Uma das melhores corridas do ano trouxe também dois momentos pouco vistos: Hamilton ficou fora de uma corrida depois de 33 provas seguidas a terminar nos pontos (não desistia desde Malásia 2016), e a Mercedes não tinha os seus dois pilotos a retirar-se desde o GP australiano em 2011 (ainda com Rosberg e o Kaiser ao volante). Aproveitou o jovem holandês para a primeira vitória da época – e primeira vez na carreira que faz pódio em 3 corridas consecutivas -, que é também a estreia da Red Bull a vencer no “seu” circuito; e o alemão da Ferrari aproveita para regressar à liderança do Mundial de pilotos, uma semana antes de visitar o terreno do grande rival em Silverstone.
Max Verstappen venceu o Grande Prémio da Áustria em Fórmula 1, numa prova marcada pela desistência dos dois carros da Mercedes, que largaram da frente na grelha mas enfrentaram problemas mecânicos irreversíveis e deram um triunfo inesperado à Ferrari. Valtteri Bottas, que partiu da pole position, foi apertado na curva inicial por Kimi Raikkonen e perdeu a liderança para Lewis Hamilton, que parecia partir para uma corrida tranquila. Mas um erro nas boxes da Mercedes, que não pararam Hamilton sob o virtual security car (por causa da desistência de Nico Hülkenberg), e as temperaturas elevadas na pista, que desgastaram muito os pneus, obrigaram a paragens extra e mudanças de estratégia. Os DNF sucederam-se depois disso, primeiro Bottas com problemas hidráulicos, seguindo-se Daniel Ricciardo (Red Bull) que perdeu a caixa de velocidades, e Brendan Hartley (Toro Rosso) com problemas mecânicos. A menos de 10 voltas do fim foi Hamilton, já depois de uma paragem extra para mudar de pneus, a ter problemas mecânicos e ser obrigado a uma rara desistência. Até ao fim Stoffel Vandoorne também se retirou com problemas na caixa de velocidades. Lá na frente Verstappen aguentou o ritmo com os pneus no limite, e o melhor que o 2.º Raikkonen e o 3.º Sebastian Vettel conseguiram foi colocar uma mancha vermelha nos retrovisores do holandês. E se a construtora austríaca celebrou uma vitória inédita no Red Bull Ring de Spielberg, Vettel também tem motivos para celebrar já que, depois de largar em 6.º na grelha (sofreu uma penalização de 3 lugares por fechar o caminho a Carlos Sainz na qualificação), a desistência do rival britânico significa o regresso ao topo do Mundial de pilotos: 146 pontos para o alemão da “Cavalo Rampante”, 145 para Hamilton.
Nota ainda para os 4.º e 5.º lugares dos Haas de Romains Grosjean e Kevin Magnussen, o 8.º posto de Fernando Alonso (McLaren) que regressa aos pontos pela primeira vez desde o GP de Espanha, e para os Sauber que continuam a surpreender, fazendo uma “dobradinha” em 9.º e 10.º com Charles LeClerc (terceira prova seguida nos pontos) e Magnus Ericsson. A acção dos monolugares continua já no próximo fim-de-semana com o GP da Grã-Bretanha, no mítico circuito de Silverstone.



3 Comentários
Thedmgb
E já vão 3 as corridas neste campeonato em que a estratégia de corrida da Mercedes tira a vitória ao Hamilton… Austrália, China e agora Áustria… Ridículo.
Consuela
Muito bem o Engenheiro a admitir desde logo a culpa, super profissional.
DNowitzki
Eu diria que foi a unidade de energia.