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Um gigante à procura da glória 20 anos depois

12 de Julho de 1998. Stade de France, Paris. Em casa, perante o forte apoio do seu público e frente ao Brasil, a França sagra-se campeã mundial pela primeira vez. O dia de glória de uma das principais nações do futebol europeu chegava finalmente. Com uma equipa recheada de craques, liderados por Zidane, que fez dois golos (Petit marcou o último aos 90’), os gauleses não deram hipótese e esmagaram o adversário sul-americano. 20 anos mais tarde, o sonho volta a ser o mesmo. O palco é diferente, a maioria dos rostos também, mas um nome permanece: Didier Deschamps. O antigo médio levantou a Taça em Saint-Denis na altura e quererá agora voltar a fazê-lo como treinador. Após a desilusão de 2016, onde os Bleus perderam a final do Europeu, em casa, perante Portugal, Deschamps permaneceu no cargo e levou o conjunto francês a mais um Mundial. Inseridos num grupo com Suécia e Holanda, os gauleses confirmaram o favoritismo e fecharam a qualificação em 1.º lugar, com 23 pontos. Com um elenco recheado de talento (vários nomes sonantes de fora) e maioritariamente jovem, mas que conta igualmente com alguns elementos muito experientes, a França assumirá novamente o estatuto de candidato ao título na Rússia. Inserida no acessível Grupo C, onde defrontará Dinamarca, Perú e Austrália, o 1.º lugar é obrigatório e, em caso de sucesso, a possibilidade da formação gaulesa ficar do lado teoricamente mais fácil do quadro é enorme. No fundo, estão reunidas as condições para alcançar do ceptro, sendo que o principal problema poderá residir na própria equipa, uma vez que não será fácil conciliar tanto talento e porque as principais figuras da equipa nem sempre conseguem sobressair ao nível daquilo que se espera delas. Pogba é o exemplo mais óbvio, mas será preciso que toda a equipa esteja em bom plano para atingir o sucesso.

Estrela: Antoine Griezmann (Avançado, 27 anos, Atlético Madrid) – Mais uma temporada fenomenal do dianteiro do Atlético, de quem se diz poder estar a caminho do Barcelona, apontando 29 golos e efectuando 15 assistências no total e levando os Colchoneros ao 2.º lugar da La Liga e à conquista da Liga Europa, marcando dois golos na final de Lyon. Foi, juntamente com Giroud, o melhor marcador da equipa na qualificação (4 golos) e, após ter aparecido em força em 2016 (6 golos no Euro), será novamente a principal arma da turma de Deschamps no ataque ao título mundial.

Jogadores em Destaque: Paul Pogba (Médio, 25 anos, Man Utd) – O centrocampista do United continua a ser uma das referências da equipa, mas, apesar dos números (6 golos e 12 assistências em 36 partidas), voltou a rubricar uma temporada aquém das expectativas e, após ter desiludido no Europeu, muitos aguardam com expectativa o seu desempenho na Rússia. Todavia, a qualidade de Pogba é mais do que muita e com o seu poder físico, qualidade técnica e capacidade no remate será uma arma a ter em conta; Raphael Varane (Central, 25 anos, Real Madrid) – O central não esteve presente no Europeu, mas será agora o patrão da defensiva gaulesa, formando dupla com Umtiti e liderando na ausência de Koscielny. Parte integrante de mais uma campanha de sucesso do Real na Champions, Varane é um dos melhores centrais do mundo e um defesa que, pela sua velocidade, agilidade e técnica dá conforto a uma equipa que precise de assumir o jogo e alinhar subida no terreno; N’Golo Kanté (Médio Defensivo, 27 anos, Chelsea) – O melhor jogador da edição da Premier League da temporada passada e o “carregador de piano” de uma equipa recheada de talento. A Kanté caberá assegurar o equilíbrio e a segurança do corredor central, destacando-se pela sua capacidade física, apesar da baixa estatura, e incrível poder de desarme, de pressão e recuperação de bola.

XI Base: Lloris, Sidibé, Varane, Umtiti, Mendy, Kanté, Pogba, Mbappé, Lemar, Griezmann, Giroud

Jovem a Seguir: Kylian Mbappé (Avançado, 19 anos, PSG) – A nova coqueluche do futebol francês e o primeiro torneio internacional para um menino que já valeu mais de 150 milhões de euros no último defeso e que, por isso, é uma das principais esperanças da nação nesta prova. Lidar com o elevado custo do seu passe numa fase tão precoce da sua carreira não terá sido fácil, mas Mbappé rubricou uma temporada positiva, sendo campeão francês pela segunda vez e apontando 21 golos e 16 assistências na temporada. Na Rússia será o novo n.º 10, camisola com passado em terras de Astérix, e um dos rostos do ataque.

Principal Ausência: Dimitri Payet (Médio Ofensivo, 31 anos, Marselha) – O criativo rubricou uma temporada extraordinária novamente, apontando 10 golos e fazendo 24 assistências no total e ajudando o Marselha a estar presente em mais uma final europeia. Contudo, uma lesão muscular na coxa retirou-o do Mundial e, se é verdade que a França possui várias soluções para o meio-campo ofensivo e ataque, também será que poucos possuem a capacidade de Payet para assumir o jogo (ainda no Euro 2016 foi visível) e para desequilibrar no passe, no remate e nas bolas paradas.

Convocatória: Guarda-redes: Hugo Lloris (Tottenham/Ing), Steve Mandanda (Marselha) e Alphonse Aréola (Paris Saint-Germain); Defesas: Lucas Hernández (Atlético de Madrid/Esp), Presnel Kimpembe (Paris Saint-Germain), Benjamin Mendy (Manchester City/Ing), Benjamin Pavard (Estugarda/Ale), Adil Rami (Marselha), Djibril Sidibé (Mónaco), Samuel Umtiti (FC Barcelona/Esp) e Raphaël Varane (Real Madrid/Esp); Médios: N’Golo Kanté (Chelsea/Ing), Blaise Matuidi (Juventus/Ita), Steven N’Zonzi (Sevilha/Esp), Paul Pogba (Manchester United/Ing) e Corentin Tolisso (Bayern de Munique/Ale); Avançados: Ousmane Dembélé (FC Barcelona/Esp), Nabil Fékir (Lyon), Olivier Giroud (Chelsea/Ing), Antoine Griezmann (Atlético de Madrid/Esp), Thomas Lemar (Mónaco), Kylian Mbappé (Paris Saint-Germain) e Florian Thauvin (Marselha).

Seleccionador: Didier Deschamps

Prognóstico VM: 1.º lugar do grupo e Oitavos-de-final

Rodrigo Ferreira

9 Comentários

  • Tiago Borlido
    Posted Maio 28, 2018 at 12:21 am

    Um filme que relata os últimos anos do futebol francês, e que nos dá outra percepção das coisas, é os Le Blues. Quem tiver oportunidade que veja.

  • cards
    Posted Maio 27, 2018 at 7:18 pm

    Apesar de dechamps ter no curriculo uma final de champions e uma final do euro é um treinador fraco.
    será esse o handicap da França que tem uma boa seleção mas um treinador fraco

  • MiguelF
    Posted Maio 27, 2018 at 2:53 pm

    Muita qualidade desta seleção francesa. São claros candidatos ao troféu e na minha opinião com Rabiot e Benzema (que ficaram de fora) ainda ficavam mais fortes.

    Penso que passarão em 1° lugar no grupo

  • Bacano Driblador
    Posted Maio 27, 2018 at 12:55 pm

    Mas desta vez sem a ajudinha, porque o Brasil vai mesmo aparecer antes da final, só se a França ficar em 2 lugar e apanhar a Argentina e Alemanha..é que a final se repete!!!!
    Equipa jovem e ambiciosa como a de 1998 com jogadores qu e daqui a 5 anos podem atingir o estatuto de lendas…
    Como dizia em cima a França se ganhar o grupo irá ter que jogar com a Croácia, ou Argentina…depois se passar aos quartos, poderá ser contra Portugal…e se passa ás Meias será o Brasil ou a Bélgica ou até a Colômbia se as expectativas se confirmarem, a final seria com a Alemanha ou Espanha!!!!
    Mas provavelmente será com Portugal na final!!!

  • Joao D
    Posted Maio 27, 2018 at 12:44 pm

    Esta geração francesa é boa mas a geração de Zidane, Henry, Trezeguet, Patrick Vieira, Makelele, Barthez, etc era tão melhor. Por exemplo, apesar de serem alturas diferentes, achava o Trezeguet bem mais jogador que o Griezmann.

    Além disso, o Deschamps não me convence.

    Concordo com a previsão do VM, ficam em 1° no grupo e perdem com a Argentina nos 1/8.

  • Mantorras
    Posted Maio 27, 2018 at 12:40 pm

    Sinto que esta france ainda ficaria muito mais forte com Benzema e Rabiot, mas quem tem tanta escolha e sempre candidato. Muita qualidade de facto.

  • Tiago Silva
    Posted Maio 27, 2018 at 12:08 pm

    Em termos de qualidade individual é a melhor seleção e a que deixou melhores jogadores de fora. A França tem talento para dar e para vender, mas isso não chega para chegarem longe. Precisam de ter uma ideia de jogo consolidada, precisam de estar sincronizados e adaptados ao seu futebol e não estou a ver isso a acontecer nesta França.

    No entanto são candidatos, são sempre com esta quantidade de talento. Eu apostaria num 4-3-3 possivelmente com um ataque muito móvel e um meio-campo musculado e apostava em linhas subidas porque os centrais são muito rápidos e controlam muito bem a profundidade. Possivelmente apostaria: Lloris, Sidibé, Varane, Umtiti, Mendy, Kanté, Pogba, Matuidi, Dembelé, Mbappé e Griezmann.

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