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Visão de Mercado: NBA – “1ªs picks no Draft de 2014 para conseguir Jabari Parker, Marcus Smart, Julius Randle e principalmente Andrew Wiggins”: Utah Jazz, Orlando Magic, Charlotte Bobcats, Phoenix Suns e Philadelphia 76ers

Há quem lute pelo título, há quem lute pelo acesso ao playoff, ou simplesmente por vitórias. Mas também há quem tenha por objectivo perder o maior número de jogos possível. Isto acontece porque, quanto pior a classificação, maiores as probabilidades de alcançar uma posição alta no draft seguinte. Por isso, equipas em fase de reconstrução, ou que simplesmente chegaram a um ponto de estagnação, optam por abdicar de ter elencos competitivos, para melhorarem as possibilidades de obterem a próxima super-estrela via draft pick. Ora o próximo draft promete ser invulgarmente rico em termos de qualidade (e quantidade de jogadores marcados como futuras estrelas, tais como Marcus Smart, Julius Randle ou Jabari Parker), sendo descrito como um dos melhores de sempre em termos globais. Ainda por cima, tem à cabeça Andrew Wiggins que, justificadamente ou não, é comparado a Lebron James. Conjugando estes factos, ficamos com um lote de equipas que entram nesta temporada em pleno “tank mode” (designação para quem “perde de propósito”). Estas equipas entram no ano com o principal objectivo de obter primeira posição do draft, tendo como secundário acumular picks (por intermédio de trocas com outras equipas), que lhes permita adquirir o maior número de jogadores possível neste draft que, como referido, promete muito.
Charlotte Bobcats – Boas notícias para os Cats, pela primeira vez desde há muito, possuem um jogador de elevada qualidade, na figura de Al Jefferson. As más notícias, é que ainda não vai servir de muito. O ex-Utah traz pontos e qualidade no jogo interior, mas não chega para levar os Bobcats para um patamar de qualidade superior. Charlotte está em modo rebuild há diversos anos, e esta temporada promete mais do mesmo. O facto de finalmente terem assegurado um jogador de primeira linha é um bom primeiro passo, mas ainda há muito por fazer. Kemba Walker é, para lá de Jefferson, a única ameaça ofensiva consistente, sendo que o resto do plantel é composto por jogadores ainda em desenvolvimento (como Michael Kidd-Gilchrist, Jeffery Taylor, Biyombo, Cody Zeller ou Gerald Henderson), ou por outros já na curva descendente (Sessions, Haywood ou Ben Gordon). Charlotte tem pago caro o preço da instabilidade (as trocas de treinador são constantes) e de escolhas erradas no draft (a começar pela nº2 de 2004, Okafor, que mostrou que o virtuosismo de MJ não passou do campo para o escritório), que se têm revelado na maioria verdadeiros fiascos. Este ano a estratégia passará por potenciar ao máximo a dupla Walker-Jefferson, implementado um estilo de jogo que use ao máximo o exímio jogo interior do poste. Os jovens terão de crescer (por exemplo MKG tem de render muito mais), e provavelmente elementos como Ben Gordon (13M, fim de contrato), Ramon Sessions e/ou Brendan Haywood podem ser trocados de modo a que Charlotte tenha mais opções no draft. Ou seja, espera-se mais uma longa temporada, repleta de derrotas, trocas, com alguns lampejos de basquetebol.
Objectivo: exponenciar a dupla Walker-Jefferson, rodeá-la de role players, e obter picks para o draft de 2014.
Melhor cenário: cumprir o objectivo acima, e tentar não desperdiçar o draft de 2014 com escolhas absurdas (especialidade da casa).
Pior cenário: mais reforços, mais reconstrução, mais jogadores sem qualidade para ter minutos decentes na NBA.
X-factor: Ben Gordon; no último ano do contrato oferecido por Joe Dumars, Gordon é um elemento interessante para qualquer equipa com aspirações, pois ainda pode ter bom rendimento a partir do banco.
Orlando Magic
Orlando conseguiu o feito de ter a pior marca de 2013/14 (embora a sorte não lhe tenha sorrido na lotaria), e é um dos candidatos a repetir a proeza (porque quer já que o elenco até permitia algo mais). Os Magic, estão basicamente divididos em dois grupos: de um lado, os jovens que fazem parte do futuro, tais como o Oladipo (forte candidato a rookie do ano), Vucevic (excelente poste), Maurice Harkless (bom defensor, quem sabe um futuro Iguodala) ou Tobias Harris (muitos tiques de Jeff Green). Do outro, veteranos (Glen Davis, Jameer Nelson, Afflalo) que servem essencialmente para enquadrar os jovens, ou para moeda de troca com outros conjuntos mais fortes que pretendam reforços para as suas segundas linhas. Em termos de competitividade não se espera muito, embora os jovens tenham muita qualidade. Homens como Davis (lesionado) ou Nelson passam por norma bastante tempo no estaleiro, o que também não ajuda. Mas isso acaba por ser bom para as pretensões de Orlando, que estão naquela fase do quanto pior, melhor.
Objectivo: Andrew Wiggins (os Magic sempre que conseguiram a 1ª escolha, esse elemento tornou-se uma estrela da NBA), e mais umas quantas escolhas do draft (já tem mais uma pick proveniente de Denver ou NY).
Melhor cenário: libertar espaço salarial durante o ano trocando Nelson, Affalo (tem bastantes interessados) e Davis), que permita juntar ter mais picks na 1ª ronda do Draft de 2014 e conseguir também um ou mais FA de elite no final da época.
Pior cenário: o espírito competitivo de Oladipo tornar a equipa mais vencedora do que devia e os Magic ficarem numa zona de ninguém, outro cenário complicado é não trocar ninguém (Orlando quer desesperadamente mais uma 1ª pick).
X-factor: Turkoglu; o turco tem um contrato de 12M a terminar, e pode ter equipas (ainda) interessadas no seu concurso.
Utah Jazz
No final da temporada passada, a pergunta era: quantos FA irão os Jazz trazer de volta? A resposta: nenhum (entretanto Tinsley regressou). Utah concluiu que o seu plantel, embora competitivo, nunca permitiria mais do que o acesso ao playoff numa posição baixa. Por outro lado, possuíam um conjunto de jovens com reconhecido potencial, mas tapados pelos mais experientes. Daí, optaram por deixa sair jogadores valiosos, como Jefferson, Millsap ou Williams, e apostar tudo nos seus jovens. Por outro lado, absorveram de Golden State os elevados contratos, mas que expiram no fim do ano, de Biedrins, Jefferson e Rush, de maneira a que possam encarar a FA do próximo Verão com bastante flexibilidade salarial (além de abrir caminho a renovações). Desportivamente falando, não há muito a dizer; a equipa pode ter talento, mas tem pouca experiência, e praticamente zero de opções. A principal tarefa de Ty Corbin vai ser a de dar minutos aos jovens, preparar um núcleo para a próxima temporada, e apresentar um basquete divertido que compense o péssimo registo de vitórias que certamente irá estabelecer. O cinco inicial passará pelo rookie Trey Burke (ficará de fora algumas semanas), considerado o melhor líder de entre os PG do draft, e um base “à Jazz”, Alec Burks deve começar a SG, Gordon Hayward, jogador muito completo (um pouco à imagem de Kirilenko) fará a posição de SF (pode também ser SG), Favors será o PF, e terá de demonstrar não só ser uma presença defensiva mas também contribuir no ataque (normalmente os Jazz usam muito o jogo interior), enquanto que Kanter começará a poste. O banco é composto por jogadores de refugo (como John Lucas, Tinsley, ou os detritos de GS, que pouco tempo terão, pois não fazem parte do futuro), mas deve ter-se especial atenção a Evans (já venceu o concurso de afundanços, mas até agora não mostrou saber fazer mais que isso) e o rookie francês Gobert, que dizem conseguir chegar ao cesto sem saltar, devido à invulgar extensão dos seus braços, aliada à estatura. Utah vê aqui potenciais All-Stars, em especial no cinco inicial, este ano dará para aferir se estão ou não correctos. Competitividade, só para o ano.
Objectivo: preparar o futuro; os objectivos desta temporada passam renovar com os jovens elementos do núcleo, dar-lhes minutos e experiência, e obter posições altas no draft de 2014, em especial aquela que permita aceder a Wiggins.
Melhor cenário: Trey Burke, Hayward, Wiggins, Favors e Kanter no jogo de abertura de 2013/14.
Pior cenário: desenha-se no caso de se concluir que afinal a qualidade do núcleo jovem não é assim tanta.
X-factor: Karl Malone; o carteiro foi chamado à sua casa de sempre, de modo a servir de tutor aos “grandes” Favors e Kanter. Veremos quais são os efeitos de ter o segundo marcador de sempre como mentor.

Phoenix Suns
Dúvidas houvesse quanto ao rumo traçado por Phoenix este ano, a recente troca de Gortat (em que receberam o lesionado Okafor, em fim de contrato) dissipou-as. Phoenix atirou-se de cabeça para o fundo da classificação, e vai fazer tudo para lá ficar. O único objectivo passa por assegurar uma posição que dê a maior probabilidade possível de sacar Andrew Wiggins, ao mesmo tempo que acumulam picks num draft que se prevê invulgarmente recheado de talento. Quem é adepto de Phoenix, e espera vitórias, competitividade e qualidade, sente-se, e aguarde pelo próximo ano. Quanto aos jogadores, Eric Blesdoe é o mais próximo que se pode encontrar de um atleta de top, o que diz muito. O ex-suplente de Chris Paul vai finalmente liderar um conjunto (ou algo parecido), restando saber se está à altura, e se algures a meio ou no fim do ano renova o seu contrato. A seu lado, Dragic forma uma invulgar dupla (dois puros PG não é comum), isto se não for trocado, pois é um jogador com valor, e seria um excelente backup para qualquer equipa com reais aspirações. Destaque para o regresso de Frye, após um ano de fora por doença. Muitos jovens, com potencial ainda por provar, como os irmão Morris (Marcus e Markieff), os rookies Alex Len (que pode ser titular, agora que o polaco saiu) e Archie Goodwin, e alguns veteranos como PJ Tucker ou Gerald Green, têm acima de tudo um ano para provarem o que valem, a Phoenix ou a quem esteja interessado nos seus serviços. Basicamente, o Jeff Hornaceck vai ter ao seu dispôr um plantel a roçar o fraco, do qual deve seleccionar aqueles que valham a pena manter para o ano. Espere-se mais movimentos fora de campo (Phoenix vai tentar atrair mais jovens, e acumular picks) que dentro. Desportivamente falando, muitos dos jogos de Phoenix devem passar por autênticos massacres, com os homens de Arizona do lado errado do campo de tiro.
Objectivo: perder muitos jogos, de modo a lutar pela posição nº 1 do draft de 2014 (os Suns podem ter 4 primeiras picks em 2014).
Melhor cenário: ter pessoas a ver os jogos e a acreditar no futuro da franchise, pois vai ser uma longa, longa época em Phoenix. Bledsoe pegar na tocha deixada por Steve Nash (e renovar) também seria bom.
Pior cenário: ser “ultrapassado” por equipas como Orlando, Utah ou Philadelphia.
X-factor: Dragic é o segundo jogador mais caro da equipa (a seguir a Okafor), e com Bledsoe em campo, é natural que seja trocado a meio da temporada.
Philadelphia 76ers
Para quem não sabe o que significa “tanking”, faça o favor de olhar para os Sixers. Depois de ficarem à porta do playoff, Philadelphia despachou o seu melhor jogador (Holiday) em troca de uma sexta escolha num draft pouco esperado, que usaram num poste que está lesionado, e provavelmente nem contribuirá este ano. Philadelphia seleccionou Michael Carter-Williams para liderar um dos piores conjuntos de sempre, em que os “melhores” são Evan Turner e Thaddeus Young. Spencer Hawes é dos poucos que ainda tem algum cartel na NBA, restando saber se fica até ao fim do ano. Idem para Jason Richardson, que nesta fase da carreira não deve ter muita vontade de estar no banco a ver a sua equipa ser massacrada. Desportivamente falando, esta equipa é um desastre, e nem merece especial atenção. É o pior conjunto, e em termos de nomes, candidato número 1 ao 30º posto. Em termos de gestão, a coisa promete… Philadelphia já assegurou três picks no draft (uma de 1ª ronda) para lá da sua, e possui em Hawes, Kwame Brown e Richardson boas moedas de troca. A sua massa salarial permite atacar a FA com toda a força, o que, aliado a boas escolhas no draft, pode acelerar o processo de reconstrução. O objectivo único é mesmo ficar com Wiggins, considerado um franchise player ao nível de um LeBron. Juntar ao SF um ou dois FA de topo, chega e sobra (assim esperam) para recolocar Philadelphia entre os melhores.
Objectivo: Wiggins; a equipa foi cuidadosamente desenhada para perder, e certamente não vai defraudar as expectativas.
Melhor cenário: obter Wiggins, e já agora, ter afinal em Evan Turner um elemento de qualidade, coisa que não demonstrou o ano passado
Pior cenário: Não conseguir um dos 4 jogadores mais valiosos do próximo Draft. Os 76ers são a pior equipa da NBA, mas este ano vai haver tanta luta pelo último lugar como pelo 1º e isso pode atrapalhar as contas do conjunto de Philadelphia.
X-factor: Nerlens Noel; o poste pode ficar de fora a recuperar o ano todo, ou pode ainda mostrar-se este ano, e provar que aqueles que denegriram a classe de 2013 estão errados.
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Nuno Ranito

18 Comentários

  • Miguel Silva
    Posted Outubro 29, 2013 at 2:24 pm

    Pois, acredito que sim. É por isso que levantei esta questão, por me parecer que, nessas ocasiões específicas, colocam em causa a seriedade da competição.

    Mas pronto, hoje é talvez o dia menos adequado para falarmos sobre isto, já que é uma grande alegria termos de volta este grande espectáculo, no geral, que é a NBA!

    P.S – Peço desculpa estar a responder num novo comentário, mas não estou a conseguir inserir o comentário como "resposta"

  • Miguel Silva
    Posted Outubro 29, 2013 at 1:50 pm

    Eu entendo isso Fábio, não é isso que estou a pôr em causa, possivelmente não me fiz entender da melhor forma.

    Mas imagina o cenário que descrevi no 2º parágrafo do meu primeiro comentário, numa fase final decisiva da época regular em que interessará à equipa com pior "record" não o melhorar. O que é que eles vão fazer com essa última posse de bola? Não ficará em causa a seriedade da competição caso declaradamente essas equipas na fase final da época regular procurem mesmo perder os seus jogos?

    • Nuno R
      Posted Outubro 29, 2013 at 2:22 pm

      eh pa, o que te diga… na última posse de bola o treinador mete o 3º base, e diz-lhe "faz o melhor que puderes, tens aqui uma jogada complicada com 23 bloqueios, que nunca treinaste antes, agora executa-a"

    • Fábio Teixeira
      Posted Outubro 29, 2013 at 1:56 pm

      A equipa vai procurar perder o jogo, sou-te sincero.

  • Miguel Silva
    Posted Outubro 29, 2013 at 10:43 am

    Eu compreendo e acho que valoriza muito a competição as piores equipas terem maior probabilidade de ficar com as melhores escolhas do draft do ano seguinte, mas faz-me muita confusão observar franchises que vão lutar para perder muitos jogos (!)

    O que é que isto significa na prática? Que se, por acaso, estivermos com um 99-100 nos últimos 3 segundos de um Charlotte vs Chicago com posse de bola para Charlotte eles não vão procurar selecionar o melhor lançamento para vencer o jogo?

    Eu pessoalmente nunca assisti a um cenário deste género num encontro, mas parece-me complicado gerir uma situação destas. Creio que num cenário destes (conseguir disputar o jogo até ao fim) uma equipa com poucas aspirações ainda assim não iria querer perder. Bem sei que apenas um jogo não deverá fazer grande diferença, contudo, se for ganhando jogos que não "esperava" ganhar corre o risco de falhar aquilo a que se propôs – tentar obter as primeiras picks do draft.

    • Nuno R
      Posted Outubro 29, 2013 at 2:20 pm

      Miguel
      Essas equipas VÃO lutar por todos os jogos. Até porque alguns jogadores veem neste tipo de temporadas uma boa oportunidade de se mostrarem, e tal… a questão é que simplesmente as equipas não têm o talento suficiente para se baterem com as melhores.
      Outro ponto que me esqueci, é que os próprios treinadores dão tempo a "cepos", sentando os melhores jogadores.
      Orlando, o ano passado, até começou bem, mas depois vieram as lesões… como não tinham opções válidas, foram ao fundo

    • Fábio Teixeira
      Posted Outubro 29, 2013 at 1:32 pm

      Primeiramente as equipas dão o seu máximo em todos os jogos. Só perto do fim (sensivelmente 20 últimos jogos) é que começam a pensar na classificação final mediante dos objectivos de cada equipa.

    • Miguel Silva
      Posted Outubro 29, 2013 at 12:47 pm

      A equipa de Orlando, por exemplo, parece-me muito promissora e pode até ganhar vários jogos, surpreendendo este ano, porque os seus jogadores são capazes disso. E depois, ficam num 9/10 lugar da conferência… É complicado…

    • Miguel Silva
      Posted Outubro 29, 2013 at 12:43 pm

      Nuno R, eu sei muito bem o que significa o "tanking", estou simplesmente a colocar um cenário específico em hipótese… Se os jogadores destas equipas enumeradas aqui no post lutarem verdadeiramente por todos os jogos, provavelmente vão cair na zona de ninguém e estou seguro que isso é tudo menos o que os GM´s querem…

    • Nuno R
      Posted Outubro 29, 2013 at 12:17 pm

      Claro que ninguém vai ao tapete de propósito. Os jogadores não vão marcar pontos no próprio cesto ou coisa parecida.
      O que o "tanking" significa é que os planteis são montados com o intuito da equipa ser o mais fraca possível, ou seja, a probabilidade de perderem aumenta. Exemplos, Phoenix e Philly, que trocaram os seus melhores elementos, basicamente, por nada…
      Outro ponto são as lesões. Muitas vezes, alguns jogadores são poupados durante a temporada, enfraquecendo o conjunto. Por exemplo, Boston… Rondo, se regressar, quer vencer. E aumenta a possibilidade dos Celtics lutarem de igual para igual. Por isso, se Boston decidir "perder", é natural que Rondo fique de fora o ano inteiro a recuperar, ao invés de forçar um regresso antecipado.

  • Titi
    Posted Outubro 29, 2013 at 10:22 am

    Não acredito que os Phoenix Suns consigam as 4 picks na primeira ronda, mas era bom. Três delas, estão protegidas do top-12 e apenas uma delas deve ser garantida( a dos Pacers). Quanto às picks de Minnesota e Washington, é esperar que tenham uma boa época.

  • Nuno R
    Posted Outubro 29, 2013 at 9:32 am

    Estas equipas querem essencialmente:
    – libertar espaço salarial
    – renovar com os seus melhores (jovens) jogadores
    – acumular picks
    – chegar ao nº1
    – ver quem serve para a competição a sério

    Philadelphia e Phoenix afundaram-se propositadamente; têm equipas francamente fracas (a dos sixers então é miserável), e durante o ano devem preocupar-se mais em trocar jogadores do que propriamente em vencer jogos.
    Orlando está num processo de recuperação pós-Howard. Ao invés de ficarem com um conjunto mediano, optaram por se afundarem, e começarem a subida a pouco e pouco. Juntando ao núcleo jovem que têm um ou mais picks de qualidade superior (com Wiggins em destaque), e um ou dois FA, têm a tarefa cumprida.
    Utah optou por abrir caminho a um conjunto de jovens que pensam ter um futuro brilhante. Não seria a partilhar tempo com Jefferson e Millsap que eles iriram evoluir, por isso este salto. Neste caso, o tanking é mais uma consequência do que uma estratégia. Utah tem imensas dificuldades em atrair FA, por isso o draft é a melhor solução para obter jogadores de topo.
    Charlotte não está em tanking, é simplesmente fraco. Adquirir jefferson é um passo (o melhor jogador de sempre da franchise, o que diz muito), e concordo, ganha demasiado, mas é o preço a pagar para ter um jogador deste calibre numa equipa sem história e ambições imediatas.
    Outras equipas podem entrar nesta luta, como Boston (se Rondo ficar de fora), Toronto (o GM está preparado para negociar), ou mesmo new Orleans, caso sejam atacados por lesões.

    É preciso ver que algumas equipas não têm capacidade de atrair FA (ao contrário de LA, Miami, NY, seja por razões de mediatismo, impostos, qualidade de vida, etc…), por isso dependem muito do draft para se reforçarem. San Antonio é um bom exemplo; há uns anos afundou-se (há quem discuta se propositadamente ou não, visto que tinha boa equipa, mas foram afectados por lesões… ou não?), e apanhou Tim Duncan. O resto é o que se sabe. Este draft parece repleto de franchise players (embora nunca se saiba como as coisas evoluem), pelo que pode ser a porta de entrada para um patamar de competitividade mais elevado.

  • NFM
    Posted Outubro 29, 2013 at 3:06 am

    grande post, alias as analises da NBA sao das melhores….

    philadelphia ficou com um equipa horrivel…

    boston e wizards tambem terao uma epoca dificil….

    que comecem os jogos para ver se o bulls comprovam a grande pre epoca…

    grande expectativa com brooklyn, chicago e houston

  • scp4ever
    Posted Outubro 29, 2013 at 12:54 am

    Excelente post. Isto este ano vai ser uma luta acesa pelo ultimo lugar da nba. A juntar a estas 4 equipas é preciso ainda juntar Boston que enquanto Rondo não voltar não vai fazer muito melhor que estas

  • SardaoDaNoite
    Posted Outubro 29, 2013 at 12:45 am

    O próximo draft convém relembrar que para além de ter uma grande quantidade de estrelas é um draft com muita qualidade em toda a sua extensão, não é daqueles drafts em que há 3 ou 4 estrelas e o resto é jogadores para ocupar o banco e com isso quem parte à frente são os Phoenix Suns, se conseguirem 4 escolhas no draft o salto qualitativo será absurdo, ainda por cima se forem as 4 top-15. Com esta última troca é óbvio que estão em modo full-on rebuild, ainda que Eric Bledsoe e Goran Dragic ainda poderão realizar bons jogos esta época e mostrar que têm capacidade de ser titulares numa equipa dos Suns que quer daqui a uns anos estar novamente na discussão do título. Não são a pior equipa da Liga, mas são a que tem mais armas (as possíveis 4 picks) de dar um salto considerável este ano.

    A seguir coloco os 76ers, esses sim genuinamente os piores. Uma equipa que, como disse o treinador, tem, e passo a citar, "5 titulares, um jogador no banco com experiência da NBA e depois disso… quem sabe?". Partem com o claro objectivo de serem os últimos e os adeptos de Filadélfia passarão um mau bocado este ano com uma equipa de calibre tão fraco, com uma legítima hipótese de recuperar o "recorde" que perderam para os Bobcats há dois anos de ter a pior percentagem de jogos ganhos da história da NBA. Uma coisa é certa, mesmo que Andrew Wiggins fosse o Dr. J reencarnado, não irá conseguir levantar os 76ers sozinho, para o ano terão que acompanhar a pick do draft com outras peças fortes.

    A seguir, os Magic e os Jazz, duas equipas com jogadores jovens de enorme potencial que precisam apenas de uma maturação da equipa assim como uma super-estrela para os levar ao próximo nível, que, como todas as outras equipas que apontam para o draft este ano, procuram pescar quando acabar a época. Falando da época que se avizinha, Gordon Hayward, Enes Kanter e Derrick Favors têm tudo para se afirmar e mostrar bom basquetebol às pessoas de Salt Lake City, prometem muito e Derrick Favors se explodir este ano pode ser uma verdadeira estrela. Do lado dos Magic, Oladipo parte como favorito para Rookie of the Year, Tobias Harris tentará continuar a mostrar o excelente nível que exibiu no fim da época passada e Vucevic continuará a afirmar-se como um poste sólido. Afflalo e Jameer Nelson, um deles deverá ser trocado, se bem que um deve ficar para guiar uma equipa muito jovem e ajudá-los a crescer.

    Do lado dos Bobcats, como sempre os piores, mesmo numa época em que seria "bom" ser o pior, resolvem reforçar-se e serem os menos maus deste grupo, no entanto, o que lhes vale é este draft contar com cerca de 6 ou 7 potenciais estrelas. Al Jefferson tem um contrato desproporcional àquilo que vale mas é o preço a pagar por uma equipa do fundo se quer ter jogadores de qualidade. Kemba Walker tem que finalmente dar o salto e Michael Kidd Gilchrist tem que justificar o rótulo de 2ª pick do draft.

    Por fim, e referindo-me aos jogadores que este ano estarão sobre o escrutínio dos olheiros de vários franchises, estou ansioso para ver esta época do basket universitário e ver o que vale cada um destes craques – principalmente Julius Randle – num ano que provavelmente voltará a ver Kentucky e John Calipari com a super equipa que reuniram este ano na final four do torneio NCAA quando chegar a March Madness.

  • Tiago Meireles
    Posted Outubro 29, 2013 at 12:31 am

    Estes post's sobre a NBA estão muito bons, parabéns.

    O draft de 2014 promete ser do melhor dos últimos anos… Andrew Wiggins, que máquina!

  • Pires
    Posted Outubro 29, 2013 at 12:24 am

    grandes post's estes sobre a NBA , estão de parabéns !

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