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Variabilidade tática: o legado de Rúben Amorim

O Sporting acionou, em Março de 2020, a cláusula de rescisão no contrato de Rúben Amorim com o Sp. Braga, num ato  que em tudo se assemelhou a um all-in por parte do Presidente. Nunca ninguém em Portugal tinha pagado tanto por um treinador, principalmente um com tão poucas provas dadas ao mais alto nível. Alto risco, mas alta recompensa com o Sporting a chegar ao título de campeão no seu primeiro ano completo à frente do clube, dois campeonatos com 85 pontos  (outro aquém com 74), oitavos de final da Liga dos Campeões (queda aos pés do Manchester City) e quartos de final da  Liga Europa (queda aos pés da Juventus). A somar a isto, Amorim conseguiu também valorizar inúmeros ativos, bem como  devolver algum do respeito e notoriedade que o clube havia perdido, fruto de uma longa seca de títulos e muita  instabilidade diretiva.

Interessante é também ver a forma como, dentro do campo, se materializaram as ideias de Amorim. Tal como Guardiola jogou de maneira diferente em Munique (face à que tinha jogado em Barcelona), ele foi moldando o seu jogo para o adequar às necessidades do clube. Este trabalho foi feito em conjunto com os homens do futebol, nomeadamente Hugo Viana na identificação de alvos que melhor pudessem colocar em prática o futebol que Amorim pretendia.

Em Março de 2020, o Sporting era um clube vulnerável e desacreditado na praça pública. O primeiro ato de gestão do treinador foi afastar os elementos que não estariam com ele no projeto futuro, a começar pelos emprestados Fernando, Bolasie e Jesé, sendo esta a primeira triagem ao plantel. De seguida implementou o seu 5-2-3, um futebol rápido e de transição, não tendo problemas em afastar nomes consagrados para dar espaço aos jovens dos sub-23 (Acuña foi várias vezes lançado a central para permitir que Nuno Mendes assumisse o papel de defesa esquerdo). O Sporting terminaria em 4° lugar (posição que também ocupava em Março de 2020), sendo que conseguiu reduzir a distância para o 3° (o Braga apenas terminou à frente pela vantagem no confronto direto). Pelo meio, 3 meses de lockdown, muitíssimo úteis para que Amorim preparasse a triagem seguinte, que se daria no verão de 2020. O Sporting estava preparado para se desfazer de todas as suas estrelas em prol de um projeto desportivo de baixo custo, mas com elevado investimento técnico e know how de mercado. Em 2020, saíram aqueles que eram provavelmente os melhores jogadores do plantel à data: Mathieu, Vietto, Wendel e Acuña. Saíram também outros elementos que não contavam para o treinador, como Matheus Pereira, Ristovski, Rosier, Doumbia, e Camacho ou ainda Diaby, Misic ou Alan Ruiz (que se apresentaram após retornarem de empréstimos). O Sporting decidiu investir em nomes pouco cotados, mas já com calejo de primeira liga (Pote ou Nuno Santos) bem como nomes experientes (João Mário, Adán ou Feddal) e, após alguma resistência da direção, integrou João Palhinha no plantel. A isto, somou-se a incógnita do City, Pedro Porro. E o Sporting foi mortalmente eficaz na primeira metade da época, com um futebol vertiginoso e rápido, muito fluído e que procurava ferir os adversários em velocidade. Tal foi possível pelo efeito surpresa e pelo descrédito que o Sporting passava. O clube chegou ao final de Janeiro no primeiro lugar com 4 pontos de avanço relativamente ao mais direto perseguidor e com a Taça da Liga conquistada. É interessante ver que o futebol do Sporting dependia do génio de Pote, mas também da explosão de Nuno Santos (um jogador  muito diferente do que é hoje), Tiago Tomás ou Jovane Cabral, bem como das arrancadas fulminantes de Porro e Nuno Mendes. Com alguma naturalidade, os adversários do Sporting foram-se ajustando para contrariar a força de Amorim e o Sporting realizou uma segunda metade da época bem mais sofrível, como inúmeros momentos em que precisou de puxar dos galões para obter pontos valiosos (recordo particularmente os duelos com a B-Sad em Alvalade ou com o Farense no Algarve, no qual o Sporting passou largos minutos de aperto). Com muita competência e uma boa dose de felicidade, o  Sporting venceu o título, mas Amorim mostrou-se inflexível no seu desenho ofensivo.

Em 2021/2022, o Sporting foi obrigado a alterar, de forma quase radical, o seu jogo. Os adversários esperavam o Sporting  remetidos ao último terço e o Sporting de Rúben adaptou-se. Elementos como Jovane ou TT perderam espaço porque já não encaixavam neste sistema, bem como Plata. E o Sporting suspirava por qualidade no jogo interior. As entradas de Sarabia e Edwards supriram esta lacuna, sendo que o Sporting atuava já com um elemento ofensivo que era o elo de ligação (Paulinho). Isto foi revolucionário em Amorim. O Sporting não era já a máquina oleada de velocidade, mas sim uma equipa que procurava ter bola e muito jogo interior para desbloquear jogos. E fê-lo com muito sucesso. Aos mesmos 85 pontos do ano anterior, o técnico juntou os oitavos-de-final da Champions e as meias-finais da Taça (caiu apenas aos pés da equipa que viria a erguer o troféu, o FC Porto).

O verão de 2022 trouxe as saídas abruptas de Palhinha e Matheus Nunes e, sabendo que o Sporting se tinha precavido  com as entradas de Ugarte e Morita (sempre tendo em mente o novo modelo implementado de posse e jogo interior), a equipa abalou e um arranque em falso na liga (4 pontos em 4 jogos) deitaram tudo a perder. Amorim voltou a apostar em  jogadores fortes tecnicamente mas pouco explosivos (Rochinha e Trincão). O Sporting teve momentos de brilhantismo (receções a Braga e Arsenal, bem como uns 45 minutos iniciais em grande frente ao campeão Benfica), alternados com outros de clara insuficiência (foi absolutamente atroz assistir à incapacidade da equipa contra o Varzim, em Barcelos, para a Taça). Amorim identificou uma lacuna, mas a sua teimosia impediu-o de ver mais cedo. O avançado de apoios estava em vias de extinção e, por muito que o Sporting criasse, era necessário que (1) alguém finalizasse com regularidade e (2) alguém  que pudesse romper com a previsibilidade na qual o jogo do Sporting caía em alguns momentos.

Em 2023/2024 o Sporting aposta num sistema híbrido. A equipa sente-se confortável com posse, com os seus centrais  evoluídos do ponto de vista técnico (Quaresma, Matheus Reis, Inácio e Diomande), o miolo com muita capacidade (Hjulmand, Bragança, Pote e Morita), a procura constante dos extremos Trincão ou Edwards do jogo interior e a profundidade de flanco dada por Nuno Santos, alternando com a irreverência de Catamo. Mas o Sporting tem uma arma  hoje que é a hipótese de esticar o jogo para o seu ponta-de-lança, tal como fizera 3 anos antes com Tiago Tomás. Gyökeres permite que a equipa alterne o seu modelo e isso tem sido uma das chaves do sucesso. Um futebol de posse e de muita  segurança ao mesmo tempo que Inácio, Hjulmand, Pote ou Morita não tem problemas em bater na linha para que Gyökeres crie um golo sozinho.

O preço a pagar pela evolução é precisamente a inconsistência defensiva. O Sporting é muito mais instável na transição e  também na defesa das bolas aéreas (as saídas de Palhinha e Feddal pesaram muito). Cabe a Amorim exponenciar a nova variabilidade tática e esconder as debilidades do sistema defensivo do Sporting, sendo que para tal faltam armas relevantes no banco. O Sporting tem um ótimo 11, mas terá sempre dificuldades para contrariar um jogo que não esteja a correr de feição (como aconteceu em Guimarães). O timoneiro do Sporting aposta claramente no risco, sendo que uma eventual onda de lesões, suspensões ou abaixamento de forma pode ser fatal (contrariamente às outras equipas que  lutam pelos mesmos objetivos, que tem plantéis mais recheados e profundos). Veremos em Maio.

Visão do Leitor: Neville Longbottom

VM-Desporto
Author: VM-Desporto

16 Comentários

  • AdeptoImparcial
    Posted Fevereiro 9, 2024 at 4:05 pm

    Parabéns Neville pelo texto! Bom ver mais um Sportinguista com artigos positivos e, acima de tudo, esclarecedores sobre alguns tópicos dúbios que muitos gostam de pegar para ajudar às suas narrativas. O Veridis Quo já tocou nisto, mas eu repito e insisto: é ridículo ver, ainda hoje, comentários sobre como o Amorim nunca muda a tática. Ou que a forma de jogar é sempre a mesma. Ou que a equipa joga da mesma maneira desde que o Amorim chegou. É absurdo. Os jogadores mudam de ano para ano e o treinador consegue sempre dar a volta ao texto, a maioria das vezes com os substitutos do ano anterior. É impressionante a capacidade de Amorim em elevar o nível de jogadores que muitos de nós nunca acreditavamos que tivessem qualidade para serem do plantel quanto mais titulares do Sporting.

    Disse no passado e acho que se ajusta perfeitamente aqui: a teimosia é a melhor qualidade e pior defeito de Amorim. Insistiu, contra tudo e todos, em manter Inácio no 11 quando era muito novo e ainda cometia erros claros; em dar tempo a Edwards para se ambientar ao novo mundo futebolístico mas também à sua vida em Lisboa; em suportar Paulinho e Trincão contra todas as críticas e mais algumas; em nunca deixar de apostar em jovens, mesmo quando alguns não deram bem… Mas também é a sua teimosia que levou a termos um único PL na época passada ou um Esgaio com muitos, mas muitoooos mais jogos com a camisola leonina do que devia ter. Ninguém tem dúvidas que as suas boas decisões são muitissimo mais que as más. Tem o direito de entrar do debate de treinador do século e, vencendo o campeonato este ano – e quem sabe, algo mais – talvez até tenha o direito é de nem ser comparado a mais nenhum – há que ter em conta todas as circunstâncias que rodearam a vinda dele.

    Por mim, ficava muitos mais anos. Gostava mesmo muito que ficasse, mesmo que perdesse tudo esta época. É igualmente uma lufada de ar fresco para a cultura desportiva do nosso campeonato, nunca fala de arbitragens, evita sempre conflitos jornalísticos e, das raras vezes em que não se conseguiu controlar, assumiu as culpas logo na conferência a seguir. É uma voz importantissima para o nosso futebol. Que tenha sucesso por onde passar, mas que fique o máximo de tempo possível por aqui.

    SL

    • Cody Madison
      Posted Fevereiro 9, 2024 at 7:45 pm

      AdeptoImparcial,
      __
      Concordo com tudo. E ainda acrescento: gostava que o Rúben tivesse uma estátua em Alvalade, ou no museu, como Sérgio Conceição, por exemplo, tem no FC Porto.
      __
      Ele merece tudo.
      __
      SL ?

  • Mushy
    Posted Fevereiro 9, 2024 at 2:01 am

    Este ano olhamos para o banco, uns jogos atrás 2 GR 4 centrais, 2 meio campo (um deles já saiu) e um para a frente.
    Agora temos apenas uma solução para a frente no banco que é o Paulinho, que por estar lesionado voltou haver ZERO soluções para a frente vindo do banco.
    Se acontecer algum azar, há zero opções para a frente
    Não compreendo como não tentaram ter mais alguém para a frente, mas no entanto foi-se buscar mais um central havendo 6 no plantel e um para meio campo.
    Aquelas teimosias de Amorim que custa os adeptos compreender

    • Francisco Ramos
      Posted Fevereiro 9, 2024 at 10:58 am

      E voltamos ao mesmo ram ram que já cansa. O plantel do Sporting tem os seguintes jogadores que podem jogar na frente:
      – Nuno Santos (onde jogou na época do título), Paulinho, Pote, Gyokeres, Edwards, Trincão e Geny (onde fez toda a formação).

      Eu conto 7 opções para 3 lugares! A teimosia do Amorim é querer grupos pequenos e é isso que ele tem… sempre. E já mostrei que ao dia de hoje tem um núcleo duro maior (com 15 opções) do que no ano do título (com 11/12 opções). Para dupla do meio campo tem mais 4 jogadores fixos (Morita, Bragança, Koba e Hjulmand) e Pote que pode jogar ali. Para a ala direita tem ainda Esgaio e Fresneda, mais Matheus Reis que pode jogar na esquerda quando não é central onde existe Quaresma, Coates, Inácio, St. Juste, Diamondé além do reforço Pontelo e o reformado Neto.

      Onde tem o Sporting um plantel com poucas opções?? Só podem jogar 10 à frente do GR e eu contei 7 centrais, 2 alas esquerdos, 2 alas direitos, 4 médios, 4 ofensivos e 2 pontas de lança. Parece-me suficiente, diria eu, já com os nervos!

      • antoine
        Posted Fevereiro 9, 2024 at 11:27 am

        Não é bem assim, porque se ele sobe o Nuno Santos ou o Geny, então vai ter de jogar com o Matheus Reis ou o Esgaio nas alas. Para tapares de um lado destapas do outro.

        Acho que acima de tudo fazia falta um jogador estilo Fatawu na frente, que por muito pouco disciplinado taticamente que possa ser, pode criar uma situação de golo fruto de 1v1 ou até de remate de longe.

        Para além disso, na minha opinião, faz falta outro ala esquerdo e um guarda redes, mas isso é para a próxima época.

        • Francisco Ramos
          Posted Fevereiro 9, 2024 at 11:54 am

          Que queiras opções de maior valia (Adan está em fase descendente, etc), até posso entender, visto que também eu as quero no Porto mas não me digam que o plantel do Sporting não tem soluções. Tem, os nomes estão aí e o núcleo duro de Amorim em minutos é superior em quantidade à época do título!
          Sobre Fatawu, o Sporting teve sempre um grande elemento por época, é isso que Amorim potencia (Pote, Sarabia e agora Gyokeres), logo essa é uma visão dos treinadores de bancada porque os elementos estão lá para aquilo que o treinador precisa (e nunca teve um abre latas que referes em 4 anos).

          • antoine
            Posted Fevereiro 9, 2024 at 2:46 pm

            Eu não disse que não tem soluções, mas também não tem muitas soluções. Nunca teve porque os que vieram não resultaram, com Arthur à cabeça.

            E nas primeiras duas épocas teve o Matheus Nunes que fazia muitos movimentos de dentro para fora, que desequilibravam de outra forma.

            O plantel do Sporting é desequilibrado, mas também não somos uns coitadinhos.

  • Pao com Presunto
    Posted Fevereiro 8, 2024 at 11:40 pm

    Gostei, venham mais análises destas

  • Meu nome é Toni Sylva
    Posted Fevereiro 8, 2024 at 9:10 pm

    É a melhor visão do leitor que já li aqui.

  • Mantorras
    Posted Fevereiro 8, 2024 at 6:48 pm

    Parabens pelo post Neville. Muito bem escrito e interessante.
    Concordo com as ideias gerais e nunca achei o Amorim um treinador inflexivel, na verdade, acho que esse “titulo” vem miuto mais das paixoes dele por Paulinho e Esgaio, do que em termos de sistema/dinamicas ou estrategias/abordagem especificas de jogo para jogo.
    Acrescentaria que ele, principalmente este ano, ja mostrou outro tipo de variabilidade, utilizando Paulinho e Gyo em simultaneo, e resolvendo a ausencia de Morita baixando Pote, e em ambos os casos alterando a forma como consegue fazer chegar a bola a linha da frente.

    • Tiago Silva
      Posted Fevereiro 9, 2024 at 9:06 am

      Concordo já se vêem várias dinâmicas diferentes neste Sporting de Amorim. O sistema é sempre o mesmo, mas ainda esta época já vimos o Sporting a defender em 4-4-2 algo que nunca acontecia noutras épocas, já vimos dinâmicas com o Inácio mais à frente no terreno, a do Pote no meio-campo mas jogando mais avançado em momento ofensivo (construção num losango com Hjulmand à frente dos 3 centrais e Pote ao lado de Edwards) se bem que esta dinâmica foi mais implementada na época passada. Ou seja vemos formas de jogar diferentes sempre dentro do mesmo sistema, é dedo do Amorim claramente. É um treinador extraordinário!

      • Veridis Quo
        Posted Fevereiro 9, 2024 at 3:57 pm

        O Sporting já defendia em 4-4-2 em vários momentos aquando da final four da Taça da Liga em 2021/22.

  • Veridis Quo
    Posted Fevereiro 8, 2024 at 5:16 pm

    É algo que, sem sentido, ainda é atirado ao Rubén Amorim. A ideia de que “joga sempre da mesma forma” e “é inflexível na estrutura”. Não há um único ano do Sporting em que a equipa apresente o mesmo tipo de futebol. Está lá uma base, mas que é muito camaleónica e que parte para várias formas. O Sporting de 21/22 é muito diferente de 20/21 e, com outra eficácia, acho que a explosão ofensiva que se vai assistindo em 23/24 podia ter acontecido nesse ano. Ter Paulinho sozinho não ajudou, porque essa equipa ficou a dever muitos golos à casa. A fome de golo que o Gyokeres tem, para lá de todas as capacidades futebolísticas, tinha dado jeito a essa equipa que se contentava com um 2-0 ou 2-1 e, fora Sarabia, era pouco agressiva na procura do golo.
    É muito bom treinador por várias razões. Sabe o que quer, sabe como lá chegar (pelo menos a nível interno já que Ten Hags e Gasperinis que surjam pela Europa às vezes são um quebra cabeças) e tem crença no que faz. Silas, por exemplo, à mínima contrariedade trocava de sistema e de jogadores.
    Tem os seus defeitos, alguns inexplicáveis, mas obviamente que é a melhor coisa a acontecer ao Sporting neste século.
    Vão ser 4 anos e meio (não me parece que haja algum cenário em que fique para lá desta época) muito positivos. Espero que com mais títulos, mas sabendo bem que há umas 3 coisas na conjetura atual do Sporting que podem deitar isso por terra. E, como tudo o que de positivo traz/trouxe, essas coisas e decisões também recaem nele. Vamos ver se a frente de ataque se aguenta sem problemas maiores e se a equipa sobrevive a Adán/Esgaio.
    Mesmo que não deixe mais títulos por cá, deixa um clube num estado imensamente mais saudável do que aquele que encontrou.
    Em 4 anos e meio trouxe para cá ou lançou uma boa % dos melhores jogadores que vi no Sporting. Adán (as duas primeiras épocas são do melhor que se viu por cá), Diomandé, St. Juste (pena o que se sabe), Coates, Inácio, Porro, Nuno Mendes, Palhinha, Ugarte, Matheus, Hjulmand, Morita, Pote, Sarabia, Edwards, Gyokeres. Há um 11 estratosférico no meio desta era de RA.

    • AdeptoImparcial
      Posted Fevereiro 9, 2024 at 4:10 pm

      Primeiro e último parágrafo na mouche. Não entendo como ainda há pessoas que têm a lata de dizer que jogamos sempre igual. E realmente, não era fácil construir o melhor 11 de sempre da Era Amorim. Ainda mais impressionante é a capacidade dele de perder Palhinha e João Mário, conseguir ter uma época igualmente fantástica com os seus suplentes Ugarte e Matheus. Perde Ugarte e Matheus, consegue evoluir um Morita proveniente do Santa Clara de forma inacreditável e vai buscar um Hjulmand que está melhor a cada jogo que passa. Como referes e bem, tem os seus defeitos, a teimosia com algumas coisas é frustrante às vezes, mas também demonstra que aprende com os erros do passado, corrigindo sempre os problemas principais da época anterior na seguinte.

      Nota só para achar injusto dizer “sobreviver a Adan/Esgaio” como se estes tivessem ao mesmo nível atualmente. Adán desde o jogo de Guimarães que tem estado impecável e a contribuir. Se formos a ver, o Coates é capaz de ter custado bem mais golos e não se diz essas coisas. Da mesma maneira que, por exemplo, a opinião sobre um Quaresma não é nem pode ser a mesma de há 2 meses, a opinião sobre um Adán também não pode ser igual. Esgaio sim senhor, xau amigo. O Geny é 1000x melhor e só um adepto muito doente diria o contrário :D

      SL

    • Veridis Quo
      Posted Fevereiro 8, 2024 at 5:26 pm

      E diga-se que a pressão em 4-4-2 e montar a equipa nesse sistema em alguns momentos não é deste ano. Sensivelmente a meio de 21/22 já se viam muitos momentos em que, fazendo freeze frame, era possível ver a equipa disposta assim.

  • Luke Skywalker
    Posted Fevereiro 8, 2024 at 4:55 pm

    Excelente texto.

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