Em Portugal, é enorme a ligação histórica do Sporting CP, SL Benfica e FC Porto ao ciclismo. Pode-se dizer que os dois grandes clubes da capital cimentaram o seu estatuto a nível nacional com os duelos, nos anos 30, entre José Maria Nicolau (Benfica) e Alfredo Trindade (Sporting), na clássica Porto – Lisboa ou na Volta a Portugal, provas de enorme impacto, que, à altura, obrigavam qualquer português com acesso aos jornais a “torcer” pelo Sporting ou pelo Benfica. Já o FC Porto entrou na estrada apenas em 1945, mas ainda a tempo de ser o clube mais bem sucedido na maior prova do ciclismo português, com um recorde de 12 Voltas no seu palmarés, e o feito de ter preenchido todo o top 5 na Volta de 1949. Para além de Nicolau e Trindade, grandes atletas defenderam as cores destes clubes portugueses nas estradas da Europa, África ou América, destacando-se, entre esses, a figura de Joaquim Agostinho.
Destes, o SL Benfica foi o último clube português na estrada a nível Elite, num projecto muito ambicioso que acabou por ficar hipotecado depois do parceiro do Benfica no projecto ver cancelado um Lisboa – Dakar, e ainda por uma escassez de resultados que poderá ser explicada, em boa parte, a partir dos dois escândalos de doping que surgiram nas duas equipas rivais ao Benfica à altura.
Para 2014, há indícios que indicam que podemos ter um dos três grandes de volta à estrada. Num artigo surgido no Jornal Ciclismo, geralmente bem informado, é referido que o FC Porto já fez alguns contactos dentro do pelotão nacional, notícia que coincidiu com uma entrevista de Pinto da Costa ao JN em que o líder portista manifestava a ausência do ciclismo no FC Porto como uma lacuna que queria preencher. Para além disto, é sabido que a restauração do ciclismo no Sporting CP é uma promessa eleitoral do actual presidente, Bruno de Carvalho.
Dependendo sempre da ambição que cada clube poderá ter, a verdade é que, dada a crise particularmente aguda que vive o ciclismo nacional neste momento, nunca, nos últimos anos, foi tão barato ter uma equipa capaz de lutar pela vitória na Volta a Portugal, estimando-se um valor médio anual necessário em 500 mil euros, muito longe do orçamento de 2,5 milhões de euros anuais que o Benfica teve em 2007 e 2008. Por outro lado, também é verdade que nunca foi tão difícil arranjar patrocinadores que sustentem o projecto, mas, de qualquer forma, o risco de tentar criar hoje uma equipa de ciclismo é particularmente baixo, podendo qualquer dos grandes clubes portugueses aproveitar esta fase para ir solidificando um projecto que, a médio prazo, poderia almejar outros voos.
Ora, seria vantajoso para a modalidade em portugal o regresso destes clubes? (Trariam à estrada mais gente e dariam mais espaço mediático à modalidade, mas um projecto muito ambicioso como o do Benfica em 2007 e 2008 poderia inflacionar de tal forma a modalidade que outros clubes, já existentes, não sobreviveriam); Ainda faz sentido o ciclismo para os três grandes? (Em Portugal não há propriamente off-season no futebol, mas o impacto que ainda tem a Volta em Agosto não é de desdenhar, mesmo para Porto, Sporting e Benfica); Poderiam estes clubes almejar a ter uma equipa com impacto internacional e correr, por exemplo, no Tour? (A economia portuguesa parece demasiado pequena para gerar um projecto a este nível, mas, numa altura em que os grandes patrocinadores internacionais procuram projectos credíveis ao nível do anti-doping, a ligação a um grande clube europeu poderia ser sedutora).
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Luís Oliveira



63 Comentários
Fábio
Há muito que sonho com uma equipa de ciclismo do Sporting a correr no Tour, espero que o Bruno de Carvalho cumpra com essa promessa eleitoral.
Já agora, o que seria necessário para ter uma equipa portuguesa no Tour?
Qual o orçamento?
É preciso ter alguns ciclistas especificos? Ainda este ano houve aquela polémica da Katusha e eles tinham o melhor do Mundo em 2012.
luis o.
Para correr o Tour há, basicamente, dois caminhos. Um, é criar um projecto com uma licença "World Tour", o que implica ter ciclistas com bons resultados nos últimos dois anos, raridade de casos de doping, e um projecto estável com um orçamento anual de cerca de 10 milhões de euros. Outro é criar uma equipa Pro Continental e concorrer a um dos três convites extra que a organização distribui por equipas mais pequenas (normalmente francesas). Aqui o orçamento necessário poderá ser cerca de metade, mas a presença não é certa.
A polémica com a Katusha foi por eles terem tido arios casos de doping nos últimos anos. Apesar de terem o dinheiro e corredores com muitos pontos (que ganharam coisas nos últimos dois anos), a UCI queria retirar-lhes a licença World Tour, mas o CAS decidiu a favor da Katusha.
Jose Nuno Alves
Para uma equipa ir ao Tour (excepto com wildcards que normalmente vão para equipas francesas), tem que fazer parte da primeira divisão "Pro Tour"
Para lá chegar tem de acabar o ano nos 2 primeiros lugares da "segunda divisão" Pro Continental.
Existe ainda a divisão Continental onde estão as equipas Portuguesas actuais.
Os resultados da participação em cada prova, são transformados em pontos para a classificação final. Existem ainda requisitos minimos para uma equipa pertencer ao Pro Tour (numero de ciclistas, garantias bancarias, etc).
Eu não sou nenhum entendido nisto.. espero ter de alguma forma esclarecido.
nando
Para se obter uma licença da UCI ProTour, os requisitos são os seguintes:
Construir um plantel de qualidade, constituído com o mínimo de 25 e o máximo de 30 corredores.
Respeito à ética.
Obrigação da equipa estar presente em todas as provas (atualmente 28)do circuito.
A soma dos pontos dos corredores do seu plantel, esteja entre as 18/19 melhores somas.
E a financeira, aqui com um orçamento no mínimo de 10 milhões.
Só respeitando estes requisitos podem receber tal licença.
Ao contrário do que já foi referido num comentário anterior, não é necessário construir uma equipa Pró Continental.
Fábio Teixeira
Para o Tour creio que é demais, agora para Portugal era excelente, daria sempre dúvida outra visibilidade à competição. Gostava de ver o Tiago Machado ou o Joni Brandão como chefe de fila do FC Porto, se se confirmar a adição dos grandes ao pelotão português.
luis o.
Eu acho que, para qualquer um dos clubes, fazia sentido começar com uma equipa no calendário nacional com o estatuto Continental. Começar por correr com um projecto de dimensão semelhante aos já existentes com o objectivo, em 5 anos, de ganhar a Volta e passar a Pro Continental. Ou seja, sustentar a ambição na estabilidade do projecto a médio/longo prazo.
José Ferreira
Espero sinceramente que esta modalidade histórica volte ao FC Porto tendo em conta que somos o clube dos 3 grandes com mais titulos no ciclismo, era excelente voltarmos a ter Porto, Benfica e Sporting.
Paulo Almeida
subscrevo o seu comentario
Pedro
Pena o projecto da Maia Milaneza ter acabado, o Manuel Zeferino provou que era possível uma equipa portuguesa disputar qualquer prova.
porquinhodaindia
Excelente post não só pelo conteúdo mas também pelo timing em que é publicado (o 100.º Tour foi um enorme sucesso quer a nível desportivo quer a nível de audiência e em Portugal são muitos os fãs do Ciclismo). De facto, o impacto que a Volta continua a ter no nosso país (apesar de esta estar longe da sua era Dourada) não se deve descurar e estou certo de que se houvesse uma identificação maior entre o público e as formações (o que poderia ser atingido com os clubes a apostarem nas suas próprias formações) a modalidade no país só teria a ganhar: mais mediatismo a uma Volta pode chamar mais equipas o que pode a prazo colocar colocar a Volta como uma Corrida de uma semana com alguma referência a nível europeu.
Destaco ainda a vertente económica: a presença dos clubes seria, na minha opinião, uma excelente oportunidade para marcas nacionais adquirirem espaço e tempo de publicidade.
Anónimo
Segundo a Wikipedia, o Sporting é o clube com mais vitórias na Volta a Portugal, e não o Porto.
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Volta_a_Portugal_em_Bicicleta)
SL!
Filipe Heitor
Emanuel Lopes
Há a questão das vitorias por equipas e da equipa do vencedor. O Sporting venceu mais vezes a geral colectiva. O Porto teve mais vezes o vencedor individual. Neste caso avalia: quem ganhou o Tour 2013? a Sky ou a Saxo.-Tinkoff?
Renato Teixeira
13 títulos
FC Porto
9 títulos
SL Benfica
8 títulos
Sporting CP
5 títulos
Tavira-Prio
4 títulos
Sangalhos
3 títulos
Milaneza
MSS
Sicasal
2 títulos
Maia
Académico do Porto
Torriense
Lousa
Recer/Boavista FC
Artiach
Rio de Janeiro
LA
1 título
Carcavelos
Velo Clube – Os Leões de Ferreira do Alentejo
Clube Atlético de Campo de Ourique
CUF
Iluminante
Flandria
Messias
SC Coimbrões
Ajacto
Louletano/Vale do Lobo
Feirense
Acral
Mapei
Brescialat
Porta da Ravessa
Team Barloworld
Comunitat Valenciana
Pecol
Saeco
Ruquita
Efapel – Glassdrive
Explique lá isso…
luis o.
O Porto foi o clube que ganhou a Volta mais vezes a nível individual (camisola amarela). O Sporting é o clube com mais títulos na classificação colectiva.
Bruno
Mesmo segundo o site que enviou, o resumo de vitórias:
FCP – 13 vitórias
SLB – 9 Vitórias
SCP – 8 vitórias
Cumprimentos,
luis o.
O artigo da Wikipedia contabiliza a vitória do Marco Chagas de 1983 no FC Porto, mas aí ele já corria pela "Mako Jeans". Serão 12 vitórias para o FCP:
Emanuel Lopes
Amigos, gosto muito de ciclismo, sempre acompanhei a modalidade, mas temos que ver uma coisa. O ciclismo é financiado pela publicidade. Qualquer nome de um clube a figurar numa equipa é dinheiro que sai da publicidade. O facto de uma marca se associar a um clube tanto pode dar para se promover, como para afastar os adeptos dos outros clubes.
Perante isto temos dois caminhos, um investimento para uma equipa continental é suportável. É publicidade que os grandes clubes conseguem pagar (estariamos a falar de um investimento de 500.000€/ano, tendo em conta a associação de um parceiro comercial que invista mais e todo o investimento que é necessário na formação). Agora é impensável um clube lançar uma equipa no Pro Tour, já que dividir o nome com um parceiro comercial necessitava de uma contribuição de 3 a 4 milhões de €, coisa que não é suportável por ninguém, até porque a publicidade no estrangeiro não vale grande coisa, apesar dos emigrantes.
Embora considere que a entrada nos clubes no ciclismo servem para valorizar o pelotão nacional, sobretudo se também houver uma aposta forte nos escalões de juniores e sub-23 (e é preciso formar bons contra-relogistas e spinters no velódromo de Sangalhos), não acredito que seja possível, tão cedo um equipa nacional no World Tour, senão vejamos: Uma marca em Portugal que esteja disposta a investir 7 ou 8 milhões de Euros por ano numa equipa, ou duas que invistam 3 a 4 milhões, partilhando o nome.
O ciclismo tem grande visibilidade em países como a Holanda e a Bélgica, qual é o interesse nas grandes marcas nacionais em se promoverem nesse país, uma vez que só trabalham para o mercado nacional, onde o ciclismo é pouco popular.
Poderia haver o interesse da Galp com a sua posição em Espanha, mas não me parece que seja do interesse de uma petrolífera promover o ciclismo.
Já foi proposto um projecto ao turismo de Portugal, mas foi rejeitado porque quem acompanha o ciclismo não faz parte do target da publicidade (é feita muita publicidade à volta do Golf, por exemplo).
E para apanhar uma licença de world tour com toda a certeza é preciso apanhar alguma equipa a sair, e isso não acontece todos os anos.
Dito isto, gostava apenas de concluir que vermos uma marca portuguesa investir no ciclismo não me parece exequível no médio prazo. Para já é preciso que os nossos ciclistas presentes no pelotão internacional façam bons resultados e as recompensas virão por acréscimo. Veja-se o caso da fundação Leopard no Luxemburgo. Nem é por publicidade, é uma fundação de um tipo rico que foi constituída para apoiar o ciclismo.
Bruso
Excelente post, acho que devemos aproveitar esta onda gerada pelas vitórias do Rui Costa no Tour para dar mais destaque ao ciclismo Portugues. A volta a Portugal está aí e merece ter uma cobertura pelos meios de comunicação superior à que tem tido no ultimos anos. Vamos ter todas as melhores equipas nacionais nesta prova e de certeza muitos jovens que esperam oportunidades para saltar para equipas internacionais. Se os meios de comunicação portugueses não destacarem estes ciclistas dificilmente estes terão destaque nos meios internacionais, sendo assim mais dificil dar o salto.
Quanto às 3 maiores colectivadade desportivas de Portugal, acho que seria uma grande ajuda na evolução deste desporto. Muitos ia seguir o ciclismo com mais atenção nem que fosse pela rivalidade entre os clubes, e isso traria mais gente à estrada, traria mais impacto nos meios de comunicação e mais patrocinadores.
Quanto a correr no Tour acho quase impossivel nos próximos 5 ou mais anos. Necessita um orçamento enorme e apenas com patrocinadores internacionais isso seria possivel. E com entrada do patrocinador normalmente a equipa adopta o nome do mesmo. Não sei como é que esta situação ode ser gerida mas penso que é assim que funciona.
acho que o importante era estas 3 equipas estabilizarem-se durante alguns anos nas nossas competições, tentando, tal como no futebol, evoluir os ciclistas portugueses e estrangeiros, exportando-os depois para equipas do World Tour de modo a ir ganhando notoriedade no panorama internacional.
pedritxo
este post e muito pertinente,visto que estamos com uma geraçao de ciclismo com qualidade e relativamente jovem.
Mas para ir ao Tour e outra conversa, porque teriamos que ter um orçamento gigantesco, ta comprovado que traz retorno caso tenhas resultados.
Mas aqui nao poderiamos ter uma equipa so com portugueses, pois depois nao conseguiriamos ter os pontos necessarios para entrar no escalao maximo.
Acho se quissesmos ir ao TOUR, dois dos grandes teriam que se juntar numa equipa, oque acho impossivel para a mentalidade portuguesa, era o melhor pra todos para arranjar patrocinios,etc..
E com certeza teriamos uma equipa competitiva, teriamos que tentar ciclistas de fora como Carlos Bettencourt,Geraint thomas,van avermaet,izaguirre,daniel oss,pozzovivo,walter poels.
Estes sao os que tem ate agora pontos que nos permitiriam entrar no world tour e que podiam estar ao nosso alcance, calro que rui costa tambem ajudaria e muito em termos de pontos, depois ainda ha andre cardoso,ricardo mestre,manuel cardoso,jovens
pedritxo
empresas como a GALP e a Jeronimo Martins poderiam investir,a jeronimo martins ate contratando 1,2 polacos seria boa jogada dew marketing para as suas lojas naquele pais.
Empresas que tambem exportam em grande numero e que tenham dinheiro para investir , a propria EDP e Americo Amorim poderiam investir.
Nao e preciso ter so um patrocinador.
e como diz o post , nao e so patrocinios de ca de dentro, podera haver patrocinios la fora que se queiram juntar a um bom clube europeu.
Fábio Teixeira
Américo Amorim, se não estou em erro, é vice presidente do FC Porto neste momento. Era um ótimo parceiro para patrocinar este novo projeto.
Emanuel Lopes
Tudo isso são possibilidades, e penso que a Jerónimo Martins deve ser das empresas que mais investe em publicidade em Portugal. Outra possibilidade seria a Sagres ou SuperBock, mas há países onde a publicidade a bebidas alcoólicas é bastante limitada, sobretudo em competições desportivas.
Patrocinador estrangeiro estragava tudo. Penso que o principal objectivo é ter uma equipa que tenha como chefes de fila ciclistas Portugueses, para que estes tenham todas as condições para lutar pelas principais provas, pelo que também será necessária alguma filantropia por parte do(s) patrocinador(es). Já acima dei o exemplo da Leopard, mas também podia falar da Astana.
Depois há outro problema, pois é um risco investir milhões numa equipa e ver o nome da marca associada a casos de doping (veja-se o caso da Saunier). Por isso as principais marcas em Portugal preferem patrocinar provas.
Um outro ramo de negócio que aposta bastante são os jogos sociais (Lotto, FDJ, antigamente a ONCE), mas em Portugal, mais uma vez, preferem investir no patrocínio das provas.
Rodrigo
Viu bem os nomes que enunciou? Ciclistas com ordenados elevados e que nunca entrariam numa equipa portuguesa, uma vez que nunca conseguiriamos ter uma equipa de World Tour nesta fase.
pedritxo
rodrigo eu sei que alguns destes tem elevados salarios, so que sao os mais acessiveis com pontos caso queiram pro tour
Luís Duarte
Mentalizem-se de uma coisa, o ciclismo só é viável financeiramente para uma empresa multinacional, pois garante-lhe publicidade "gratuita" (é o valor do investimento no valor da equipa) no mundo inteiro, principalmente participando no Tour que é uma prova vista Mundialmente…logo para empresas nacionais (sejam elas portuguesas, francesas, chinesas ou seja lá o que fôr) pouco ou nenhum sentido faz, pois fica mais barato (e mais mediático) a criação de um anúncio e pagar à Televisão para o passar
Tomas W
A CGD também poderia ser um bom patrocinador. Tem interesses em França e no Luxemburgo, países aonde o ciclismo tem uma grande audiência.
Também acho que a melhor opção para os ciclistas escolhidos era uma mistura de talentos nacionais, que liderariam a equipa nas provas nacionais e ciclistas estrangeiros que garantissem pontos e que seriam chefes de fila em provas no estrangeiro.
Claro que o problema principal seria que um patrocinador que investisse numa equipa para o World Tour iria provavelmente exigir que a equipa tivesse o seu nome.
Quanto à questão principal deste post, claro que acho que a entrada dos três grandes no ciclismo seria muito bem vinda para o ciclismo. Basta olhar para o Futsal e para a visibilidade que ganhou desde que tem derbies.
Poderia haver um problema se a rivalidade excessiva fizesse disparar os ordenados. Mas apesar desse risco acho que seriam sempre bem-vindos os 3 grandes.
Luís Duarte
Mas a CGD para investir 6 ou 7 milhões em "publicidade" a equipa teria de se chamar CGD e não Benfica/Porto/Sporting, como é óbvio
Vitor
Para a participação em provas nacionais fazia todo o sentido! Gostava de ver uma equipa do meu FCPorto na estrada!
LuisRafaelSCP
Seria bom para o nosso ciclismo e para o desenvolvimento do mesmo. Na volta a Portugal também seria muito interessante ver as nossas equipas a participar…
Mesou
Pena que em portugal para alguma modalidade ter destaque tem que se associar á conversa os 3 grandes..
Não oiço falar de outros clubes de Futebol associados a equipas de ciclismo!
Isto deveria crescer sempre por gostar da modalidade e dos atletas..
Mas ok, se é preciso por Benfica, Porto ou Sporting para fazer aumentar as receitas, qualidade e potencial então que se faça..
Mas digo que gosto muito mais de ver uma bandeira de um pais numa volta a frança do que ver as publicidades ou neste caso a bandeira de um clube.
Pedro Pinto
O ciclismo é caríssimo e neste momento nem deve haver patrocinadores.
Seria preferível uma aposta no cicloturismo. Seria uma aposta na saúde e no lazer, no convívio dos sócios e adeptos.
Carlos Atalaia
Excelente post. Na minha opinião, sim seria muito interessante ter os 3 grandes no ciclismo. Seria uma excelente forma de dinamizar a modalidade. O mais interessante, na minha opinião, seria a possibilidade de os adeptos de zonas mais distantes de Lisboa e do Porto, terem contacto próximo com atletas do seu clube.
Tenho duas preocupações no entanto.
No caso do meu clube, o Benfica, somos o único que tem as 5 modalidades de pavilhão e isso pesa muito no orçamento. Há sócios que defendem a extinção de uma ou duas delas, para poder apostar naquelas em que temos possibilidade de ser realmente bons (hóquei e futsal sobretudo). Já Vilarinho, de uma forma um pouco tosca, propunha esta solução.
Depois, no caso do porto, mais uma modalidade em que entrem, mais uma modalidade corrompida. No futebol nem vale a pena falar… A vergonha que acontece no hóquei desde há alguns anos é pública também, e demasiado evidente para se negar. O que não quer dizer que todos os campeonatos tenham sido ganhos de forma desonesta. O último não foi, foram claramente superiores nos jogos contra o Benfica. No basket, antes de perderem a final em casa, passaram a meia-final sem jogar. Agora o ciclismo, que é um desporto muito fértil em falcatruas, seria como que um habitat natural para o porto. Até poderiam criar sinergias entre os departamentos médicos das várias modalidades, de forma a que todos usem os métodos enunciados pelo Casagrande.
Emanuel Lopes
Vale e Azevedo foi o tal que afirmou que o SLB ganhava no ciclismo porque não havia árbitros… estávamos em 1999. Se já agora há sempre imensas suspeitas no ciclismo, imaginem se os clubes de futebol se envolvessem.
João
O Casagrande que foi desmentido por virtualmente todos os treinadores e jogadores que jogaram com ele? Porque não usavam os métodos do Nuno Assis (futebol, provado), António Tavares (basquetebol, provado), Paulo Barata (rugby, provado) ou até do Sérgio Ribeiro que era.. ciclista. Provado também, evidentemente. Porque não o Jordão ou o Hernani?
Realmente, em doping são experts, mas esse comentário só dá para rir.
No Basket passamos sem jogar porque o Madeira SAD está falido. Podíamos ter os direitos de transmissão dos jogos do Madeira SAD e eles não aparecerem ou aparecerem para cumprir calendário. Mas isso é para quem compra direitos de transmissão de clubes adversários. No hoquéi sei como perdemos o 11º campeonato, sei. Com a arbitragem mais vergonhosa que vi na modalidade em 20 anos.
O ciclismo seria um habitat natural para jantares no Sapo e telefonemas ao Major? Não sei. No ciclismo dá para comprar os ciclistas adversários de véspera? Dá para termos um sócio maioritário noutra equipa que ameaça despedir os treinadores e jogadores ao intervalo de uma prova que esteja a correr mal? Dá para "fazer as coisas por outro lado"? E nas provas internacionais, tipo o Giro e o Tour, dá para providenciar o chamado tratamento "Howard King & Langenhove".
Se der acho que é mais a vossa praia.
PS: VM, bem sei que não apreciam este tipo de comentários, mas para isso não abram o precedente. Se permitem um, é da mais elementar coerência que permitam o direito de resposta.
Carlos Atalaia
Não vou perder tempo a responder a delírios e mentiras. Só digo isto, ver um adepto do porto a falar de árbitros dá-me vontade de rir.
Já agora, vou aproveitar para tentar, pela enésima vez sem sucesso, obter um comentário de um adepto do porto ao lance do golo anulado ao scholes, em 2004. Tens algo a dizer sobre isso?
Emanuel Lopes
É amigo, quer falar igualmente da mão do outro? este deve ser outro que nunca errou na vida…
João
Delírios noticiados e NEM UM desmentido. Nem um.
Sobre o golo anulado em Manchester tenho a dizer que o fora-de-jogo é mal assinalado. Correcto seria ter assinalado a falta atacante sobre o Pedro Emanuel, o que invalidava o golo na mesma.
Já agora, vou aproveitar para tentar, pela enésima vez sem sucesso, obter um comentário de um adepto do benfica ao golo do Vata ao Marselha em 1990. Tens algo a dizer sobre isso? Google "estorias da bola quarenta e um" está lá tudo explicadinho.
João Atai-a
Curioso, este adepto do clube mais favorecido da história mundial do desporto, não querer "perder tempo" com delírios e mentiras quando apenas apresenta delírios e mentiras, que colhem terreno fértil em mentes fracas facilmente corrompidas pelas fantasias de "maiores do Mundo" que lhe apresentam sucessivamente os diversos dirigentes dessa agremiação de acostumados a vencer por oferta e privilégios (devem valer tanto como as acções que a outra ministra aceitou de modo a perdoar acções de penhora que a qualquer cidadão se aplicam – versão Nacionalizada da operação coração), corroboradas pelos repetitivos descarados apoios pelas entidades do Estado e orgão decisórios (basta comparar castigos pesados a Hulk e Sapunaru com castigos aligeirados a Luisão e a JJ. Ambas as situações coincidentemente em anos de SLB campeão, como relíquias raras de outros tempos em tempos de pós 25 de Abril… ah! A tal data que para os Centralistas deste País representa o melhor em todos os campos desde o acesso à cultura, informação, justiça, saúde, etc… menos claro, no futebol, pois ai deixaram de ganhar sempre), e tamanha cobardia revelada quando confrontado com dados demonstrados, julgados e condenados.
Já agora, vou aproveitar, pela enésima vez sem sucesso, obter um comentário à celebração do aniversário 50 do Eusébio no qual este revelou não ter saído de Portugal (para obter um salário condigno e libertar-se da condição de sub-escravo que tal agremiação lhe proporcionou) por acção directa do ditador (eleito o melhor Português de todos os tempos!), ou da construção do actual estádio após ameaça do respectivo Presidente em abandonar a organização do Europeu 2004 apenas resolvida pelo "desvio" de fundos por parte da EPUL por ordens do actual Edil (que por sua vez se prepara para outros voos em posição mais favoravel para auxiliar os centralistas clubes com manias de grandezas) que, oportunamente e num gesto revelador de consciência pesada, até se disponibilizou integrar parte dos funcionários dessa instituição na Câmara da capital, uma vez esta revelar dificuldade financeiras!
Repito o já referido caso do Vata, pela recordação que tenho de haver quem inocentemente na UEFA lançasse a hipótese de se repetir o jogo e visse tal proposta chocar com a atitude generalizada dos sorridentes adeptos dessa agremiação (que defende o seu actual lider ser um combatente pela justiça no futebol Português) a afirmar publicamente que, mesmo sendo óbvia a infracção, se o árbitro validou está validado.
Atitude que ainda lhes povoa o espírito pois para retomarem o estatuto que lhes permita ainda andarem sozinhos pelo Mundo dos Sonhos a afirmarem-se os maiores, tudo aceitam e tudo vale… mesmo alimentarem rumores contra a instituição que mais e melhor frente faz a esse acomodado espírito de quem tudo ganha por estar na capital onde tudo é oferecido, mas mais triste ainda, alimentando-se de tais rumores transmitidos de boca em boca nos cafés pela ausência de outro alimento… aquele que fornece energia aos corações dos que vêm as insituições de que gostam conquistar com esforço e mérito, cá dentro com túneis e sem túneis e lá fora… onde esses outros nada têm para mostrar no tal pós 25 de Abril!
João Wang de Abreu
O investimento necessário seria 2 ou 3 salários mensais de um Labyad, Onyewu, Capel, Jeffren ou Boularouz… com 500 000€ tinhamos o Sporting a passar por todas as terrinhas de portugal, junto ao seu público.
joao
Sinceramente não. E nem sei se seria bom para o ciclismo. As pessoas em Portugal não gostam muito de desporto, e mesmo de futebol gostam mais do clube do que propriamente do desporto. Portugal esteve todo com o Rui Costa custava-me muito ver parte de Portugal a torcer por um estrangeiro qualquer contra o Rui Costa. Aliás basta ver as reacções de parte a parte por o Rui ter passado acho que um ano no Benfica. Alguns benfiquistas a realçar o determinante de tal (o que é estúpido) e levam logo como resposta bocas dos outros. Imaginem se este fosse de um ou outro clube. Acho melhor assim
mesou
exactamente na mesma ideia q eu tenho..
os atletas vão se a matar todos e que fica com a gloria sao os clubes.. e quem vai festejar é o zé ninguem que n sabe nada do esforço do atleta.. apenas sabe que foi alguem do clube.. bah!
Filipe Cardoso
Sr. CARLOS ATALAIA, era bom o FCP entrar assim a vossa teoria da conspiração até tinha mais piada. Concordo quando diz que deviam utilizar os métodos do Casagrande. Neste caso, não seriam apanhados como o Nuno Assis.
Adoro ciclismo e, tal como os outros desportos, a presença dos grandes funcionaria como alavanca da própria modalidade.
Roberto Leal
O Benfica a ter ciclismo? E depois quantos mais casos de Doping haveriam de haver em Portugal? Se o seu chefe de fila supremo já exporta e importa estupefacientes, o que é que ele faria com os seus atletas de Ciclismo? A equipa seria qualquer coisa como isto: Contador, Armstrong, Ulrich, Frank Schleck e o último candidato…Froome! Ganhavam tudo!
A história do Benfica no ciclismo para quem não sabe, está repleta de Doping!
E o Sporting? Não esquecer o grandioso Marco Chagas! Campeão no Porto e no Sporting…Caso engraçado…Ele esteve no Sporting de 84 a 87…Foi apanhado no Doping em 84..e 87! Para é que queremos mais casos destes a arruinar o Desporto português?
Rui Miguel Ribeiro
Tem a qualidade do deu homónimo a cantar. Tal como o outro fazia melhor em estar calado.
Roberto Leal
Fazia melhor em estar calado? Mas está com algum problema? Ou é contra a liberdade de expressão? Ou melhor, é contra a verdade? Não tenho culpa que não tenha bons valores…
Rui Miguel Ribeiro
Não. Sou o mais possível a favor da liberdade de expressão. E os meus valores são bons. O que também não é culpa sua. Contudo, a liberdade de expressão não inclui a calúnia, o ataque gratuito e despropositado contra pessoas (e instituições), nem o destilar de ódios incontrolados. Mesmo assim, dificilmente se vai preso ou se é condenado por esses desvios.
Rodrigo
Sinceramente nao. O ciclismo e um desporto que prima pela diferença, pela ausencia de violencia e de clubismos como existem noutros desportos, pelo que prefiro ve-lo como esta. E certo que a entrada de FC Porto, Sporting e Benfica poderia trazer mais adeptos a modalidade, mas seria mais um exemplo de que as pessoas em Portugal nao gostam de desporto, mas sim dos seus clubes, pelo que nao acho que isso fosse bom para o ciclismo.
Por fim, caso isso se concretizasse, seria impossivel participarem numa das 3 grandes voltas, ja que o orçamento seria bastante baixo (nem conseguiriamos ter os melhores ciclistas portugueses nessas equipas), nao conseguiriam chegar ao World Tour e muito dificilmente seriam convidados para qualquer uma delas (quanto muito poderiam ir a Vuelta algum ano, sendo que nao poderiam ir as 3 e isso traria logo confusao).
nando
Na minha opinião o regresso dos 3 grandes ao ciclismo só traria benefícios à modalidade, que ganharia em mais público nas estradas acompanhar as provas, a entrada de mais jovens para a modalidade e, acima de tudo, de um aumento significativo de provas em Portugal.
Quanto ao meu Sporting, eu espero que a curto prazo faça regressar a modalidade que é uma das mais queridas dentro do clube.
Nós sabemos que o ciclismo é uma modalidade cara mas, no entanto penso que dentro do universo Leonino, existem muitas personalidades com posses para patrocinarem o regresso da modalidade.
A começar por João Lagos (se patrocinou o rival, porque não o seu clube), José Roquette, Sousa Cintra, a família Rocha, Carlos Monjardin etc.
Agora o problema podia-se colocar onde encaixar a equipa???
Na Pró Tour o orçamento iria ser no mínimo os 10 milhões o que acho um pouco puxado.
A constituição de um plantel forte não seria um grande problema.
Na Pró Continental o orçamento seria mais baixo, manos corredores, mas só se entraria em várias provas por convite.
Vantagem, podia correr a Volta a Portugal.
Na Continental o orçamento ainda mais baixo, ainda menos corredores, mas as participações limitavam-se às provas em Portugal e a provas fora da Pró Tour e que fossem convidadas.
Se quiserem alguns nomes que poderiam contruir um plantel para Pró Tour, eu indico-lhes alguns nomes e todos com a idade até aos 27 anos.
Luís Duarte
A questão é que o ciclismo não é uma actividade rentável para um clube…para uma empresa (multinacional) até acredito que valha a pena o investimento, pois serve como forma de publicidade à empresa a nível global, principalmente com a ida ao Tour…agora para um clube essa publicidade não se traduz em dinheiro (vendas), logo não é viável nem faz sentido um clube com ciclismo
Euclides!
Não…
o Ciclismo deve ser uma competição altamente baseada nos patrocinadores, uma vez que é uma prova que tirando as transmissões e os investidores não tem fontes e de receita
os clubes em Portugal são colectividades muito ligadas a modalidades das quais ou são amadoras ou profissionais no qual se cobram entrada para assistir as competições e por isso não vejo grande viabilidade em ter ciclismo nos clubes a não ser pelo facto de depois atrair mais pessoas as estada, mas se há coisa que o ciclismo é interessante é que não há tanto fanatismo como no futebol, as pessoas que gostam de ver podem ter preferências mas não passam a odiar ciclistas ou outras equipas por culpa das cores que vestem…
além disso, os Patrocinadores para terem o impacto desejado tem que forçosamente dar o nome a equipa…
Há marcas que poderiam apostar no ciclismo, especialmente bebidas energéticas como a Redbull, que gastam milhares na Formula 1, actualmente até tem duas equipas e o ciclismo até é um desporto que tendo em conta o modelo de negocio e o que é a marca, teria muito mais a ver a nível de publicidade do nome e produto…
mesou
nunca se sabe.. pode aparecer uma equipa redbull do nada.. sabemos todos bem que eles são assim :D
nando
Não concordo que o ciclismo tirando as transmissões e os investidores não tenham fontes de receita.
Pelos vistos o amigo Euclides está-se esquecendo do Marketing. A venda de equipamentos e outros afins são uma grande fonte de receita.
Concordo que as equipas não possam viver só com esta fonte de receita mas, que ela dá cá uma ajuda, isso é algo que não se pode negar. Então se aparecer algum (ns) corredores que se destaquem, ela aumenta consideravelmente.
Quanto ao resto do comentário, concordo.
Luís Duarte
Marketing?? que Marketing? o valor é residual…que eu saiba não se vende camisolas da Sky ou da Cannondale a dizerem Froome ou Sagan…o valor que se ganha é residual…
nando
Não se vendem????? O meu amigo anda muito distraído ou então não está dentro do assunto.
Luís Duarte
Em Portugal eu diria que talvez por cada 100 camisolas do Benfica/Porto/Sporting que se vendem, vende-se talvez uma de ciclismo…e acho que até tou a ser bonzinho nesta proporção, porque na realidade é muitissimo maior a diferença…agora se para si isso é vender…já agora, qual é o número do Peter Sagan? para eu comprar a camisola dele…pois não há camisola à venda…esses valores são completamente residuais, tirando talvez um ou outro practicante de ciclismo amador que compre a camisola da equipa, essa questão do merchandising não existe no ciclismo
Rui Miguel Ribeiro
Penso que seria bom para o impacto mediático do ciclismo.
Contudo não seria tão bom para os clubes. O Pro-Tour é um sonho quase irrealizável. A outro nível seria possível, se bem que meio milhão de euros também não é uma bagatela. Por outro lado há a questão do doping que bem ou mal está indelevelmente associado ao ciclismo e que constituiria um risco acrescido para o nome dos clubes.
Finalmente, como muitos comentários aqui demonstram, com o clima de crispação existente entre os 3 clubes, as estradas portuguesas arriscavam-se a transformar-se em cenários de batalha campal.
A ideia é bem intencionada, mas talvez seja mais prudente deixar as coisas como estão.
João Barreiros
O Benfica foi o último dos grandes a deixar de estar presente no ciclismo.
Se não tem aparecido o dono das bicicletas provavelmente ainda teria equipa de ciclismo.
Saudações Leoninas
FUANSLB
Era lindo ter os 3 grandes nas estradas. Acrescentava mais emoção ao ciclismo.
joao
Acho que esta caixa de comentários ilustra bem o porquê de na minha opinião os 3 grandes não deveriam ter ciclismo
mv
No meio disto tudo quero dar os parabéns ao Boavista. Dos clubes "futeboleiros" é o único onde o ciclismo não é uma questão de moda, que vai e vem conforme os resultados de algum ciclista luso.
barriguitas
Se os meus anteriores amigos soubessem do investimento inicial da Glassdrive no panorama velocipédido nacional de certeza que essas teorias de investimentos brutais e inatengíveis seriam postas de parte. Pelo que sei no ano passado ficou muito aquém dos 50 mil Euros. Há é várias janelas de oportunidades que se abrem a novos investimentos em que nem toda a gente está disposta a apostar. Por receio de não ter retorno e quer queiramos ou não a imagem da modalidade ainda está ensombrada com o doping. Os que apostam podem ter várias "galinhas de ouro". No regresso do FCP, Sporting e SLB… Desde que sejam projectos de vários anos e sustentáveis, porque não. Já deviam estar nas estradas há muito tempo.
Luís Duarte
Rentável para um clube? onde é que o ciclismo pode ser rentável para um clube? para uma empresa sim pode ser rentável porque o investimento pode ser considerado publicidade, agora para um clube onde é que é rentável?
Jorge
Muito sinceramente? Não faz sentido.
Nós em Portugal temos grandes problemas de mentalidade, um dos quais é sermos um País que se concentra quase só e exclusivamente em futebol, mas que depois vê um grande resultado noutra modalidade que acontece não por mérito das condições que existem no País, mas sim por esforço individual e vamos logo à grande!!
Futebol, Andebol, Basket, Futsal, Hoquei, Ciclismo, Natação, Vela, Hipismo, Ginastica, Triatlo, Atletismo, Rugby, e por aí fora.
Na minha opinião e uma vez que somos um País muito escasso em recursos, deveríamos fazer como fazem nos países nórdicos, identificar 3 ou 4 modalidades chave e investir forte nessas, em vez de se dispersar o investimento em várias modalidades e não ter conquistas em nenhuma delas.
E muito honestamente não faz sentido nenhum investir em ciclismo actualmente, não dá retorno tendo em conta o tipo de investimento que se tem de fazer, nem temos grandes marcas a quem interesse este tipo de patrocínio. E mais, não temos uma população interessada neste desporto, basta ver como é quando se corre em Lisboa….meia dúzia de gatos pingados que nem vêem a corrida mas vão apenas para ir buscar o merchandising gratuito. E nas etapas de montanha, mesmo na Torre já não é o ambiente que era há uns anos.
Concordo com o ciclismo como modalidade amadora e com várias iniciativas populares, tudo o que seja profissional começa a entrar na base do prejuízo.
Luís Duarte
Pelos vistos há aqui gente que ainda não percebeu que não faz sentido nenhum, haver uma empresa que invista 7 ou 8 milhões de eur numa equipa e depois a equipa em vez de ter o nome da empresa, tenha o nome do Benfica/Porto/Sporting…da forma em que funciona o ciclismo, o mesmo não faz sentido algum ter clubes de futebol, tanto é assim que basta ver que nenhum clube na Europa (e talvez no Mundo) tem ciclismo, porque não só não é viável como ninguém aceita investir tanto dinheiro para depois não dar o nome à equipa