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Vingegaard sagra-se bicampeão do Tour com a maior vantagem para o 2.º desde 2014

Quem vai conseguir primeiro o tri? Quando Pogacar se sagrou bicampeão todos pensavam que o esloveno ia vencer 5, 6 até 7 seguidos, tal era a diferença para os restantes, mas em 2 anos tudo mudou e agora é Vingegaard que parece ser o mais forte em 3 semanas. O dinamarquês não é o mais amado junto dos adeptos, no entanto é implacável na estrada, principalmente na alta montanha e no CR, e desta vez, ao contrário do ano passado, nem precisou de ter uma grande Jumbo (a equipa neerlandesa deu-lhe menos apoio na montanha e também pecou mais a nível tático, apesar de nem ter sido preciso grande magia).  Será ainda curioso perceber se estes dois ET’s, que estão a protagonizar uma das maiores rivalidades saudáveis na história do ciclismo, vão ter alguma concorrência em 2024 ou se o patamar vai estar inalcançável para os restantes, mesmo para nomes como Evenepoel e Ayuso. Nas restantes lutas, esta Volta a França ficou claramente marcada pelo domínio de Philipsen nos sprints, que mostrou que é, até por larga margem, o melhor na atualidade. Ciccone, por sua vez, foi o 1.º italiano a conquista a camisola da montanha desde 1992.  Já a nível coletivo a UAE sobressaiu com dois ciclistas no Top 3 e deu sempre grande apoio a Pog, apesar de ter faltado a cereja no topo do bolo. Também a Bahrain – Victorious sobressaiu com 3 vitórias e o 6.º lutar de Bilbao. Outro dos destaques foi Felix Gall, que já tinha brilhado na Volta a Suíça e do nada parece um dos 5 melhores trepadores do Mundo. Por outro lado, fez alguma confusão o declínio de Julian Alaphilippe, que tentou muito (esteve quase sempre em fuga) mas nunca conseguiu disputar etapas. Também esperava-se mais de Fred Wright, Gaudu (9.º lugar é curto), Landa, Jakobsen, Girmay ou de Ben O’Connor.

Jonas Vingegaard sagrou-se campeão do Tour pelo 2.º ano consecutivo. O ciclista dinamarquês, da Jumbo-Visma, não deu hipóteses à concorrência e terminou a prova com a maior distância para o 2.º desde 2014 e para o 3.º desde 1997. Já Pogacar, para muitos o principal candidato à vitória final, teve de contentar-se com a 2.ª posição a 7’29” do líder, enquanto Adam Yates, o seu companheiro de equipa na UAE, completou o pódio a 10’56”. Quanto à etapa da consagração, Jordi Meeus surpreendeu ao levar a melhor no sprint em Paris, ficando à frente de Philipsen e Groenewegen.

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VM-Desporto
Author: VM-Desporto

1 Comentário

  • João Ribeiro
    Posted Julho 24, 2023 at 8:30 am

    Pessoalmente, as maiores desilusões foram o Girmay, Fred Wright e Ben O’Connor, que parecia entrar no Tour em grande forma. Esperava mais do Skjelmose, até o apontei como uma das surpresas, mas acabou por ser muito importante a ajudar Ciccone chegar à camisola da montanha.

    Das restantes desilusões, nenhum surpreende. Landa já nos habituou a estas exibições menos felizes, Alaphilippe desde a lesão que não se tem encontrado, ao que passo que o nível de Gaudu é este e, no ano passado, o 4º lugar foi enganador. Aliás, na altura até disse que acho que nunca veremos o francês fazer um pódio em grandes voltas.

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