Vai terminar com quantos? Há uns anos havia a dúvida de quem seria o melhor: van der Poel ou van Aert, mas entretanto o neerlandês já soma 6 monumentos e um Mundial, enquanto o rival belga ficou-se por uma Milão-Sanremo, ainda por cima a tendência parece ser o ciclista da Alpecin aumentar esta vantagem, tal é a diferença para tudo e todos nesta fase.
Mathieu van der Poel arrebatou a Paris-Roubaix pelo 2.º ano consecutivo. O ciclista belga atacou a 60km da meta e não deu hipóteses à concorrência, chegando com uma grande margem (quase 3 minutos) para o 2.º, Jasper Philipsen, que ficou à frente de Mads Pedersen e Nils Politt. van der Poel soma assim o 6.º monumento da carreira, enquanto a Alpecin – Deceuninck dá sequência ao arranque de época de sonho, com 3 em 3 em monumentos.


5 Comentários
AndreChaves9
Fantástico. Não sei se o VdP é melhor ciclista que o WvA, acho que são do mesmo nível. Agora nas clássicas a vantagem para o holandês é clara e também é claro que só o WvA o consegue parar se tudo correr normal nestas clássicas de pavê. Para o ano há mais….
É possível que o VdP vá à Liége mas não tem chance contra um pogacar.
Paulo Roberto Falcao
No ciclismo 1+1 às vezes não são 2.
Wout Van Aert é um exemplo. Quando andou sobrecarregado de quilómetros, a correr tudo e um par de botas, há dois anos, teve o melhor ano da sua carreira. Fez um Tour incrível, dos melhores que vi um ciclista gregário fazer na minha vida.
Agora desde que se começou a “gerir”, nunca mais ganhou nada, e mesmo o seu contibuto como gregário não é o mesmo.
Como explicar isto? Pergunta de um milhão de euros.
P. Pereira
Simplesmente uma máquina e para além disso também tem a estrelinha de lenda como se viu hoje quando todos os principais adversários no grupo da frente tirando Kung tiveram furos. Claro que esta estrelinha também se explica pela técnica em cima da bicicleta e a experiência do ciclocrosse. Para além disso grande trabalho da sua equipa que claramente são uma equipa à parte do resto no que toca a clássicas (LIDL-Trek, UAE e Visma também têm grandes blocos de clássicas mas não me parecem com a mesma capacidade pelo menos este ano) parecendo a Soudal que durante uns tempos também era avassaladora nas clássicas. Destaco ainda o “nosso” António Morgado que na primeira vez no Paris-Roubaix terminou a prova (por si só já um feito que muitos não consegues quanto mais na primeira participação) dentro do tempo limite (15 minutos depois do Van der Poel salvo erro e no grupo do Asgreen por exemplo) demonstrando a fibra de que é feito é acredito que nos vai dar muitas alegrias. E com isto é mais uma corrida sem um DNF para ele, é quase inevitável que acabe por acontecer mas que seja o mais no futuro possível e de preferência numa competição e contexto que sejam irrelevantes. Venham daí as restantes clássicas desta altura do ano! Cumps
Antonio Clismo
Morgado é máquina!
vilut
Considero o bloco da Lidl e principalmente da Visma superiores ao da Alpecin neste tipo de clássicas. O que acabou por se passar é ambas as equipas tiveram imensas baixas importantes. O Gianni Vermeersch foi extraordinário nesta Paris Roubaix, mas acho que nunca fez igual na carreira nem se calhar fará. O nível da Visma é tal que o Dylan van Baarle já venceu a Paris Roubaix e nem é a primeira opção da Visma.