Segundo dia no Tour, segunda vitória para a Alpecin – Deceuninck com Mathieu van der Poel a ser o mais forte na chegada a Boulogne-sur-Mer. O ciclista neerlandês bateu ao sprint Tadej Pogacar e é assim o novo líder. Destaque ainda para Jonas Vingegaard, que também sprintou, e foi 3.º, já João Almeida desta vez chegou com os da frente.
𝐄𝐋 𝐄𝐋𝐄𝐆𝐈𝐃𝐎 🪄
Tenía esta etapa marcada. Era el gran favorito. Es nuevo maillot amarillo. Mathieu van der Poel gana de forma antológica en Boulogne-sur-Mer por delante de Pogacar y Vingegaard.
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— Eurosport.es (@Eurosport_ES) July 6, 2025


7 Comentários
Paulo Roberto Falcao
Não percebi bem a estratégia de Pogacar. O João Almeida lança-o para o último quilómetro, e ele fica à espera que Mathieu van der Poel ataque, e este foi inteligente e esperou pelos últimos 500 metros, para Pogacar não ter a possibilidade e o espaço para contra-atacar. Foi uma hesitação fatal, e um erro que pagou bem caro, neste tipo de finais não há um ciclista como o holandês, é uma verdadeira besta, os seus primeiros dez metros são basicamente impossíveis de igualar. A única forma que Pogacar tem de ganhar é atacar de longe, para o poder desgastar.
Mas bom era uma segunda etapa insignificante no Tour, no qual Pogacar tem outros objetivos, e é basicamente incrível e irreal que o número um do ciclismo atual, e provável GOAT no futuro, desate a fazer sprints numa etapa em linha. Desde Merckx que ninguém fazia isso. Vingeggard deixou boas sensações, na roda, ao seu estilo, mas pareceu estar muito forte, seguir Pogacar e Mathieu van der Poel num sprint destes demonstra claramente que vem preparado para vencer.
DNowitzki
Espero que Vinge ganhe, porque começo a ficar farto da «sede» do Pogi. Um bocadinho de humildade só lhe faria bem.
Paulo Roberto Falcao
Isso das “bombas” provavelmente nunca saberemos… Fala-se por exemplo que Miguel Indurain foi o Rei das bombas, e como nunca foi apanhado, hoje continua a ser um vencedor do Tour respeitado, o único a vencer cinco edições consecutivas da prova. E, tendo provavelmente feito as mesmas coisas, Lance Armstrong é um nome amaldiçoado para sempre. Enfim, mais vale não pensar nisso, senão falaríamos de Fausto Coppi e Eddy Merckx, ou até do nosso grande Agostinho, que no seu tempo também tiveram casos de doping.
Quanto ao ciclismo este inicio de Tour é alucinante. Repara numa coisa apenas seis ciclistas chegaram no primeiro grupo em duas etapas planas, e estão separados pelas bonificações: van der Poel, Pogacar, Vingegaard, o francês Kevin Vauquelin, Jorgenson e Eric Mas. Só isto é quase surrealistas, o que era normal no ciclismo antigo era toda a gente ter mais ou menos o mesmo tempo depois destas duas etapas, e devemos dar todo o crédito a Pogacar pelo tipo de ciclismo que trouxe, e que usa qualquer oportunidade para tentar atacar.
DNowitzki
Não é exatamente o mesmo, mas é em parte um regresso aos anos 60, 70 e 80, quando se davam escapadas dos grandes ciclistas, que davam minutos aos adversários numa data etapa e, na seguinte, era o contrário.
AndreChaves9
Qual é a solução? Deixar de querer ganhar?
filipe19
Concordo com a primeira frase mas na segunda eu até acredito que ele seja humilde, ou uma pessoa porreira, não tenho dúvidas, mas custa-me muito acreditar que aquilo que ele faz seja normal. Sim, as condições são diferentes, a preparação é cada vez mais aperfeiçoada, mas come on…ele nem se levanta do selim e acelera como se ele tivesse um motor e os outros não. Sorry, mas eu não vou nesta cantiga. Na altura em que os esquemas do Fuentes foram revelados houve muitos documentários e muitos diziam o mesmo: a indústria do doping está sempre um passo à frente e agora desde 2015 já não houve nenhum caso positivo no tour. Ok, pode ser, mas não acredito.
Eu tento disfrutar, os últimos quilômetros foram espetaculares e se o Vinge conseguir ir na roda dele nas montanhas então vamos ver um festival monumental, sobretudo acredito que a Visma vá fazer uma volta muito muito agressiva e tentar de isolar o Pogacar. Isto promete.
Diogo Filipe
Últimos 12km espetaculares, bem ao estilo de Milan San Remo, com o monstro Mathieu Van der Poel mais uma vez a emergir com uma grande vitória. Praticamente as únicas derrotas de Pogacar deste ano foram contra o neerlandês. Ainda assim, foi quase assustadora a forma como o esloveno passou as subidas sem sequer se levantar da bicicleta. Bons sinais também para Vingegaard, parece bastante bem e mais confiante.