maior ameaça ao desaparecimento do criativo.
      Já aqui no blog falei no desaparecimento do 10 clássico e do trequartista, que são forçados a regredir tecnicamente para poderem continuar a jogar nas posições nevrálgicas ou a sacrificar muita da sua influência direta na manobra ofensiva ao serem deslocados para as alas. Há também o caso de já na minha geração – já lá vão quase 20 anos – via miúdos da minha idade a serem preteridos muito cedo por opções mais desenvolvidas fisicamente em posições que não se justificava, já nem falo necessariamente só nos organizadores de jogo ou os extremos desequilibradores. A formatação nos escalões de formação é uma questão real, a regressão técnica como consequência da imposição de dogmas táticos e exigência de manutenção física, fruto da evolução do futebol como desporto profissionalizado, são problemas reais e isto já se antevia antes das redes sociais e a tecnologia estarem no ponto em que estão agora, simplesmente não houve mecanismos para contrariar essa tendência.
      Para os clubes de certa forma, resulta, os colossos têm consistentemente sucessos desportivos e atletas mais duráveis, mas o nível do espetáculo desceu bastante por se privilegiar a parte física e tática mais do que a técnica. Por isso é que se valoriza tanto o que um Guardiola faz porque é contracorrente e cada vez mais raro.

      • Macaco
        Posted Abril 9, 2021 at 9:28 am

        Quando falo de futebol de rua, falo quando se jogava na rua com os amigos. Aqui em Portugal em que todas as tardes depois da escola o pessol se juntava para jogar peladinhas em sitios com alcatrão, com gravilha ou terra e com imensos obstaculos naturais.
        Hoje os miudos chegam a casa e vão para as tecnologias e esquecem o convivio que eu por exemplo tinha.
        É desse futebol de rua que falo e dessas caracteristicas que se ganhavam que agora se estão a perder.
        Balizas com pedras ou com arvores, terrenos desnivelados com raízes ou calhaus que ajudavam a um desenvolvimento diferente e a uma criatividade imprescindível. Mas entendo o que dizes

        • Fantantonio
          Posted Abril 9, 2021 at 1:36 pm

          Eu sei exatamente do que falas, só não concordo que seja o maior motivo para que os criativos não apareçam, se assim fosse, o Brasil bombeava Ronaldinhos e Robinhos a toda a hora, isso já não acontece por alguma razão, mesmo sabendo que os putos, principalmente das zonas mais desfavorecidas, jogam à bola na rua na mesma.

    • BenDover
      Posted Abril 9, 2021 at 9:53 am

      Acrescento a isso que há poucas décadas os criativos (diga-se também os “brinca na areia”) eram muito desejados pela sua capacidade de drible e criar desequilíbrios. Hoje os Neymares da vida não são assim tão desejado, sobretudo se não vierem acompanhados com ética de trabalho e capacidade táctica.
      Aquele jogador que tinha liberdade para pegar na bola e fintar 3 ou 4 adversários hoje não existe, não é isso que os treinadores pedem aos jogadores. Os próprios treinadores matam a criatividade quando metem os seus jogadores a jogar um futebol pragmático como se eles fossem robots.

  • Af2711
    Posted Abril 8, 2021 at 4:17 pm

    Tirar do jogador criativo a margem para erro e a imprevisibilidade, é tirar-lhe a magia.

  • Nunop
    Posted Abril 8, 2021 at 5:46 pm

    Quem acompanha o futebol de formação em Portugal sabe que a frase seguinte é quase sempre verdade.

    Hoje em dia, se para a mesma posição tiverem um jogador com as características do Marega, e outro com as do Modric, podem ter a certeza que joga o Marega.
    Se tiveres 1.90m e correres muitos km por jogo, podes quase nem saber o que é uma bola, que vais estar sempre à frente para os treinadores, de gajos com técnica e que pensam o jogo.

  • Stromp1906
    Posted Abril 8, 2021 at 8:01 pm

    Nem ouvi o que disse, mas o dever obriga-me á homenagem devida, apesar de Sportinguista. Aimar eras um crack
    Saúde

  • Vegeta
    Posted Abril 13, 2021 at 12:27 pm

    Anda para o Benfica

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