Marcus Edwards deu o triunfo ao Vitória SC diante do Marítimo (1-0) com um golo que já é uma espécie de imagem de marca.
GOLO! Vitória SC, Edwards aos 24', Vitória SC 1-0 Marítimo M. #LigaNOS #VSCCSM
🎥⏱ https://t.co/OTuTqAsbpm pic.twitter.com/McafGG1Ymb— VSPORTS (@vsports_pt) July 19, 2020


19 Comentários
Alfred
10/15 milhões (valor da cláusula) é muito dinheiro para os grandes o comprarem, mas no dia seguinte aparece um tozé numa liga brasileira/Argentina e estão logo dispostos a pagar dois dígitos mais comissões chorudas para empresários
Reaper
O Edwards não tem cláusula.
Alfred
Tem razão toda a razão! Li umas notícias que havia discussões no sentido de haver cláusula desse valor mas não se concretizou
Wey
Edwards nas maos de JJ era mel.
El Pipito
O JJ que meta os olhos nisto e que esqueça os contentores lá do Brasil.
Chico
O Vitória tem um departamento de scouting que impõe respeito.
TheWizard
“Uma imagem de marca” (à Brasil, kkkkkkkkk), Quando o Edwards é, unanimemente, um dos melhores jogadores, extra três grandes, da Liga Portuguesa, isto revela muito do nível em que estamos.
Antonio Teixeira
O problema nem é o edwards ser um dos melhores mas haver poucos com a qualidade dele fora dos grandes.
Ps considero o jogador mais interessante fora dos 3 grandes + braga porque contando com o braga tanto o Horta como principalmente o trincao são superiores.
TheWizard
Concordo com o raciocínio António.
João Ribeiro
Todas as outras pessoas são estúpidas, você é que é um génio. Provavelmente até nem é de cá, deve vir do espaço, daí ter uma inteligência superior.
TheWizard
Do sítio de onde venho, não tentamos diminuir quem tem uma opinião diferente da nossa. Acreditamos no debate e no quanto posições contrárias podem ser complementares e enriquecedoras do conhecimento.
Bruno Cunha
É este para o Benfica de Jesus, encaixa mesmo no estilo de extremo do seu jogo
É um pouco caro mas sendo Inglês pode estar aqui uma mina de ouro
João Ribeiro
Que jogador este pequeno Messi inglês! Sem dúvida o melhor artista que já vi em Guimarães e é daqueles jogadores que, mesmo num jogo como este que para nada contava, vale a pena ver o jogo para o ver. Fico com muita pena, e algo triste até, desta pandemia ter tirado a oportunidade aos vitorianos de se despedirem com uma ovação do maior artista que já por cá passou (o que é diferente de melhor jogador).
Quanto ao jogo, o Vitória teve um jogo bem conseguido e ao longo deste jogo foram expostos três dos quatro problemas que, na minha ótica, levaram a que o campeonato fosse abaixo das expectativas:
1 – As substituições de Ivo. Ao longo de toda a época foram notórias as dificuldades de Ivo Vieira ler o jogo e saber quando, e principalmente como, conseguir mexer na equipa de modo a que o Vitória acabasse a congelar e a controlar o jogo. Ao longo da época vimos diversas vezes o Ivo, quando em desvantagem, a mexer bem para projectar a equipa para o ataque, e de cabeça me recordo do jogo em Frankfurt, em Paços de Ferreira e em Barcelos. Mas a quantidade de jogos em que o Vitória domina por completo e acaba por perder o controlo dos jogos após uma mexida do Ivo são inúmeros e revelaram-se fatais. Hoje voltou a acontecer isso é o Vitória só não empata mais uma vez porque o poste desta vez nos salvou, algo que não aconteceu em jogos no Berço com Boavista, Famalicão e Gil Vicente, mais uma vez 3 jogos que me vêm à cabeça no meio de muitos.
2 – As excessivas opções para um setor tão fulcral como o meio-campo. Nunca a expressão “o que é demais é erro” fez tanto sentido. O Vitória atacou a época com um número absurdamente grande de meio-campistas, contando no total com 9 jogadores para 3 posições. Tal fez com que grande parte dos jogadores não tivessem continuidade ao longo da época e nunca atingiram um pico de forma ao longo da época (a exceção foi o Pêpê e João Teixeira). E lembrei-me disto vendo o jogo de Poha. Quem não se lembra de ver Poha nos primeiros jogos da época a fazer exibições de grande qualidade e a ser o motor do Vitória? Depois da pequena lesão que o tirou de alguns jogos nunca mais voltou ao mesmo, e isto porque nunca teve continuidade, ia sendo lançado aos poucos. Evangelista igual, quem não se lembra de espalhar técnica quando chegou, em jogos com o Eintracht em Guimarães, em Tondela ou no Dragão? Evangelista era até o melhor jogador do Vitória até ao jogo com o Braga em Guimarães, depois disso uma lesão e mais um que não conseguiu ter regularidade para voltar a atingir a sua forma. Depois ainda o caso André Almeida, que teve um grande começo de época mas que pagou pelo excessivo número de jogadores para a sua posição. A comprovar ainda mais este ponto, se viu que Ivo Vieira a certo ponto da época também esteve perdido, tanto que passou metade da época com um trinco puro (Musrati ou Mikel) para de um momento para o outro jogar Pêpê a 6. Pêpê rende bem a 6 e gosto de o ver assim, mas as dinâmicas com Pêpê ou com um trinco são totalmente diferentes e não foi coincidência que o Vitória, quando trocou de figurino no meio-campo, tenha tido tão maus resultados ao começo tendo começado a ganhar jogos consecutivos nesse figurino de um 6 construtor passados uns 2 meses. Foram dinâmicas totalmente diferentes com que os jogadores tiveram de jogar de um momento para o outro e levou tempo a que fossem adquiridas. O que é demais é erro, e este foi mais um dos problemas do Vitória.
3 – Bruno Duarte. Muitas pessoas dizem que o Vitória não pode ter um ponta de lança como o Bruno Duarte. Na minha opinião não podiam estar mais erradas. O Vitória não pode é dar-se ao luxo de ter um ponta de lança com a qualidade do Bruno Duarte e não aproveitar para fazer dele o centro do ataque. Este jogo foi perfeito para mostrar o quão ingrato é o seu papel nesta equipa. Poucos toques na bola, apesar de todos os seus toques terem sido de qualidade e terem criado uma oportunidade de criação de alguma jogada. Mas o papel de Bruno Duarte é o que se viu no golo ( e até isso faz bem), ou seja, segurar os centrais para que os extremos (por norma Edwards) faça a sua incursão e possa ou rematar ou servir o médio que apareça nas costas de Bruno Duarte (hoje estava a aparecer André mas ao longo da época João Teixeira foi quem mais beneficiou fazendo 8 golos). Assim, um avançado de qualidade e tão completo como Bruno Duarte está a ser totalmente desperdiçado, e hoje, no único remate que fez ainda acaba por marcar golo, pena que não tenha contado. Quem vê com atenção e regularmente os jogos do Vitória percebe que para o papel que tem o seu registo de golos é muito interessante. Acho-o muito parecido a Henrique Dourado, e jogadores assim precisam de ser servidos e não servir outros. Acho que para o ano vai explodir.
4 – Bolas Paradas. Hoje até tivemos poucos lances de bolas paradas e até criamos algum perigo, mas basta dizer que o Vitória tem quase 300 cantos e 2 golos marcados na época. Basta ver o número de golos de bolas paradas que Porto, Rio Ave ou Famalicão têm para percebermos o quão importante são este tipo de lances. E é que nem sequer se pode queixar da ausência de bons executantes ou de bons cabeceadores, porque o Vitória tem jogadores capazes de pegar bem na bola e bons cabeceadores, como Bruno Duarte, Pedrao, Mikel ou Venâncio (e até chegou a ter Tapsoba), simplesmente as bolas paradas eram muitíssimo mal preparadas. Nunca houve jogadas combinadas, os cantos do Vitória era tudo ao molho na pequena área e pontapé para lá. Não é de estranhar que mais de metade dos cantos tivessem acabado a passar por cima da baliza ou nas mãos do guarda-redes.
Dar uma última palavra para o Jonathan. Estar 16 meses sem competir e lesionar-se no treino quando se estava prestes a estrear deve ser duríssimo para um profissional de futebol. Os mais sinceros votos de uma melhora rápida.
Tiago Silva
Craque mesmo, de certeza que não irá continuar em Guimarães na próxima época!
Tiago Lemos
Melhor jogador do campeonato a par de Corona e Pizzi (atenção que o Pizzi não sendo muito apreciado pelos benfiquistas é o melhor marcador e melhor assistente do campeonato).
Confesso que não acompanhei o Guimarães como gostaria. Não têm plantel para terem ficado em 5° tranquilamente?
Filipe Ferreira
Depende, em condições normais sim. Mas o Rio Ave não tem também esse tipo de plantel? E o Famalicão? Todos eles mereciam o 5º lugar, mas no final é só para um.
Tiago Martins
Edwards é talento puro. Capacidade técnica notável, boa capacidade de remate, recepção e condução de bola ao nível dos melhores. Deverá melhorar na decisão dos lances e na constância ao longo dos 90 minutos, mas com toda a capacidade e potencial está ali o jackpot vitoriano para o próximo defeso (seria um óptimo reforço para o Benfica, mas acredito mais que rume à Premier League).
Fico com pena do Vitória não alcançar um lugar europeu, tinha elenco e futebol para isso. Não entendo a aposta no Ola John, prende sempre muito o jogo, Poha também emprega mais pulmão e raça ao jogo do que propriamente qualidade.
Quanto ao Marítimo, claramente subiu de patamar com José Gomes. Destaque lógico para Nanu e Rodrigo Pinho, fundamentais nesta retoma e jogadores para outro patamar.
Sednem Semog
“Nanu e Pinho são jogadores para outro patamar”. Quais são esses clubes?
João Ribeiro
É fácil entender a aposta em Ola John: é o extremo que melhor define e é o único que tem capacidade de ir à linha e servir as zonas de finalização com clarividência, o que faz com que o ataque do Vitória seja mais imprevisível com ele em campo, pois os restantes são extremos pouco verticais. Não é à toa que é o 2° jogador com mais assistências no Vitória em apenas 16 jogos! O estilo pode não agradar, mas compreendo totalmente a sua aposta e é até bastante injustiçado pelas opiniões… Mais um dado para perceber o porquê de Ola John ser aposta: em 12 jogos a titular do Ola John, o Vitória venceu 7, empatou 1 e perdeu 4. O mal dele é durar apenas 60 minutos e ter um estilo sonolento, mas é sem dúvida uma peça importante para o ataque vitoriano.