A vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos EUA não passou ao lado do Mundo do Desporto. Foi público o apoio das principais figuras da NBA a Hillary Clinton e como é óbvio a vitória do candidato republicano não caiu bem. Ontem, Steve Kerr, treinador dos Golden State Warriors, expressou esse descontentamento com um discurso arrasador.


12 Comentários
Kafka
Já agora o Kerr que não passa de um hipócrita, pois esta indignado com o Trump mas não está indignado com aquela coisa chamada Hillary, espero que se Golden State vencer o campeonato esta época, se depois o Trump convidar Golden State para irem à casa branca (como é os presidentes da América fazerem em várias modalidades) ele tenha a decência de não ir
Mas veremos depois se o hipócrita do Kerr vai ou não
Afonso VitoriaSC
eu acompanho NBA e ao ja li por ai a maioria diz rejeitar ia a casa branca com trump .. e acredito que os Warriors se forem campeoes da NBA nao poe um pe na casa branca
Nuno R
E para aqueles que já estão a googlar “abrigos nucleares baratos olx”, tenham calma… já tivemos um bêbado (que também gostava de tomar liberdades com as suas mãos em partes íntimas de senhoras e senhoritas) de posse do 2º maior arsenal nuclear mundial, e nunca carregou no botão por descuido.
Há que ter prudência e cautela, mas também alguma fé
Nuno R
No meio de tanto politólogo e analista, esta terá sido a melhor análise de todas.
A nossa sociedade está transformada num circo, naturalmente que mais cedo ou mais tarde os palhaços chegam ao poder.
O mais trágico nem é a eleição deste senhor, mas a negação das evidências, a continuada transmissão da ideia de que “isto” só é possível nos EUA, e de que quem o elegeu foram os broncos e iletrados. Mantemos a nossa superioridade europeia, embora tenhamos presenciado um referendo num país ultra-civilizado em que boa parte votou enganada(?), e tenhamos já levado com um Berlusconi, que basicamente é um Trump com melhor cabelo, mas sem acesso directo a ogivas nucleares. Mesmo em Portugal tivemos o fenómeno Tino; a sorte (ou azar) é que este é um palhaço pobre, caso fosse um rico, e em vez de calcetar ruas erigisse Torres e fosse casado com a Sara Sampaio, poderia perfeitamente arredar os afectos do prof Marcelo de Belém.
Continuemos assim, a negar os Trumps, as LePens, os Farages e Cia. Que só os burros votam neles, e que a malta esclarecida continua a depositar a cruz no sítio certo. Que não há descontentamento com a classe política, com os lobbies económicos e militares, que não há medo da perda de direitos sociais, que não há desencanto, que exista quem prefira rebentar com o Sistema através de uma Trumpada do que mantê-lo neste limbo eterno.
Continuem a negar que não foi só o Trump a vencer, mas também a Hillary a perder porque, desta vez, as pessoas decidiram legitimamente não optar pelo mal menor. Porque se recusaram a votar em alguém em quem não confiavam, simplesmente para que o “outro” não pudesse vencer. Bem sei que o voto útil é argumento #1 em Portugal, mas desta vez não pegou, temos pena. E não, fazer História elegendo a 1ª mulher Presidente não é motivo suficiente para colocar na Casa Branca alguém que durante 30 anos se vendeu aos mais diversos interesses corporativos.
Bem se esforçou a CS, americana e europeia, por mostrar os (imensos) defeitos do sr. Trump, colocando até no debate conversas privadas que assim se deveriam manter, mas por mais sketches que façam no saturday night live, os defeitos da Sra Hillary também lá estavam, e quiçá em quantidade superior às suas qualidades.
Quando um debate que se quer político se centra em frases curtas, tweets e análises de carácter, quando se cria um espectáculo para entreter as massas ao invés de informar, a coisa pode cair para o lado do tipo que tem mais queda para o entretenimento. Foi o que se passou.
O mais incrível, e aqui fico altamente pessimista e descrente no entendimento humano, é como tanta gente achava impossível (seria improvável, mas apenas isso) o Trump vencer. Talvez porque pensem que os EUA, ou Mundo, cabe na sua conta de facebook, e que os seus amigos digitais são representativos de quem vota (sério, não são… não são).
Citizen_Erased
Trazes e bem o tino, mas é o Sr. Engenheiro? E agora anda aí com o nariz empinado como se nada fosse…
Nem é exclusivo a orientações políticas, esquerda ou direita, infelizmente é (quase) tudo o mesmo…
Mas como dizes, a suposta superioridade livra-nos destas coisas!
TheRevolution
Isso tudo. As pessoas descontentes com o sistema politico e manipulação da CS, vão votar nos populistas. Daí Trump ganhar e Le Pen estar na frente das sondagens (mas para ela será mais dificil, devido ao sistema de eleição). Quando os direitos sociais que achamos certos e damos por garantidos começarem a desaparecer, o que vão fazer?
Neste momento a EU está por um fio e maioria não parece querer ver isso, principalmente a CV. Já tivemos o Brexit, agora Trump e começo a rezar para que a proxima não seja a Le Pen…
Kafka
E se a Hilary tem ganho o Kerr teria o mesmo discurso? aposto que não…
É que a Hilary é igual ou pior ao Trump, pois ela também é uma mulher de plástico, sem principios, capaz de vender a alma ao diabo para atingir os seus objectivos, que pertence à elite e trata o povo abaixo de cão, uma falsa, racista, e xenofoba (sim sim, ela também é racista e xenofoba, é só irem investigar a história dessa Senhora e tudo o que ela já disse e fez para se provar isso, apesar a CS ter vendido que ela era Deus na Terra)
Trump é mau, mas a Hilary seria igual porque é EXACTAMENTE IGUAL a ele, com a diferença que o Trump diz o que pensa e a FALSA da Hilary pensa/faz mas não diz/esconde para ficar bem na fotogradia …e o povo Americano deu um valente chapadão na CS e nas Elites…
Portanto incrivel aqui não é a vitória do MEDIOCRE Trump, incrivel é a América ter levado a jogo 2 candidatos exactamente iguais e que primam AMBOS pela extrema mediocridade…
Demadrogo
A grande diferença entre Trump e Hillary é o impacto cultural imediato, ou seja: a vitória de Trump valida a cultura do ódio, como se viu logo na manhã a seguir às eleições. O vizinho do lado que detesta negros, latinos ou homossexuais sente que tem, agora, o direito de ser opressivo.
Daervar
O Kerr toca em alguns pontos importantes e são esses que realmente importam, não suposições sem sentido sobre o carácter mais ou menos escondido dos dois candidatos. O mais relevante de todos é ninguém saber exactamente o plano de Trump daqui para a frente.
É claro que sua presidência não terá o tom do que falou nos últimos tempos, para mim isso é claríssimo. Mas o que vai fazer para dobrar o crescimento económico como prometeu? O que vai fazer para criar 25 milhões de empregos nos próximos anos? Como vai fazer com o sistema de saúde? Qual vai ser o papel dos EUA no mundo a nível social, económico e militar?
Estas são, depois de se esquecer aquilo que de facto não interessa para nada, só para reality shows na verdade, as grandes questões.
Em relação à atitude do Kerr, não percebo a falta de respeito que grande parte dos apoiantes democratas estão a demonstrar pela democracia e povo americano. Este é o sinal claro que o americano de classe média/baixa e sem acesso a educação superior está fartinho da classe política.
Nuno R
Alguém perguntou ao Sócrates como ia criar 150000 novos empregos?
Como o Costa vai reformar o SNS? Se o Passos Coelho ia finalmente reformular as forças armadas? Qual o plano económico do jerónimo? Ou como a Catarina vai renegociar a dívida?
Algum de nós leu um programa de governo dos partidos que foram a eleições? E os que leram, viram lá propostas concretas, com prazos e medidas?
O Kerr falou nos debates em clima de Jerry Springer, pareceu-me uma crítica a ambas as partes. E que no caso em particular pode ter prejudicado a candidatura democrata, pois a Clinton estaria melhor preparada para um debate centrado em políticas, e não em politiquices
Guilherme Pacheco
Isto.
Humberto Cruz
A eleição do Trump deixa-me um pouco estupefacto mas a verdade é que a Clinton também seria uma eleição ridícula. Os americanos tiveram uma excelente pontaria para nomearem estes dois candidatos…